CMMG

Se nos parece descabido que possa querer-se incluir a isenção de IMI, para as situações em que as habitações ou edifícios arderam nos fogos, no Orçamento do Estado, já nos parece que fazia todo o sentido que as câmaras levassem às respectivas Assembleia Municipais a proposta de isentar aqueles que tudo ou quase tudo perderam nos incêndios. Vila de Rei já o fez e parece-nos que seria um exemplo a seguir. Se copiamos as pistas de gelo, porque não copiar outras boas práticas que poderiam trazer benefícios para aqueles que aqui ficaram prejudicados com a incúria do Estado? Não é, no entanto, sequer conhecida a intenção de que isso possa ser ponderado e discutido, quanto mais decidido. Não se pode dizer que seria um grande incentivo, mas seria uma ajuda. Mais que não fosse, mostrava que os problemas dos munícipes estão no centro das suas atenções. Bem sabemos que a Cidália afirmou que não é preciso ajudas externas, mas, pelo que se pôde ler, elas tardam em chegar e, não fora o facto de haver voluntários a tomar conta do assunto, pouco ou nada tinha ainda sido feito. Concederam a benesse de não cobrar a água gasta no combate ao fogo, mas será isso o bastante? Não nos parece. Cabe aos que mandam decidirem ajudar aqueles que tudo ou quase tudo perderam e é triste que, quase dois meses depois, não se veja essa preocupação em coisas tão simples como o deixar de cobrar meia dúzia de euros.


Seguir
( 0 Seguidores )
X

Seguir

E-mail : *

Comentar com conta do Facebook

comentario(s) no Facebook