CMMG

Em causa estão crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento proibido

A Câmara da Marinha Grande, no distrito de Leiria, confirmou esta quarta-feira ter sido alvo de buscas que visaram a adjudicação por concurso público da empreitada de requalificação de um espaço de jogo e recreio num estabelecimento de ensino.

Numa resposta escrita enviada à Lusa, a autarquia, presidida por Cidália Ferreira, eleita pelo PS, esclarece que as buscas decorreram “esta manhã, entre as 09:00 e as 12:30”.

Segundo a mesma informação, as buscas estão relacionadas com “um contrato decorrente da adjudicação por concurso público de empreitada para requalificação de um espaço de jogo e recreio num estabelecimento de ensino” cujo nome não foi revelado.

A câmara informa ainda que “o concurso público decorreu neste primeiro semestre de 2018”, adiantando que o Gabinete da Presidente “prestou toda a colaboração” aos inspetores da Polícia Judiciária (PJ) “na execução do seu mandato, tendo entregue e dado acesso a toda a informação solicitada”.

O município “permanecerá disponível para colaborar com as autoridades no que mais venha a ser necessário”.

“Mais se assegura a opinião pública, e em particular os munícipes da Marinha Grande, que a Câmara Municipal respeita integralmente todas as normas e procedimentos contratuais previstos no Código de Contratos Públicos e demais legislação aplicável”, acrescenta.

A PJ realizou esta quarta-feira cerca de 70 buscas, incluindo a autarquias, sociedades e instalações partidárias, no continente e no arquipélago dos Açores, segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), adiantando estarem em causa crimes económicos, como corrupção.

No âmbito deste inquérito investigam-se crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento proibido.

“Segundo os fortes indícios recolhidos apurou-se, no essencial, que um grupo de indivíduos ligados às estruturas de partido político [desenvolveu] influências destinadas a alcançar a celebração de contratos públicos, incluindo avenças com pessoas singulares e outras posições estratégicas”, refere a PGDL, na sua página na Internet.

A PGDL acrescenta que foram realizadas cerca de 70 buscas domiciliárias e não domiciliárias, incluindo a escritórios de advogados, autarquias, sociedades e instalações partidárias, em diversas zonas de Portugal continental e nos Açores.

As buscas foram acompanhadas por três juízes de instrução, 12 magistrados do Ministério Público (MP), peritos informáticos e financeiros e inspetores da PJ “em número que ascende a cerca de 200”.

Estas operações de buscas foram efetuadas com a colaboração da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ.

O inquérito encontra-se em segredo de justiça e a investigação prossegue sob a direção do MP na Secção Distrital (ex-9.ª secção) do Departamento de investigação e Ação Penal de Lisboa/sede, com a coadjuvação da UNCC.

A notícia da realização desta operação foi adiantada pela edição ‘online’ da revista Sábado que, entretanto, enumerou um conjunto de autarquias que foram alvo de buscas, incluindo a Câmara da Marinha Grande.”

Fonte: DN


Seguir
( 1 Seguidores )
X

Seguir

E-mail : *

Comentar com conta do Facebook

comentario(s) no Facebook

4 Comentários

  1. Então hoje ouve reunião de Câmara é a Presidente não disse nada ! Assim não vamos lá definitivamente.

  2. Porque havia de dizer? é uma situação “normal” nesta Camara pelos vistos

  3. Deve ter havido algum erro da PJ-corrupção por obras FEITAS por este executivo???? Mas se este tipos não fazem nada de nadinha só pode ser confusão com outro lugar qualquer, tipo Marinha das Ondas, Marinha da Guia , Marinha mercante??

Comentários estão bloqueados.