CMMGCPCJ

Por vezes há a sensação de que os eleitos são meros ‘verbos de encher’. De algum modo pensámos que aos eleitos eram prestadas contas daquilo que o representante da câmara na CPCJ fazia, daquilo que lá acontecia. Não nos referimos, como é óbvio, às situações confidenciais que ali são tratadas, mas sempre pensámos que, em traços gerais, era dado a conhecer o que se passava. Não é assim! A Célia nada diz aos eleitos sobre o que é a sua actividade naquele organismo. A própria Cidália afirma que não tem que ser feito e que o representante da câmara nada tem que dizer aos que foram eleitos. A ordem para que haja silêncio parece ter sido dada e é nesta parte que surge a ideia de que os leitos são apenas ‘verbos de encher’. Estão ali para fazer o papel de espectadores, apesar de o povo os ter colocado lá para os representar. Qual a lógica de o representante da câmara não prestar contas da sua actividade no órgão que tem por função proteger situações graves de crianças e jovens? Não conseguimos entender! É como ter-se alguém que nos vai fazer um recado, mas depois não nos diz o que lhe disseram de volta! Assim está câmara e a CPCJ, não por culpa daquele organismo, mas porque quem manda acha que é assim que deve ser. Daqui conclui-se que o que aconteceu nos últimos anos, aqueles em que a Cidália era lá a representante da câmara, tudo aconteceu do mesmo modo. Não prestou contas da actividade e do que andou a fazer aos demais eleitos. E aqui surge um problema! O silêncio a que se votaram leva a que o órgão ‘câmara’ não tenha conhecimento dos problemas que o concelho tem no que toca a crianças e jovens em situação de perigo. Presume-se que o silêncio seja extensivo a todos os eleitos e não apenas à oposição e aí surge a dúvida sobre o modo como pode ser compreensível esta forma de agir quando se sabe que a câmara tem ao seu encargo escolas e recintos escolares onde muitos dos problemas que envolvem menores surgem. Como pode a câmara desempenhar o seu papel se o seu representante nada diz, em termos gerais, sobre o que se passa e sobre quais são as necessidades de intervenção por parte da câmara? Para quê existir um representante da autarquia se nada do que ali se passa é comunicado aos eleitos para que possam agir de acordo com o que possa ser necessário? Fica a sensação de que aquele organismo é, para alguns elementos do PS, um feudo de onde não convém que saia informação, não vão eles perder a influência que têm.


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