Apontar o dedo

CuriosoCidália, CMMG, Mercado13 Comentários


A novela do mercado nas tendas parece não ter fim. Há uma dezena de anos a funcionar nas tendas, não parece haver solução rápida ou sequer uma que esteja a sr equacionada. Há dias a Cidália apontou o dedo à oposição, responsabilizando-a pelo facto de não existir ainda solução. Referiu ela que “quem exigiu a realização desse estudo, a oposição, veio depois
colocar em causa as suas conclusões, sugerindo uma nova localização, ainda que seja próxima”. Referiu que “a nova proposta tem implicações urbanísticas que vão para além de uma mera decisão política”. Referiu que a localização apontada pela oposição “afecta directamente os moradores, não havendo ainda certezas quanto à capacidade do terreno disponível para instalar o novo mercado sem prejudicar as expetactivas dos vendedores e utilizadores do Mercado Municipal quando às dimensões, acessibilidades, novas funcionalidades”. Disse que dependesse apenas de si, a localização do mercado “já estava definida e fechada” e que “era de avançar rapidamente”. Percebeu-se, pelo que referiu, que a questão da resolução do problema do mercado nas tendas não está na agenda para os próximos tempos, se é que alguma vez irá estar. Não deixa de ser curioso o facto de, segundo afirmou, ter uma solução que permitiria avançar já, mas não dê o passo para procurar convencer a oposição, culpada, segundo ela, por este atraso, de que a sua solução é a melhor! Neste jogo do empurra, nada se decide e tudo parece ir ficar como tem estado nesta dezena de anos que já passou. Mas a afirmação de que por ela avançava já não deixa de colocar também uma questão. Avançava com que dinheiro? Onde iria obter a verba necessária para construir o mercado quando se sabe que os fundos a que se candidataram não foram concedidos? É fácil fazer afirmações de que tem a solução, mas seria mais interessante que explicasse como iria conseguir fazer aquilo que, por ela, estava já em andamento.


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13 Comentário em “Apontar o dedo”

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    Tonta como é, ainda aponta o dedo a si mesma! Quem a tem que a ature… santa maluca esta mulher! Culpa é de quem votou para lhe dar este tacho de professorinha com discurso de pinheiro murcho

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    Conheço a Cidália Ferreira há muitos anos e tenho por ela, enquanto pessoa, elevada estima e consideração. Privei mais de perto com a Cidália, entre 1986 e 1989, quando era vereador da educação e ela professora numa escola do Pilado.
    Guardo as melhores recordações de uma professora dinâmica, inovadora na sua acção educativa, que envolvia as famílias no processo de formação e educação dos seus alunos. A Cidália ia muito para além daquilo que se exigia de uma professora.
    Hoje, no papel de líder de uma autarquia com a importância da Marinha Grande, a Presidente Cidália, nessa condição, revela algumas notórias debilidades.
    Um (a) presidente de Câmara, para além da formalidade do cargo para que foi eleita, tem que revelar de forma clara, qual é o seu pensamento estratégico para o Município que lidera. Tem que se afirmar como líder e essa função só se consolida se a liderança for sólida, credível e consequente.
    A frase “se dependesse só de mim o problema estava resolvido”, revela uma fragilidade confrangedora, em primeiro lugar porque não se conhece a solução que preconiza e, em segundo lugar, quando um líder pretende concretizar um objectivo, primeiro explica-o e depois procura ganhar apoios.
    Que eu saiba, este assunto, na forma como tem sido abordado, é kafkiano. Eu não conheço nenhuma declaração clara e transparente da Presidente, que nos esclareça das razões que, também a ela, a levam a recusar a abertura do Mercado construído há 13 anos.
    Eu não percebo como é que, levianamente, se propõe construir novos mercados sem financiamento, ou piscinas num espaço nobre da cidade, que foi berço da indústria vidreira, quando tudo estava planeado para dar dimensão crítica e relevo cultural ao Museu do Vidro, acrescentando as valências de Museu Vivo.
    Eu não percebo porque é que não se constrói o complexo de piscinas no local que há mais de 30 anos lhe está reservado, suprindo uma necessidade sentida pela população, sabendo-se que há dinheiro disponível.
    Eu não percebo porque é que se põe na agenda mediática a construção de memoriais idiotas a uma tragédia e não se põe em cima da mesa a solução para o trânsito de pesados do Santos Barosa, sabendo-se que agora existem alternativas exequíveis.
    Eu não percebo porque é que as Conservatórias não estão já instaladas no espaço construído na Resinagem, totalmente equipado e mobilado e está a apodrecer quase há 10 anos.
    Eu não percebo porque é que não se aprova a revisão do PDM, que deveria ser feita de 10 em 10 anos e já lá vão 20.
    Eu não percebo porque é que a segunda saída da Zona Industrial só agora parece estar a andar.
    Eu não percebo porque é que os Centros Educativos não são já uma realidade.
    E pior do que tudo, eu não percebo quem manda na Autarquia e nem sequer vislumbro os objectivos que pretendem atingir e a forma de lá chegar.
    É tudo casuístico, aos solavancos, num pára-arranca e muitas vezes em marcha atrás, fazendo-nos regredir a um patamar medíocre de importância no quadro Regional, onde Leiria, Batalha e Porto de Mós nos batem aos pontos.
    Gostaria de estar enganado, mas, infelizmente, penso que não estou.

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      A consequência mais imediata no seio da autarquia será a mais recente intenção de saída massiva de funcionários, que segundo rumores, serão os mais relevantes dentro daquela casa. Será já um sintoma de inabilidade política avistada pelos próprios?

  3. Vilas

    Não percebe o amigo Constâncio nem o comum do cidadão da Marinha Grande! É mau de mais para ser verdade!

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      Essa de 10 anos de tendas, 10 anos de PS, está mal contada. As tendas teem criadores e os criadores foram PCP, PSD, ou seja, a coligação dourada do Barros Duarte com Artur de Oliveira.
      Convém não esquecer.

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        Cidália, convém não esquecer aos anos que caminha prá câmara para fazer bordados e cantigas

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    mercado, piscina, variantes, parque tir, centro de transportes, parque do pingo doce, gasparito pavoroso, creche da ivima, zona industrial, saneamento, reabilitaçáo do centro, reorganização dos serviços municipais, piscinas de São Pedro, TUDO esta ainda por fazer ao fim de 10 anos perdidos PS e de dezemas de milhões de euros de orçamentos aprovados ! Pior era impossivel mesmo – Como marinhenses que somos, temos a miséria e o atraso que merecemos: excelência nas empresasm enorme mediocridade na governação publica . Será que um dia isto tem fim?

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      Arrumar a casa e ponderar uma estratégia. Mas não com este PS. A Cidália sabe disso há muito. A equipa veio por arrasto. Não sabem o que fazem todos os dias e para onde devem ir. Andam perdidos, muito perdidos e já atribuem culpa aos funcionários que aguardam, desesperadamente, grandes mudanças há mais de uma década.

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        Tem razão.. 100 dias de cada vez para mais do mesmo. Aquela cadeira transforma as pessoas, ou antes, revela a sua verdadeira natureza!

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    Se o mercado no Atrium era assim uma pérola da visão estratégica do ordenamento urbanístico para a Marinha Grande, por que razão ninguém a aceitou para além dos seus autores?

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      Como? Mostre que contestação houve até serem aprovadas as novas taxas que os comerciantes iriam passar a pagar.
      Esmere-se e diga-nos quem contestou antes de 2015?
      Como?
      Quando?
      Gostava de ver.
      O Constâncio tem razão.

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        Não lhe chega a demonstração factual. Nunca abriu e nunca abrirá.
        Não passa por lá? Não consegue ver?

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