CMMG

Na reunião de segunda voltou a repetir-se algo que não é normal. A propósito da atribuição de apoios, houve assuntos que foram retirados da ordem do dia porque vinham desacompanhados dos pareceres que, sendo ou não obrigatórios, não estavam juntos aos processos. A oposição fez finca-pé para que eles fossem retirados e a Cidália escondeu-se na sua incapacidade de contra-argumentar para os manter na agenda. É aliás visível que ela apenas consegue afirmar a sua ‘autoridade’ pela força e pelo que o regimento lhe permite fazer. Quando se trata de argumentar, a ‘autoridade’ foge-lhe tão rapidamente quanto lhe fogem os argumentos. E aqui cai-se naquilo que parece ser a vontade que a oposição tem de não votar contra e tentarem resolver os problemas na secretaria. Essa é a parte incompreensível. Veja-se o que se passou. Existe uma comissão que avalia os pedidos de apoio e os pontua. Será, supostamente, uma comissão independente. Com base na pontuação que é atribuída, os pedidos podem ou não ter proposta para que sejam rejeitados. Ainda que assim seja, o executivo pode decidir aprovar uma qualquer candidatura fazendo uso do poder político que tem. Mas isso não acontece! Preferem que os assuntos voltem atrás para a secretaria para que, por artes mágicas, o parecer que foi dado antes seja alterado e os políticos possam ficar confortáveis a dar os apoios assentes numa proposta que lhes dá a almofada que já os faz sentir bem. Mas será esta a forma correcta de agir? Temos dúvidas. Se existe uma comissão independente que, de acordo com o que são as instruções que têm, pontuam as candidaturas, que sentido faz que os políticos queiram que a comissão independente reveja as candidaturas para que subam a pontuação e, desse modo, os eleitos fiquem confortáveis com a decisão que irão tomar? Faz lembrar aqueles jogos em que a meio se mudam as regras para que uma das equipas ganhe. Os políticos não podem, ou melhor, não deveriam desvirtuar as regras fazendo com que a dita comissão independente passe a deixar de o ser. Com que cara irão agora os elementos da dita comissão dar uma pontuação diferente? Irão basear a nova pontuação em que pressupostos? Na segunda os eleitos conseguiram desacreditar todo o trabalho que tem sido feito pela comissão que pontua as candidaturas, o que faz com que, daqui para a frente, qualquer candidatura que seja rejeitada possa usar o precedente que foi criado e, acima de tudo, possam por em causa os critérios que são usados para aprovar ou rejeitar as candidaturas. Também aqui os políticos preferiram ficaram confortáveis sem que tenham tido a coragem, uns de votar contra e outros de manter o assunto para ser votado. Quando se fala em combater a discricionaridade, que melhor exemplo senão aquele que foi dado ao quererem que a comissão estique a pontuação até ao ponto de poder dar aos eleitos o conforto que querem! Daqui para a frente mais valerá que as candidaturas sejam de imediato aprovadas em vez de terem que votar atrás tantas vezes quantas as necessárias até que a pontuação suba até ao limite da aprovação.


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5 Comentários

  1. Se calhar porque a comissão a avaliação que faz é decidir o mesmo que foi decidido o ano passado, e no outro ano, e no outro…
    aliás a pontuação já leva a isso, há uma elevada pontuação para iniciativas já existentes, com passado e que tenham envolvido muitos participantes, parece bem, mas assim é pescadinha de rabo na boca, só tem pontuação as ativiades que já se faziam antes, nunca podem entrar novas. Isto de acordo com a tabela existente

    • Caro Anónimo. Se é como refere, então que criem regras que sejam claras e se as regras não forem criadas então recusem-se a votar até que elas o sejam. Não é compreensível que se ande meses à espera de regras, seja nesta matéria seja nos regulamentos.

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