Cidália

Já se consegue circular em algumas das estradas que estavam fechadas há quase seis meses. Por lá veem-se homens a soprar o foi acumulado ao longo dos meses e um carro a ‘aspirar’ as estradas, criando uma aparência de que alguma coisa foi feita. Na bermas vê-se algum mato cortado em cerca de metro e meio para o interior. Ali viu-se a 4L da Junta, mas não encontrámos nenhum carro do ICNF. Tirando isso, nada foi feito. Não se vê uma árvore cortada, não se vê que as árvores assinaladas tenham sido retiradas, não se vê que as árvores queimadas, as tais em risco de magoar alguém, tivessem sido intervencionadas, não se vê nada que seja diferente do que existia no pós incêndio. Não se vê que tenha sido cortado o mato ou que tenha sido feita alguma coisa para evitar o perigo de novo incêndio. As fotos mostram o que poderão encontrar quando por lá passarem. Está assim aberto o caminho a que possam ir para aqueles lados o dia da espiga. Mas tudo aquilo que se pode ver coloca uma interrogação que já antes deixámos no ar. O argumento do encerramento das estradas foi, segundo a Cidália, para evitar qualquer acidente e disse mesmo que preferia ser acusada de ter encerrado as estradas do que lamentar-se por alguma coisa que acontecesse a um munícipe. Pois bem, as estradas estão já, em parte, abertas mas pode ver-se que nada foi feito para minimizar o perigo que disse existir ou eliminá-lo. Ninguém mexeu uma palha naquele local. Ainda assim estão transitáveis! E agora, agora que se vê que nada foi feito, já não há perigo? E agora, agora que se percebe que não havia qualquer fundamento para encerrar as estradas em locais onde ninguém iria mexer, qual será o argumento que se vai usar? Agora já não há perigoQual vai ser a justificação que a Cidália vai dar para ter mantido as estradas encerradas (já que os blocos de cimento são da câmara) com o argumento do perigo se o perigo que existia é o mesmo que agora existe, se a única coisa que se vê estar a ser feita é a limpeza do alcatrão? Se em certa medida entendemos a preocupação em encerrar as estradas por causa do argumento do perigo, agora que se vê que o ‘perigo’ que existia é o que existe não se consegue entender os critérios que foram e estão a ser usados. Uma das duas decisões está mal tomada, ou a do encerramento ou a da abertura! Há, no entanto, duas explicações que pensamos poderem aplicar-se. A decisão do encerramento serviu para impedir que se visse que o ICNF nada estava a fazer e, de algum modo, ajudar a Cidália a manter-se à tona sem ser algo de grandes criticas já que ninguém sabia o que se passava. A decisão da abertura serve agora para tentar cair nas boas graças dos que gostam de ir para ali no feriado e poder começar a dizer alguma coisa, ainda que de forma suave, sobre o ICNF. Depois do texto do Nelson de há dias seria incompreensível que a Presidente continuasse a fingir que tudo está bem. Claro que agora poderá ir dizer que tudo tem feito pelo Pinhal do Rei, “como gostamos de chamar”, dizer que até abriu as estradas e que, se alguma coisa não foi feita, a culpa não é dela já que tem esperado com “serenidade” a resolução do problema.


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5 Comentários

  1. A Câmara e a Junta andam a fazer naquilo que não lhe pertence, o que não fazem no que lhe pertence! Ponto.
    Deviam ter vergonha…!

  2. Vergonha, mais uma vez….o povo é aos poucos e poucos, manipulado como se de um fantoche se tratasse!!!!
    Mas será que vamos querer continuar a ser tratados assim??? Como se nao fosse o suficiente, ainda a autarquia faz um comunicado na sua página do face, a passar um atestado de incompetencia aos Marinhenses, como se nao nos soubesse-mos comportar perante a nossa mata!!! Se ardeu meus caros, nao foi culpa nossa, foi VOSSA CAROS AUTARCAS!!!!
    Agora abrem as estradas,como se tudo tivesse bem…. Enfim, triste…!!!!! A Marinha precisa de mais, precisa de melhor, precisa talvez de todos os MARINHENSES MAIS UNIDOS DO QUE NUNCA, para salvar a nossa cidade de tudo o que querem dela. Mais uma vez digo…SIRVAM A CIDADE MAS NAO SE SIRVAM DA CIDADE!!!!!

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