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Enquanto uns se curvam e fazem elogios públicos e agradecimentos ao que tem vindo a acontecer com a gestão dos incêndios, colocando-se perante o poder central e o seu partido de modo a que quase faz lembrar a posição que a “Alemanha perdeu a guerra”, outros há que reclamam. A semana passada o vice-presidente da câmara de Leiria lamentou que o Estado não esteja a cumprir com um “ritmo adequando” que possibilite avançar com a reflorestação na mata. Apesar das câmaras terem a mesma cor e a mesma da do Governo, a forma como se posicionam perante o poder central é totalmente oposta. A Cidália diz que reclama, mas quando chega a hora atravessa-se em substituição do Governo e, ainda mais grave, esquece-se de pedir o reembolso! Se em relação às matas é o que se vê, ontem percebeu-se que em relação à areia que falta em S. Pedro vai ser assumida uma posição semelhante. Nós pagamos impostos para o Estado, mas é das verbas da câmara que saem as quantias que deveriam ser suportadas pelo Estado, pelo Governo. Ou seja, aqui somos lacaios do Governo, fazendo aquilo que eles querem com a desculpa de que é para salvaguardar o interesse da população. Será ainda para salvaguardar esse interesse que as estradas vão continuar vedadas, apesar de terem já passado muitos meses e os perigos poderem ter sido removidos? Mas o problema da acção e inacção da câmara vai mais além do que isso. Há dois anos foi aprovado o PEDU (Plano de Desenvolvimento Estratégico) e assinado há um ano. Das quantias que foram disponibilizadas quanto foi usado? Dos quase 5 milhões que foram aprovados para diversas obras apenas a “Reabilitação integral de edifício de apoio ao Jardim Luís de Camões” foi executada. Do mais que foi aprovado (Habitar ao Centro: reabilitação integral de edifícios para habitação – Projeto Demonstrativo; habitar ao Centro: reabilitação integral de edifícios para habitação – Projetos Disseminação; reabilitação de Edifícios visando a instalação do Mercado Municipal; reabilitação do Espaço Público envolvente ao futuro Mercado Municipal; reabilitação integral de Edifício no Património Stephens; reabilitação de espaço público envolvente às intervenções no edificado do Centro Histórico e fazer a reabilitação integral de edifício público para instalação de Espaço Comunitário – Loja Social) nada foi ainda posto em prática. Enquanto noutras câmaras as verbas estão praticamente esgotadas pelas obras que foram executadas, aqui nada acontece. Mas, quase tão grave quanto o não se fazer nada, é o risco que existe de que as verbas poderem não ser aqui aplicadas por inexecução dos projectos. Há já câmaras que, sabendo que as verbas destinadas ao concelho estão em risco de não ser aplicadas por falta de execução, estão já com projectos na calha para que possam substituir-se e para que lhes possa ser atribuída a verba que nos deveria caber. Naturalmente que a CCDRC irá preferir que o dinheiro seja gasto noutro concelho do que devolver os fundos. Mas, quanto a isto, nada é dito e nada é feito. A velha questão do mercado é disso exemplo. Há dinheiro, mas a falta decisão para avançar.


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2 Comentários

  1. O que me espanta é que alguém estivesse à espera que este estado de inércia mudasse com a Cidália !

  2. É verdade, a senhora professora sempre foi coerente: não serviu antes, piorou depois. Mas quem votou na senhora professora deve estar satisfeito com o resultado para a nossa comunidade.

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