CMMG

Tirando o ano em que o Passos não deu tolerância de ponto, em 2012, tem sido hábito o Governo conceder o direito de os funcionários públicos ligados ao Estado e institutos públicos poder fazer gazeta no dia de Carnaval. No fundo é conceder-lhes o direito de alguns irem estar até tarde a fazer figuras tristes e verem outros tantos fazê-las. Claro que há quem ache piada a ver mulheres quase despidas com chuva e um frio danado, a imitar os climas quentes, ou idiotas que acham que fazem boa figura apenas porque vestem o casaco do avesso, vestem as cuecas por cima das calças, põem uma cabeleira ou porque colocam uma máscara na cara. Naturalmente que há quem tenha muito trabalho com os fatos que arranja e, quanto a esses, até se entende que gostem de mostrar o trabalho que tiveram. O Carnaval é, no fundo, uma questão de gosto (e, em muitos casos, de mau gosto). Aqui na terra o Carnaval já foi um momento em que grupos andavam nas ruas, em que se via movimento à noite e até durante o dia. Hoje em dia o Carnaval tem lugar no sábado à noite e hoje à noite em alguns bares e numa discoteca. Não há mais do que isso. E é por isso que não conseguimos entender a afirmação da Cidália para justificar a tolerância de ponto quando diz que a concessão do dia “contribui para a dinamização económica e cultural do concelho”. Se poderá entender-se que o pessoal que vai para os bares até mais tarde irá consumir e isso poderá dar uma ajuda aos donos desses espaços, em que parte se enquadra a “dinamização cultural do concelho” se há muitos anos que não há uma única iniciativa da câmara para ajudar a promover algum tipo de evento ligado ao Carnaval?


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6 Comentários

  1. Caro Curioso
    Tenho o palpite de que na generalidade da actividade privada (excepto no trabalho por turnos e continuo) se generalizou que o Carnaval é feriado. Em parte dos contratos colectivos de trabalho está assegurado isso mesmo.
    No caso dos vidreiros, muito antes do 25 de Abril, foram os próprios industriais a oferecer essa benesse, dado que os prejuízos originados pelas brincadeiras de Carnaval eram superiores aos de um dia de trabalho normal.
    Creio que desta vez, atacar a Cidália por seguir o exemplo do que se faz (e por decreto governamental) em todo o País, não fica bem. Boa folia!

    • Caro Manuel. A única questão que colocámos relativamente ao que foi escrito tem a ver apenas e só com o se saber em que parte existe “dinamização cultural do concelho”. Se noutros concelhos isso até pode existir, aqui não vislumbramos a que se possa referir! Não pusemos em causa a tolerância de ponto, apesar de não acharmos correcto que se continue a optar pela figura da tolerância de ponto em vez de transformarem o dia, de vez, em feriado. Esta coisa de ser um dia que poderá não ser igual para todos não tem piada.

  2. Há uma expressão, cujo autor desconheço, que a assentaria bem neste post : ” O que amarga o amargurado é não amargar a vida dos outros”.
    Oh homem, deixe lá o pessoal divertir-se. Com bom ou mau gosto é lá com eles. No café, no bar ou na tasca.
    Como se costuma dizer “nem só de pão vive o homem” . Divirta-se, caríssimo.

    • Caro Cristal. É verdade que nem só de pão se vive e, como é óbvio, há que tirar partido da vida. Apenas gostávamos de saber qual a parte de “dinamização cultural” se queria referir a senhora presidente, se é a cultura do café, do bar ou da tasca já que, usando as suas palavras, aqui não há mais do que isso e, “tãobem” aqui, se alguém quer ver algo de diferente tem que ir para locais fora do concelho onde aí se pode dizer que há “dinamização cultural”.

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