Largo

“Na passada 6ª feira, 8 de Junho, a Associação Marinha em Movimento realizou, nas instalações da Biblioteca de Instrução Popular, em Vieira de Leiria, mais um Ideias em Movimento, debate que foi dedicado aos problemas da orla costeira, nomeadamente no que respeita à erosão da costa na nossa região. Com um painel de especialistas convidados de grande nível, o Ideias em Movimento contou com o vieirense José Nunes André (geólogo e consultor de Ambiente local), Alfredo Pinheiro Marques (director do CEMAR), Eurico Gonçalves e Miguel Figueira (coordenadores do movimento cívico SOS Cabedelo, e membros do Conselho Consultivo e Científico do CEMAR). O prof. José André alertou para os problemas criados pelos 33 esporões e 10 molhes construídos desde Leixões até à nossa região, responsáveis por sucessivas retenções de areias a norte, agravando sempre os problemas a sul da sua construção. O caso que mais afeta o nosso concelho é, segundo o professor, a retenção de areias na Figueira da Foz, na ordem do milhão de metros cúbicos anual, fruto do prolongamento da entrada do Porto para dentro do mar. Segundo o prof. José André, a praia da Figueira, entre 2010 e 2018 cresceu 150 metros, estando a crescer cerca de 20 metros ao ano, contando neste momento, o areal, com a monumental extensão de 750 metros desde a cidade até ao mar. Relativamente à construção de um esporão a sul da Praia da Vieira, previsto no Programa da Orla Costeira Ovar-Marinha Grande, o professor alertou para o facto de aumentar a erosão a sul podendo vir a criar condições para ligar o mar ao antigo vale do Rio Lis, com consequências catastróficas para o aglomerado habitacional da Praia da Vieira. Os restantes elementos do painel, foram unânimes na rejeição de soluções que se oponham à vontade da natureza, como é o caso dos esporões, defendendo soluções que aproveitem a própria natureza, onde enquadram a construção de um bypass com capacidade para a transferência de 1 milhão de metros cúbicos de areia da Praia da Figueira, onde o excesso é por demais evidente, para o sul do Porto da Figueira, que depois a deriva litoral se encarregaria de transportar ao longo da costa até ao canhão da Nazaré. Depois das intervenções do painel convidado, o debate continuou com um animado debate, com a mais de meia centena de pessoas presentes na BIP, com oportunas intervenções do Vereador Aurélio Ferreira e do Presidente da Junta da Vieira, Álvaro Cardoso, também eles presentes em mais esta iniciativa da Associação Marinha em Movimento. “

Fonte: Nota de imprensa AMM


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12 Comentários

  1. Muito bem.
    Até que enfim que alguém discute de forma serena e com base em dados científicos e especializados, sem motivações politicas os problemas que nos afectam.

  2. palavras palavras e mais palavras e os resultados chegarão nulos
    no terreno nunca se passarà nada
    o exemplo do que foi feito em S.Pedro aonde se pode vêr quase todas as pedras foram jà movidas pela marés e p efeito que deviam fazêr de proteção jà não existe
    enquanto não houver padrão fixo, o dinheiro empregado vai com as marés, mas entretanto houve muitos que se “encheram”

  3. Estas questões são do domínio público há anos e são a opinião de alguns. Não sei onde está a novidade. As soluções são muito dispendiosas e nenhum dos nossos (des) governos quis ou quer gastar dinheiro. Por isso, o mar vai levando e vai trazendo areia ao sabor das marés e a Figueira vai inaugurar uma rede de transportes públicos para levar as pessoas da avenida marginal até à borda do mar.

  4. Já chega de maltratarem a nossa Praia
    e de declamarem para analfabetos,pensam vocês.
    Um Esporão na Praia da Vieira,com estes Engenheiros,Doutores,Biólogos e afins,nunca será feito.
    Para cúmulo,dos cúmulos e da pouca vergonha,é a Praia da Vieira que terá que suportar os 43 Esporões/Molhes plantados a Norte até Leixões.
    Ainda assim,estes Senhores tiveram a “lata” de declamar…Que não podem ir contra a Mãe Natureza!
    Ridículo!!
    Então e os 43 Esporões a Norte quem os fez?
    Eles foram contra Mãe Natureza?Claro que sim,para salvaguardar os seus areais.
    A Praia da Leirosa é o caso mais sonante,caso tivessem estes Senhores a tratar do caso daquela Praia,essa localidade já não existia,já teria sido engolida pelo mar.
    Para concluir Senhores:
    A área em causa é de cerca de 250 Quilômetros,que vão de Leixões até ao Canhão da Nazaré.
    Desses 250 Quilômetros,215 Quilômetros estão preenchidos com Esporões.
    E…quando faltam apenas 35 km que é até ao Canhão da Nazaré,os Senhores estão muito sensibilizados no que possa ocorrer a Sul.
    Então os outros que fizeram Esporões em mais de 215 km,são incompetentes?
    Ou os incompetentes são vocês?
    E…se algo correr mal nesses últimos 35 km,façam outro Esporão a Sul,e assim o assunto ficará arrumado.
    Quem fez 43 Pontões,também fará mais 2!
    Precisamos de sangue novo e de reformas antecipadas.

    • Compreendo o seu comentário, mas construir pontões a Sul em cordão dunar não é nada aconselhável. Será uma questão de meses até o mar entrar a Sul, ainda por cima o corte do pinhal q ardeu deixará tb de suster a areia/duna q o vento tb levará. A n ser q se façam logo 3 ou 4 até S. Pedro de uma vez… e msm assim.
      Outro assunto importante é o desassoreamento do Liz. A areia q se tem vindo a acumular nos últimos 200 metros tem criado mini praias.

  5. Caro Telmo , o desassoreamento do Rio Lis , é outra das situações que tem de ser resolvidas com a maior brevidade possivel e é muito simples , que para isso suceda , basta que limpem o interior da boca do rio ( Foz ) , retirem a pedra que obstruiu a corrente das águas e logo as areias que vem de Juzante entrarão no oceano e o Oceano Naturalmente a devolverá à praia ! Ao contrário dessa situação, há empresas que são contratadas para recuperarem os molhos do rio , o estado paga lhes para fazerem esse Serviço , e depois no final da obra Concluida, a empresa que fez o concerto mete os entulhos de pedras que sobraram a obstruir o leito do Rio, a àgua ( corrente ), sem que por esse desrespeito pelo o rio e pelo ambiente, tenha sido respondabilizada, e por lá continuam as pedras em forma de ilhas , a obstruir as areias que deviam de passar para o Oceano ! Enquanto isso , fica se a aguardar também por mais esta Obra de melhorias, a ( abertura e limpeza do interior da Foz do rio Lis , no que diz respeito ao Esporão , por mim podem começar com essa obra tão necessária para esta freguesia !

  6. Se dúvidas houvesse, elas estão dissipadas com este post.
    Este bolg mais não é que propaganda ao Aurélio Ferreira.
    Fui…

    • Caro Anónimo. Limitámos a transcrever a nota de imprensa de uma associação tal como fizemos do PS ou PCP. Mas desejamos-lhe boa viagem.

    • Pelo que vou lendo aqui nas postagens como é o caso de mais esta em que sua senhoria nomeia o nome de um vereador que nada tem a ver com o que ali se encontra descrito é que caso sua senhoria , dame a entender que o dito Aurélio , por ser tão falado , e se ver a falar como fala nas reuniões de camara , que pelos vistos até ensina a professora presidenta , mete aflição a alguns comentadores que por aqui vão dando seu ar de des graça… Deviam de haver mais Aurélios atentos, ao que se está a passar sobre a inercia autarquica , neste concelho …

  7. A construção do pontão a sul da lota da praia da Vieira, já anda a ser discutido, avaliado, a servir de proposta em campanhas eleitorais, com vozes a favor e contra, inclusive na própria comunidade vieirense, á uns 20 anos.
    Resultado de nada se ter feito: está a vista! A praia quase não existe, as dunas a sul a desaparecer e não existe nenhum pontão, pois não?
    A solução de quem é contra a sua construção é!?!? Nada fazer.
    A solução apresentada no debate, o bi-pass que deixará passar areia do lado norte para o sul do Mondego, é a solução a curto prazo para as praias imediatamente a sul da figueira ( cabedelo, leirosa, costa de Lavos, osso da baleia, Pedrógão, Vieira e são Pedro) mas por esta ordem e só depois de cada uma estar” cheia” é que passa para a seguinte, portanto, só daqui a 10 anos chegará alguma dessa areia a Vieira.
    A solução de um pequeno pontão, cujo impacto ambiental seja o menor possível, é o que nos serve.
    Da imensidão de areia (750 metros de comprimento) que está na figueira, 450 destes terão de ser retirados mecanicamente, paralelamente ao funcionamento do dito bi-pass, e injectados nas praias a sul, para compensar os anos e anos a que as praias tem visto a sua areia ir embora, como? Há diversas maneiras, também lá foi explicado.
    A postura da autarquia é a de Pôncio Pilatos, lavo daqui às minhas mãos! Se correr bem, é porque foi num mandato socialista, foi a senhora presidente que falou com o secretário de estado do ambiente, se correr mal, não foi obra deles e a jurisdição não é da competência da câmara.
    Quem protege a população?!?!?!?

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