Célia

Quando pensamos nos eleitos, pensamos sempre que são pessoas com cultura, que escrevem bem, que conhecem as regras gramaticais e que até pontuam bem as frases. Quando algum eleito tem o pelouro da cultura ou da educação, essa ideia fica ainda mais acentuada. A Célia tem ganho o hábito de escrever e, quanto a isso, nada há a criticar, antes pelo contrário. Parece-nos é que um eleito com o pelouro da cultura tinha por obrigação escrever como deve ser. Se a falar poderá ser mais difícil de controlar os erros que se dizem, quando se escreve temos sempre a possibilidade de rever o texto antes dele ser publicado. Dirão alguns: mas vocês também cometem erro ortográficos. A resposta é simples: é verdade, A diferença é que tentamos corrigir sempre que os detectamos ou nos chama a atenção para algum. Há dias a Célia escreveu que foi “Mais um dia de muitas partilhas,representações, convívio : participação na Confraria da sopa do vidreiro, rececão às entidades participantes no 16 encontro Ibérico e por fim a inauguração da Exposição Bens Essenciais de João Moreira, na Galeria Municipal. E, logo à noite , mais um serão de Marchas!(ipsis verbis). A vereadora da cultura não sabe que depois de uma virgula há sempre um espaço e que antes dela não há espaço algum, que antes de dois pontos não se coloca nenhum espaço e que ‘receção’ ou ‘recepção’, como ainda e sempre iremos escrever, leva cedilha. Quem percorrer mais alguns textos encontra sempre os mesmos erros. Poderá, para alguns, ser uma questão menor, mas parece-nos que um vereador com os pelouros que a Célia tem não se pode dar ao luxo de não ser um exemplo de correcção ortográfica e gramatical, ainda mais quando são textos que dizem respeito à sua actividade enquanto vereadora. O que escreve na sua vida privada não nos diz respeito. Não lhe custava nada ter umas aulas com a senhora Presidente, caso ela ainda se lembre como se ensina a escrever.


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13 Comentários

      • Letra grande? De que grandeza estamos falar e em que sistema. No SI ou no MKS, Sr. professor?

  1. Muito bem! Muito bem!
    O Curioso é agora o coca-bichinhos.
    Apontamento profundo e profícuo

  2. A Presidente? Ensinar? A dizer “interviu” e “crátera” e outras calinadas, também não vai longe…

  3. A moça da Vieira está mesmo a incomodar o curioso! Querias , não querias? Mas não foste eleito. Grande Célia, simples, honesta e verdadeira!

  4. Caro curioso, poupe-nos a estas minudências, há assuntos muito mais sérios…

  5. Tal como o Curioso,eu sempre fui muito critica no que leio e no que ouço. Aprendi na escola dos anos 50 em que era obrigatório fazer uma cópia todos os dias e ditados ! Cada erro era punível com repetição da palavra 10,20,ou mais vezes num caderninho especial que existia para o efeito.
    Tenho espírito crítico no que leio e no que ouço, e não é aceitável que uma figura pública a demais com o pelouro da cultura,redija tão mal um “relatório”…de acontecimentos ocorridos e por ocorrer na nossa cidade….
    Acho muito bem o Curioso ” pegar” nestes “Tesourinhos” para que os visados tenham atenção ao que dizem e ao que escrevem para que não fiquem mal vistos perante colegas de outras cidades.
    Deviam agradecer o reparo e procurar emendar o que está mal…..quanto aos que censuram o reparo do Curioso, temos pena, perdoai-lhes Senhor !!!

  6. “É sempre muito fácil falar. Especialmente quando se trata dos outros”.
    Muitas vezes aquilo que nos incomoda nos outros é exactamente o mesmo que não enxergamos em nós. A anónima da escola dos anos 50 é disso exemplo. Com tanta capacidade crítica bem poderia ter começado por si. Sem se dar conta, e querendo dar ares da sua aprendizagem exemplar, cometeu exactamente os mesmos erros que criticamente viu na Célia.
    Como diz o velho ditado “presunção e água benta cada um toma a que quer”.

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