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Foram já várias as vezes que um munícipe foi à reunião de câmara queixar-se de um problema que tem a ver com a cobrança que lhe está a ser feita pela água que consegue. Tanto quanto se sabe ainda não há solução e temos dúvidas que haja uma que seja simples. Há, no entanto, algo que nos deixou com a ‘pulga atrás da orelha’! Numa das reuniões o munícipe referiu que “é ilegal a diferença entre munícipes e empresas, e que esta situação está ilegal há mais de 30 anos”. A Cidália não respondeu a esta afirmação. Afirmou que, em relação ao que foi decidido em Dezembro de 2016, “tem algumas dúvidas que quer ver clarificadas juridicamente”. Passou ano e meio e as dúvidas ainda não foram clarificadas! Será assim tão difícil clarificar dúvidas quando a câmara tem nos seus quadros quem diz, alto e bom som, que até escreveu livros! É, no mínimo, estranho! Disse que “há uma proposta dos serviços com a calendarização para a implementação do novo regulamento, de acordo com as indicações da ERSAR” e aqui é que ficam ainda mais dúvidas. Se em ano e meio não foi possível ainda clarificar dúvidas, para quando se poderá esperar que a implementação do novo regulamento seja feita? Os assuntos arrastam-se meses e anos a fio sem que seja dada uma solução. No entanto, a questão fundamental está no facto do munícipe ter afirmado que a forma de cobrança de água no concelho ser ilegal e a Presidente não ter desmentido esse facto.


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10 Comentários

  1. O munícipe não quer é pagar o que consome, isso é que é!
    Será que os preços que esse senhor pratica no seu parque aquático são os mais justos? Todos os anos se ouvem reclamações pelos preços exagerados que pratica, sendo os mais elevados do país.
    Diz que o regulamento está ilegal á mais de 30 anos. Sabendo que o parque aquático está nas sua mãos á mais de 15 anos, porque é que só agora chegou a essa conclusão e só agora reclama? Não foram sempre esses preços que pagou, (se é que pagou!!!!!), já que o preço da água no concelho não é aumentado há mais de 12 anos?
    A coisa deveria ser muito bem explicada porque já chega de oportunistas a “mamarem” à custa de todos nós.

  2. E o curioso o que queres e lançar a confusão.Se for assim na sua profissão mal estamos.E a incompetência completa.

    • Caro Anónimo. Confusão? Em quê? Limitamos a citar o que foi afirmado e notar aquilo que não foi dito.

  3. Já sabemos que o caro Curioso fica sempre muito “limitado” às citações de quem lhe interessa e completamente desbragado nas suas “anotações” .
    Não sei se o tarifário é ou não ilegal, mas não tenho dúvida é que este empresário pretende para a sua actividade a discriminação positiva que outras actividades, também elas grandes consumidoras, não têm.
    Alguém poderá compreender, em nome da equidade uma situação de favor a este empresário? Em nome de quê?

    • Caro Cristal. Desconhecemos se é ilegal ou não. O que sabemos é que perante tal afirmação a Cidália nada disse, como que aceitando tal facto. Como tem dúvidas há um ano e meio por esclarecer é possível que estejamos ainda mais uns meses até que possamos saber se há ou não alguma verdade na afirmação.

  4. Já agora:
    a) quanto tem que pagar um munícipe por 50 m3 de água ?
    b) quanto tem que pagar o Sr. empresário pelo mesmo volume?

    Há por ai alguém que conheça o tarifário para fazer as contas?

  5. Os serviços da câmara seguem o regulamento, os valores por metros cúbico vão subindo a medida dos escalões de consumo seguindo o princípio do consumidor / pagador .
    Estive na última conferência da água e constatei que os preços praticados no país variam de conselho para conselho é apenas são fixados por lei quando a gestão é delegada, que por sinal é sempre mais cara .
    Portanto o preço apresentado é de exclusiva responsabilidade das autarquias e posso afirmar que a Marinha Grande tem dos preços mais baixos por metro cúbico.

    O que este senhor reclamada é um preço diferenciado, o que deveria pedir é alteração do valor pago dos outros serviço (resíduos ) por estarem indexados aos metros cúbicos gastos .

    • Porquê isenção dos resíduos? Os clientes do parque aquático e dos hoteis não fazem lixo?

  6. Isenção? Não .
    O que faria sentido e depois de avaliar se apenas se estamos a falar do parque aquático ou se envolve os consumos do hotel também era perceber o impacto duma possível redução do valor pago dos outros serviços numa ótica das médias mensais .
    Mas são suposições tendo em conta que não temos acesso as ditas facturas e respetivos consumos .
    Sei que em alguns municípios do Algarve foi contratualizado um valor inferior para o setor hoteleiro.

    • Concordo, deveriam publicar as facturas do dito empreendimento para se verificar as taxas e tarifas que estão a ser cobradas e aí poderíamos ajuizar da justeza da reclamação.

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