CDUEleições

Quem já leu o livro “o inverno do nosso descontentamento” ficou a conhecer um personagem que, perante as dificuldades, abdica de princípios que tinha para poder reconquistar o estilo de vida que outrora tivera. Quando agora vemos o que tem vindo a acontecer com a candidatura da CDU não podemos deixar de lembrar dessa obra e ter em conta o que se tem vindo a ouvir de pessoas que acham que houve princípios que foram abdicados e que hoje correm o risco de nem tudo correr como seria expectável, não sendo possível voltar ao que outrora tiveram. Ontem viu-se o que é a realidade actual por contraposição com o que ela já foi. Numa sala com 40 pessoas, foram apresentadas as propostas que a coligação tem para diversas áreas. 40 pessoas! Naturalmente que é nas urnas que os votos se contam, mas não deixa de ser estranho ver-se o estado em que a coligação está em termos de capacidade de mobilização. Fala-se que o Jerónimo deverá vir cá e, se isso acontecer, é natural que a máquina partidária nacional consiga movimentar muita gente, mas nota-se que a nível local nada é como já foi. Claro que se o resultado não for bom (e quando dizemos não ser bom é não ganharem a eleições) os que mandam no partido irão descarregar em cima da candidata a responsabilidade pelo que vier a acontecer e, se correr como esperam, irão cimentar-se mais uns anos no poder, vangloriando-se pelo seu feito. Uma coisa há, ainda que meio escondida, facções dentro do partido e que levam a que a ideia de união interna seja apenas agora para mostrar.


Seguir
( 0 Seguidores )
X

Seguir

E-mail : *

Comentar com conta do Facebook

comentario(s) no Facebook

13 comentários

  1. Primeiro: Aconselho o autor deste texto a voltar à escola para aprender a contar, pois eram bem mais de 40 pessoas presentes.
    Segundo: Tratou-se de uma reunião de trabalho de membros das listas e ativistas, na sede de campanha, cujo espaço é limitado. Não era propriamente um evento de massas.

      • O jornalista do JMG não conta… eu estie presente e contei, a última vez que o fiz era 61 pessoas mas ainda chegaram mais camaradas e amigos.
        Mas penso que não percebeu. Tratou-se de uma reunião de trabalho. O número de pessoas presentes foi o que tinha que ser.
        Vocês deviam preocupar-se era com as dezenas de pessoas que vão às iniciativas do MPM porque dependem dos donos daquilo pois são os seus patrões e têm que ser vistos pelos patrões, porém, na hora de votar, ainda serão livres de optar pela sua própria cabeça.

      • Curioso, claro que não estão preocupados, até porque todas as artimanhas que são usadas pelo MPM, a vocês não preocupa. No mínimo deviam denunciar essas artimanhas e pressões fascistas dos patrões sobre os seus empregados.

      • O curioso está lento… Funcionários que sabiam que se não assinassem para a constituição das listas e se não forem às iniciativas do MPM poderão sofrer consequências no seu trabalho ou na falta dele. Até se dão ao luxo de ver quais os funcionários que metem gostos nas publicações do movimento dos patrões (mpm) no facebook. A mim, disseram-me que têm que aparecer porque os patrões estão lá, mas na hora de votar, aí ninguém vai saber em quem votam.

      • Caro Anónimo. Não temos conhecimento desses factos, mas, a serem verdade, não é para isso que existem os sindicatos, para actuarem em situações desse tipo? Ou eles só actuam quando se trata de marcar greves?

  2. Ó amigo anónimo das 12:58. Eu pelas fotos conto entre 39 e 41 pessoas. Onde é que couberam mais 20 pessoas e mais aquelas que disse que chegaram depois da sua contagem?

    • As fotos não mostram a sala toda. Haviam várias pessoas de pé. Esta vossa insistência nos números de pessoas presentes numa reunião, é absurda. Por muito que queiram denegrir a imagem e força da CDU, não o vão conseguir. Estamos unidos, fortes e a resposta vai ser dada pelos marinhenses no dia 1.

      • Caro Anónimo. Naturalmente que os votos contam-se nas urnas e não nas salas. O que continuamos a achar diferente das demais campanhas é o que se vê em termos de empenho e motivação, mas, como ontem um militante de há muitos anos nos dizia, não haverá que esperar muito de uma campanha de “tinto e erva”!

  3. Agradecia que não baixasse o nível, mesmo que sob forma de “vieram-me dizer”. Esse tipo de acusações são lastimáveis… estão a referir-se a muitas pessoas, gente de bem, com provas dadas e idóneas.
    A si não será preciso ir muito longe, para ver campanhas que assumem outros “riscos”.

    • Caro Anónimo. Longe de nós querermos baixar o nível e não nos referimos a muitas pessoas. Felizmente não são assim tantas. Lamentavelmente basta ir a alguns locais ao final das tardes para ser ver onde as “provas dadas” são postas em prática. E não se trata de baixar o nível, mas constatar factos.

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado.

  
Please enter an e-mail address

Postar Comentário