As respostas

Curioso+ Concelho, João Brito6 Comentários


O +Concelho tem novo líder, o Brito, e desafiámo-lo a responder a algumas questões que gentilmente aceitou fazer. Eis as perguntas e as respostas no se que pode chamar de entrevista (feita por escrito):

Não sendo muito conhecido no mundo da política, o que o levou a aceitar liderar o +Concelho?

É verdade que não sou muito conhecido no mundo da política e também é verdade que as pessoas estão fartas de “políticos”. Aceitei este desafio que o +Concelho me propôs com muita vontade de fazer algo pelo nosso concelho e para apoiar os nossos eleitos na assembleia municipal e nas assembleias de freguesia. Perdemos as eleições, mas não viramos as costas ao trabalho.

Em 2013, o +Concelho teve um resultado que não pode ser considerado mau. O que acha que levou a que o resultado nas últimas eleições tenha ficado tão distante do que antes tinham tido?

Alguma coisa de diferente aconteceu e, sem rodeios, há que reconhecer a diferença de resultados que depois de analisados deram origem a algumas alterações. A liderança é uma delas. As causas deste resultado podem ser várias, a mais fácil é dizer que foi pelas pessoas que integravam as nossas listas, mas, na minha opinião, foi a elevada abstenção que considero ser directamente proporcional ao sucesso dos partidos.

O +Concelho tem, neste momento, poucos eleitos. Não receia que ao longo dos próximos quatro anos o movimento perca ainda mais força?

Não. Nas nossas reuniões de trabalho, primeira Quinta-Feira de todos os meses e abertas ao público, estamos sempre mais de vinte pessoas. O +Concelho para além de se candidatar a eleições tem outras actividades de caracter social e solidário. A horta comunitária é um exemplo disso. Existe há cinco anos na Marinha Grande. A minha entrada no +Concelho foi pela horta comunitária que ajudei a criar. Mantemos até hoje o espaço que sem dúvida é uma mais-valia para quem gosta de agricultura e não tem espaço onde vive.

O que acha que correu mal durante estes últimos quatro anos no +Concelho?

Sem dúvida a comunicação. Fizemos coisas durante estes quatro anos que não as soubemos comunicar. Alguém se lembra do PEM (Plano de Eficiência Municipal), do PMS (Plano de Modernização e Simplificação), da compra de senhas de refeição nas escolas através da internet, das nossas dezenas de propostas feitas em reuniões de camara? Fizemos bem o nosso trabalho, mas não o soubemos comunicar eficazmente. Será outra alteração a fazer no +Concelho.

Como pensa conseguir dar a volta, voltando a colocar o +Concelho no mapa político local?

A trabalhar, sereno e tranquilamente. A responsabilidade maior é sem dúvida dos eleitos com pelouros, a nossa responsabilidade é estarmos atentos, disponíveis para ajudar em tudo, criticar quando assim o entendermos e elogiar o trabalho bem feito. É simples.

Em 2013 o +Concelho teve uma adesão grande de muitas pessoas que, parece-nos, usam as redes sociais para algum protagonismo pessoal. Considera que a integração desses elementos no +Concelho poderá ter sido prejudicial?

Qualquer grupo de trabalho tem pessoas mais e menos queridas. O +Concelho é uma equipa de trabalho com três pilares bem definidos: 1) Trabalhar em assuntos concelhios, 2) Nunca nos abstemos e quando votamos contra apresentamos soluções alternativas, 3) O nosso espectro político abrange todas as orientações. Esta é a base que define o protagonismo do +Concelho. Protagonismos pessoais são sempre por nós respeitados, mas são da responsabilidade de cada um.

Como vê a ausência, durante quase 2 anos, do Carlos Logrado e em que medida acha que isso poderá ter prejudicado o resultado eleitoral que obtiveram este ano?

O Carlos Logrado foi eleito vereador, mas sem pelouros, dedicou mais tempo ao trabalho pessoal. Perfeitamente normal. Esteve ausente algum tempo, mas nunca deixou de cumprir as suas responsabilidades quer no município, quer no +Concelho. Nada prejudicou o funcionamento do +Concelho, mas as pessoas gostam de uma novela.

Estamos a quase três meses desde que o executivo tomou posse. Como vê o actual desempenho do executivo permanente? Como justifica o vosso voto contra ao orçamento na última assembleia municipal?

Ainda é pouco tempo mas o desempenho já é fraco. Os incêndios aconteceram e o executivo foi lento na execução dos trabalhos consequentes. A derrocada em São Pedro é mais uma prova da inoperância dos serviços camarários. Não existe estratégia eficaz. Na mesma linha de pensamento justifico o nosso voto contra o orçamento que continua a ser mais do mesmo, com verbas desalinhadas da realidade, feito à pressa e para não ser cumprido. 200 mil euros para a construção de um memorial aos incêndios. Acho errado. E muito mau é quase 1 milhão de euros para uma adutora que ainda nem projecto tem. O problema da água é prioritário, mas deve começar pelo investimento num sistema inteligente de gestão de águas (Proposta do +Concelho nas reuniões de preparação da revisão do orçamento de 2016, aceite por todos os restantes Vereadores e que nunca foi implementada), com unidades de controlo que monitorizem roturas, evitando assim os problemas que têm acontecido a assim também podermos aproximar de zero os 55% de água que perdemos.

Apesar de o +Concelho não ter eleito nenhum vereador, considera que deveria existir distribuição de pelouros pelos demais vereadores da oposição?

Sem qualquer dúvida que sim. Todos unidos a trabalhar para o concelho com a legitimidade que cada vereador tem pelos votos que recebeu dos munícipes. Para mim, seria perfeitamente normal. Seria uma democracia democrática, passo o pleonasmo.

Há dois movimentos independentes. Ponderaria, se esse cenário se colocasse, fundir os dois movimentos num só?

A coligação justifica-se em casos pontuais, quer com movimentos ou partidos, desde que exista um projecto e uma estratégia com ideias comuns. A fusão julgo não se justificar e até me parece desnecessária, as ideias base são diferentes mas podem ser complementares, juntos somos mais fortes, mas cada um no seu quartel.

Tendo o +Concelho deputados eleitos, quais as prioridades que considera devem ter ênfase para o próximo ano ou até mesmo para os próximos anos?

O sistema inteligente de gestão de águas, os centros de saúde da Marinha Grande, Vieira e Moita, criação de postos de trabalho com investimento nas zonas empresariais, apostando nas infra-estruras viárias adjacentes, modernização e simplificação da Câmara Municipal, educação, um plano para aquisição da FEIS e a realização da piscina e mercado.

O PEM foi um dos programas em relação ao qual o +Concelho se empenhou. Como vê o facto de o executivo ter colocado esse programa na gaveta?

Política só. O PEM é um programa de vanguarda que serve os munícipes ao mais alto nível, mas como foi apresentado e executado pelo +Concelho vai ser difícil vingar nos primeiros tempos, mas irá ser inevitável porque a evolução assim o vai exigir.

Quais as prioridades que o +Concelho coloca para o concelho e para as três freguesias nos próximos anos?

Para o concelho o sistema inteligente de gestão de água e modernização/simplificação da Câmara Municipal, para as freguesias considero três prioridades: 1) centros de saúde, 2) zonas empresariais e 3) que as juntas consigam protocolar com a Câmara Municipal certos trabalhos e que estes venham espelhados no orçamento municipal.”


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6 Comentário em “As respostas”

  1. Avatar

    Este jovem, que até é bom rapaz, gostaria que me explica-se o que é ser político e o que é política. Então ele não é político? É isso? Se não é político é o quê? Se me permite um conselho, veja lá se aparece e se trabalha mais para o desenvolvimento do + Concelho e do Concelho, isto é, exerça cidadania, seja político e faça política e deixe-se de tentar enganar as pessoas, com os chavões absurdos que os políticos e a política são o mal da sociedade. Vá até aos Gregos e leia alguns dos filósofos e estou certo que compreenderá.

  2. Avatar

    Das duas uma :
    Ou há alguém com uma enorme dor de cotovelo
    Ou alguém que comeu limão ao pequeno almoço.
    Quando alguém nascer ensinado avisem

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