CMMG

Hoje, em conversa com um frequentador do Largo, abordou-se o tema do dinamismo que existe ou não no seio da câmara e do que poderia ser feito para resolver alguns problemas que existem no concelho. O assunto veio a propósito da existência de casas que estão abandonadas, por não estarem licenciadas, e a câmara não ter tomado ainda nenhuma iniciativa para resolver o problema. Ao contrário do que existe em Leiria, que criaram um regime excepcional para algumas situações, em conjugação com aproveitamento dos apoios que este ano o Estado está a dar a habitações que sejam destinadas ao arrendamento, ainda que fora do ARU, aqui não está a ser feito nada! Os donos, porque não conseguem licenciar as obras – muitos dos quais porque os entraves que lhes são colocados pelo sector de obras da câmara são muitos (secção que, aliás, teima em não se modernizar e não ajudar os munícipes) -, optam por abandonar os espaços que são seus e, para que não sejam vandalizados, colocam tapumes nas portas e janelas. Quem visita a terra fica com a sensação de que se vive num local votado ao esquecimento. A par disso, já passaram os 100 dias de desde que tomaram posse e não são conhecidas nenhumas medidas daquelas foram prometidas para a modernização dos serviços camarários. No que diz respeito ao problema que existe há anos com o licenciamento de obras, nada parece ter sido mudado a não ser o horário de atendimento por telefone. Mas isso nem espanta! Não é possível mudar os comportamentos se as mentalidades e se quem manda não muda. A resolução de problemas não pode passar pela manutenção de quem tem mostrado não ser capaz de os resolver à frente desses sectores problemáticos. Do mesmo modo que como quando nos dói um dente o tratamos ou, se não tiver arranjo, o arrancamos, também nas chefias essa fórmula deveria ser aplicada. Mas não! Ao contrário do que são as medidas que são tomadas por outras autarquias, aqui não se inova em nada e não há qualquer espécie de divulgação das medidas ou apoios que o Governo vai implementando e que poderiam ajudar a resolver parte dos problemas que aqui existem. E aqui a culpa dos eleitos existe apenas em parte porque caberia aos serviços apresentarem soluções, sem que se limitem a fazer apenas e só aquilo a que estão habituados. Mas é pedir muito! Há anos que não temos avanços muito porque há chefias que parecem ter ficado cristalizadas no modo de actuar e nos procedimentos a que se habituaram e os eleitos, e aqui a culpa já é deles, parecem não ter tido, até hoje, capacidade para alterar essa realidade e impor regras que levem a que o licenciamento de obras não seja uma dor de cabeça ou impor comportamentos que levem a que algo mude. E nada disto custa a fazer já que basta que copiem o que outros municípios já fazem! Será uma pena se a câmara não souber aproveitar para o conselho os apoios que este anos existem para quem remodele habitações. Fica a esperança que alguém se lembre de os lembrar.


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4 Comentários

  1. Para mudar alguma coisa é necessário ter coragem politica. Nunca a tiveram e não será neste mandato que isso irá acontecer,

  2. Troque-se a modernização e alteração dos serviços da Câmara, como foi prometido pela presidente fazer nos primeiros 100 dias e faça-se um memorial de homenagem aos serviços e aí a presidente já arranja coragem para contratar um artista que o faça. Só show off.

  3. Talvez dê jeito a algum arquiteto dos licenciamentos haver bastantes entraves para poder tirar vantagem pelo caminho. É agora vê-lo aproveitar-se dos pobres coitados que têm as casas ardidas por legalizar. A técnica do jeitinho tem sido uma realidade com o apoio da chefa.. e mais não dizemos

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