Luís GuerraSaúde

A situação dos centros de saúde preocupa qualquer um que tenha que tenha que necessitar de assistência. Tirando alguns ‘iluminados’ que acharam que apenas se tiverem sobre si os holofotes, e que pensam ser os fazedores de opinião, é que alguma coisa tem valor, é um assunto que preocupa todos. Mas não gostamos quando há coisas menos explicadas.

Há, desde logo, uma questão que vem à mente. Todos sabem que as comissões populares não têm qualquer valor em termos de poderem impor o que quer que seja. São agrupamentos populares que se criam, mas que não têm como forçar ao que quer que seja. São uma reminiscência das comissões populares do pós 25 de Abril, mas que valem apenas para alguns poderem daí tirar alguns dividendos políticos. Não lhes retiramos valor, mas há que posicioná-las no seu lugar e enquadrá-las dentro do que são os demais órgãos existentes no país. E chegamos ao que aconteceu na segunda. Não se compreende como é que a pessoa que representa o maior cargo a nível autárquico, o Guerra, mantém função de ‘presidente’ da comissão popular que ‘luta’ pela manutenção do serviço de saúde como sempre o conhecemos. Não sabemos como ele se vê ao espelho quando, de manhã, faz a barba, mas estas misturas entre o representante de um órgão autárquico e uma comissão popular sem qualquer valor legal faz-nos sempre alguma confusão. Onde termina um e começa o outro? Quando, na segunda, o Guerra estava perante os jornalistas estava em que qualidade? Quando tiver que assumir uma posição institucional decorrente do cargo para o qual foi legitimamente eleito, vai ser visto como o representante do concelho ou o da comissão popular? No dia em que assumiu funções como presidente da AM deveria ter renunciado ao cargo que tinha na comissão informal de que fazia parte. Era o mínimo que se esperava.

Mas há outro problema. Sempre soou que a comissão que ainda preside sempre teve uma agenda politica que se sobrepunha aos interesses do concelho. Viu-se isso quando convocámos a imprensa para uma vigília e, logo a seguir – com os auto-intitulados fazedores de opinião – marcaram uma reunião que não teve outro objectivo senão o terem sobre si as atenções. Os resultados estão à vista de todos… nada! Voltando ao outro problema, quando ontem ouvimos o Guerra falar em frente ao ACES ficámos com a ideia de que o presidente daquele organismo não tinha dado qualquer importância à preocupações dos utentes. Pelo que se ouviu, tudo foi transmitido como se não tivesse havido qualquer resposta. Não foi assim! Tivemos acesso à correspondência trocada e o que está escrito mostra algo que não foi contado.

No dia 5 de Janeiro, às 15 horas, o Guerra pede uma reunião ao presidente da ACES para o dia 8 às 10 horas. Às 16.42 do dia 5 é enviada uma resposta, pelo presidente do ACES, onde é afirmado que nesse dia, a essa hora, estaria numa reunião agendada desde Dezembro com presidentes de Câmara. Que levou então a que este facto não tivesse sido revelado? Que levou a que, perante a resposta, o ajuntamento tivesse sido mantido quando sabiam que não iam ser recebidos? Claro que se entende que o ajuntamento levou a que amanhã possam ter a reunião que foi obtida a ferros, mas conviria que tivesse sido dito que o presidente do ACES respondeu afirmando que “a situação que se constata no concelho da Marinha Grande (…) tem sido particularmente sede de procura de soluções (…) tendo ocorrido nas últimas semanas várias reuniões (…) para resolver o problema“. Amanhã irão reunir e a resposta que irão ter é a mesma que já tiveram no email, mas, politicamente, é algo que interessa a alguns que se mantenha assim, com os ajuntamentos dos quais nada sai senão notícias nos jornais. Problemas resolvidos contam-se pelos dedos de uma mão.

Uma coisa conseguiram, a presença dos presidentes de Junta da Moita e Vieira entalaram a Cidália e colocaram-a num canto. Por tudo isto, é difícil não se verem algumas comissões como sendo entidades que seguem uma agenda politica mais do que agenda de interesses do povo.


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