CMMG

Em quase todas as reuniões de câmara vão pedidos de apoio a colectividades, associações ou para eventos pontuais que são organizados pelas associações que fazem aquilo que deveria ser a função do Estado. Há sempre a sensação de que os apoios que são concedidos são acompanhados de quilos e quilos de papel para que se consiga que a câmara distribuía uns míseros euros. Há sempre a sensação de que o que é entregue o é como se estivessem a fazer um favor. Há, por outro lado, algo que funciona ao contrário. O trabalho que as associações fazem, os eventos que criam são destinadas a muitas pessoas, centenas ao longo do ano. Há eventos que são criados que levam centenas de pessoas. Ainda assim os apoios que são concedidos parecem ser pelo mínimo possível. Pelo contrário, quando se trata de pagar a um qualquer artista que vem à Casa da Cultura não há essas preocupações. Gasta-se dinheiro como se ele não importasse. Perde-se dinheiro todas as vezes, mas quanto a isso não há preocupações. Pede-se devolução de apoios concedidos se não há um ou outro documento, mas não importa se num espectáculo para 250 se perdem milhares de euros. São opções, bem sabemos, mas não conseguimos deixar de achar que existe no meio de tudo isto alguma injustiça e ingratidão para com aqueles que dão o seu tempo para as associações e colectividades e ainda têm que andar a mendigar uns euros da câmara. Mas a culpa deve ser deles! Quem os manda não serem um cantor conhecido que possa actuar na Casa da Cultura onde o dinheiro que se perde parece não importar.


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