Pequenina

CuriosoCidália, CMMG1 Comentário


Cada vez mais ficamos com a ideia de que existem ‘duas Cidálias’. Uma adulta e uma pequenina, pelo menos em mentalidade de projectos. Ontem isso ficou, uma vez mais, visível. A Cidália adulta anda deslumbrada com o protagonismo que os incêndios lhe deram. São visitas de Ministros e Secretários de Estado, é o jantar com o Marcelo, são as entrevistas nas televisões e rádios e até já para uma conferência foi convidada. Em termos de protagonismo é difícil poder querer mais. Anda de barriga cheia no que diz respeito ao deslumbramento que este tipo de situações criam em qualquer um. Não é por acaso que se nota que, apesar de fazer apelo aos consensos, fica amuada quando é contrariada e a ideia dos consensos não são mais do que meras palavras de circunstância que ficam bem serem ditas quando é necessário. Há, ao seu lado, a Cidália pequenina. De uma criança não se podem pedir grandes aventuras, grandes ideias ou mesmo grandes projectos. Pede-se o que se pode pedir, muito pouco. Ontem isso ficou mais uma vez demonstrado quando lhe foi colocada uma questão difícil: quais as ideias que existem para a Casa da Cultura em termos de plano cultural para o concelho. Aí a Cidália adulta recuou e deu lugar à Cidália pequenina, sem ideias e sem projectos. Ficou-se a saber que o único projecto que existe para a cultura do concelho é dar a 258 pessoas, apesar de haver apenas 238 lugares vendáveis, aquilo que existe nos outros concelhos. Pouco importa se pode chegar a todos. O que interessa é que haja, mesmo que seja a um custo elevado para os milhares de munícipes que não podem ter acesso à cultura que a Cidália quer dar aos poucos que podem assistir! Percebeu-se que o que tem existido é o que vai continuar a existir em termos dos espectáculos na Casa da Cultura porque os planos culturais são decididos pela Cidália pequenina de mentalidade. É interessante ouvir-se o argumento de que o custo de um qualquer artista de renome triplica se fora para actuar numa área superior à da Casa da Cultura (que curiosamente não parece ser o que acontece quando se realizam as Festas da Cidade) e esquecer-se que se existe um triplicar de custos poderá existir um quintuplicar de receitas. Mas entendemos que não se pode pedir mais da Cidália pequenina que parece ser quem, tirando os momentos em que é necessário aparecer nas televisões ou ao lado das figuras do Governo, governa o concelho. Tudo isto, agora que a oposição parece estar virada para lhe dificultar a vida, apresentando soluções e exigindo que tudo seja feito como deve ser. O problema irá surgir para o concelho quando o período de deslumbramento passar, deixar de ser necessário aparecer a Cidália adulta e termos que ficar confinados a ser geridos pela pequenina.


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Um comentário em “Pequenina”

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    A Cidália é sempre pequenina. Ou já se esqueceram da crátera”e da “construção” do Pinhal do Rei “como gostamos de lhe chamar” ? Ou do choro para a Rádio. Ou das lengalengas para adormecer … nha nha nha…

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