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O orçamento passou na câmara com a oposição da dar ‘carta branca’ para que a Cidália possa fazer aquilo que se comprometeu fazer. Foi a forma de não se vincularem a nada, sem que fiquem com o carimbo de que dificultaram a vida a quem tem por função governar. Foi a decisão previsível de quem não tem pelouros. Seria difícil justificarem porque motivo iriam chumbar o primeiro orçamento sem que tenha sido dada uma oportunidade à Cidália para fazer alguma coisa ou para se espalhar. Uma coisa é certa, não há desculpas para que não faça. São 23 milhões que vão ter para gastar e para fazer aquilo que o concelho precisa que seja feito. Claro que a abstenção da oposição é um sinal que não pode deixar de ser lido como um alerta. Ficou claro que não se querem associar ao programa da Cidália. Depois da aprovação numa perspectiva de “laissez faire, laisses passer” a Cidália fica com pouca margem de manobra para ‘inventar’ muito. A ‘prenda’ que ontem o executivo permanente recebeu com a aprovação do orçamento é, no entanto, apenas um embrulho já que por dentro não tem nada em termos de vinculação com o que são as propostas de obras. Teria sido diferente se a oposição tivesse viabilizado o orçamento com o voto favorável porque teria ficado ‘agarrada’ às propostas e dificilmente conseguiria voltar atrás em propostas futuras. Deste modo deram ‘carta branca’, mas sempre com a possibilidade de, a qualquer momento, puxarem o tapete. Cabe agora à AM permitir que o orçamento passe e cremos que não deverá haver entraves nem mesmo daqueles que, não tendo assento na câmara, têm assento na AM. Será difícil entender que deputados sem ligação à câmara venham criar dificuldades, votando contra o orçamento.


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