CMMG

Quem não conhecer e olhar para a imagem poderá pensar que é uma retirada de um qualquer território em guerra. Não é o caso. É apenas um dos exemplos daquilo que se consegue encontrar no centro tradicional. Poderá dizer-se que a câmara não tem culpa da inacção dos proprietários e esse argumento até poderia ter alguma validade se a câmara fizesse alguma coisa para incentivar quem recupera os seus edifícios e penalizar quem não o faz. Mas não! Mais logo irá estar em discussão na AM a questão da fixação do IMI, aquele imposto que pagam os proprietários de imóveis. E, uma vez mais, a câmara decide cruzar os braços! Até há uns tempos a questão colocava-se porque não estava feita a delimitação da zona tradicional. Já o foi. Ainda assim, a câmara não tem a coragem de criar regimes diferenciados para os proprietários que, com ou sem esforço, fazem recuperação dos imóveis e aqueles que nada fazem. Poderiam ter aprovado um regime, agora já possível, que criasse incentivos aos proprietários que fazem as obras que são necessárias, reduzindo o valor do imposto e aumentando-o para todos aqueles que não querem saber daquilo que lhes pertence. Não há avanços. A câmara não deu um paço que fosse no sentido de incentivar a que haja uma mudança de comportamento dos proprietários. Possivelmente não iria ser isso que convenceria os donos dos imóveis em ruínas a fazer alguma coisa, mas era um sinal de que a câmara não iria mais compactuar com a sua inércia. Claro que têm agora o argumento de há um plano para a reabilitação do centro, mas tendo em conta o que se conhece ser a incapacidade de acção da câmara, alguém acredita que daqui a cinco anos alguma coisa foi feita? Nós não!


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3 comentários

  1. Nem sequer tomam os exemplos dos concelhos vizinhos para coagir a reabilitação e conservação do património privado. O espaço público na marinha grande é pobre, triste, sem regras que dignifiquem o centro outrora histórico e a periferia medonha, sem pontos de referência e de personalidade histórica de cada lugar, como vemos noutras terras. A culpa também é dos chefes de divisão da câmara encriptados, entretidos em espezinhar quem lhes faz sombra a cada dia, e do executivo sodomizado que os mantém a todo o custo, sem alternativas, desesperados. Todos se merecem, todos se afundam a cada dia e todos sabem disso e ninguém faz nada. 100 dias a passar, Cidália, 200, 300 dias… quantos mais para uma mudança drástica, necessária, útil, reveladora de caráter e força?

  2. Aguardemos a dança das cadeiras sentados, se bem que a engenheira chefe das obras púdicas sabe bem atirá-las à cabeça de quem se põe à sua frente! Aarrreeee…

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