O apoio… indirecto

CuriosoPS, Telmo6 Comentários


Hoje passou a entrevista ao ex-Presidente da AM. Sobre ele não iremos dizer nada. Já antes tivemos oportunidade de escrever e não mudámos de opinião. A entrevista não nos fez mudar de opinião, mas houve algumas passagens que não nos passaram despercebidas. Ainda vestido do papel que sempre o conhecemos, tentou não beliscar ninguém, mas deixou recados que só quem não os quiser ouvir deixará de os seguir. Deixou o recado à Cidália de que deve procurar o que não tem feito: consensos. Ficou claro que é, na sua opinião (e a dele não é uma que deva ser descartada), necessário que se chegue a entendimento com a oposição. Se não for possível com as duas forças, que o seja com uma. Isso ficou sobejamente claro. Ficou também claro que, na sua opinião, a câmara terá que ir mais além do que tem ido nos últimos anos. E percebeu-se uma coisa, de forma clara! Tentou fugir ao apoio directo a um dos candidatos à concelhia do PS. Não conseguiu, no entanto, fugir à questão de poder achar que será melhor alguém que esteja fora da câmara para dirigir o partido. Percebeu-se, ainda que não o tenha assumido de forma clara, que o seu apoio, ainda que, como referiu, não vai votar em nenhum, vai para o Bruno. Este apoio indirecto permite dar a perceber que poderá não haver uma concordância com o que tem sido a gestão da Cidália à frente da autarquia. E entende-se que assim seja. Sendo alguém que, goste-se ou não, tem conseguido crescer em termos empresariais, não será alguém que consiga ver com bons olhos o que se passa na câmara. Se, por um lado, tem que defender a cor partidária, por outro tem a vertente empresarial que não se compadece com a letargia que se vê existir na câmara. São realidades opostas que ninguém consegue conciliar de forma completamente imperceptível. O apoio que indirectamente deu ao candidato que não está ligado à ‘máquina’ da câmara permite dar a perceber que não irá concordar com uma concelhia que esteja em consonância com a gestão autárquica, do mesmo modo como se percebeu que nem sempre esteve de acordo com o que o PS fazia na câmara e que depois era visível nas posições que assumia na AM. Foi, ainda assim, uma entrevista interessante.


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6 Comentário em “O apoio… indirecto”

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    -Temo Ferraz, igual a si próprio: leal aos seus princípios, como sempre o conheci, um político de topo, firme nas suas convicções, sábio, zeloso e cauteloso, rendo-me à sua verticalidade. Um Senhor a quem alguns “doutores” auto-proclamados senhores do PS da Marinha Grande, Moita e Vieira, dá lições, lições de quem sabe estar na política com os demais que pensam e “vestem” diferente. Não me surpreende que dê o seu apoio (mesmo que disfarçadamente) ao Bruno. De mal a pior irá o PS da Marinha Grande se não for essa a escolha dos militantes, o Bruno ser o futuro presidente da CP. Como “apartidário” que sou, não podia deixar de manifestar em jeito de opinião, o que entendo vir a ser o melhor para o meu concelho e naturalmente para a minha freguesia, a Moita. Força Bruno…

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    O texto das 0.09, foi corrigido, conforme se pode ler no Facebook, na página do “Afonso Almeida”.

    1. Curioso

      Caro Anónimo. Os comentários feitos no Facebook são importados automaticamente. Se houve alteração do texto original, ela não é reflectida aqui,

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    Não consiguiu disfarçar o incomodo de nada terem feito e ele estar sempre com eles. Também se sente desiformacao em relação á falta de respeito que a Cidália tem para com os vereadores eleitos da CDU e do MPM.
    Para ele, bom mesmo, era não haver contraditório e toda aa gente aceitar o estado lastimável em que se encontra a nossa terra.

  4. Avatar

    Nas “entrelinhas” Telmo Ferraz também quis dizer o quanto será difícil para a Cidália e para o PS chegar a um entendimento mínimo com a CDU ou MpM, ou ambos, para a governação da Câmara, tendo á frente do Partido alguém que no passado recente, nos seus escritos da imprensa local e facebooks, diabolizou não só aquela coligação e movimento mas sobretudo os seus eleitos, que no presente mandato se mantêm (Alexandra Dengucho e Aurélio Ferreira).
    Em suma, o Telmo não revelou a sua preferência nesta disputa eleitoral dentro do PS, se é que a tem, mas uma coisa ficou bastante clara na entrevista, Nelson Araújo não serve nem o Partido Socialista nem a Câmara e muito menos os interesses do concelho.
    O alerta ficou claro para os militantes do PS que irão escolher o dirigente da concelhia, que ponham à frente dessa escolha os superiores interesses do concelho.

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