Ironias do destino

Categoria + Concelho, Mercado by Curioso13 Comentários


Desde há muito que se sabe que o mercado no Atrium estava equipado para funcionar. Houve depois os problemas no seio do partido que levaram a que a ideia de instalação do mercado fosse abandonada. Desde há muito que se sabe também que, hoje, as instalações do ‘mercado’ do Atrium estão como que ‘vandalizadas’. Não porque tenham sido alvo de vândalos, mas porque foram sendo desmanteladas para as tendas e também para o mercado da Vieira. Nada disto é novidade. O que é novidade é o facto de se saber que parte do que hoje falta no ‘mercado’ do Atrium ter sido levado para as tendas pelo então vereador, membro do MCI, e pelo seu ‘conselheiro / instrutor’. Muito do que lá está foi transportado pelos dois. Nada disto hoje teria relevância não fosse o facto de hoje fazerem parte da mesma lista quem continua a defender o mercado no Atrium e quem fazia parte do movimento ao qual pertencia o vereador que retirou parte do que equipava aquele local. Para ajudar à festa, é hoje grande apoiante da lista (a quem se devem os belíssimos postes que servem de suporte aos outdoors)  quem também andou a transportar o que foi retirado do Atrium para ir para as tendas! Não é que sejam factos muito relevantes, mas há alguma ironia do destino no meio de tudo isto!


Seguir
( 0 Seguidores )
X

Seguir

E-mail : *

Comentar com conta do Facebook

comentario(s) no Facebook

Comentários

  1. Avatar

    Lá está o curioso a meter-se com o Chanoca. É um grande HOMEM que dá cara pelas pavoices que faz e diz, como se fossem pensamentos intelgentes. Corajoso, sem dúvida.
    Para as eleições de 2021irá por que lista?

    1. Curioso Author

      Caro Anónimo. Não é intenção metermos com o Chanoca até porque acreditamos que seja um facto que o próprio nem sequer tivesse conhecimento.

  2. Avatar

    Sou amigo pessoal do Chanoca e também do A.Constâncio.
    Desde há muito que considero uma verdadeira vergonha o que se fez com o Marcado do Atrium. Apoei e apoio na sua luta quase solidária, o Constâncio na defesa do Atrium e na defesa da sua honra e dignidade que foram ao longo dos anos manchadas. Creio que o Logrado votou a favor daquele estudo/farsa que fez com que o actual executivo (presumo que por unanimidade) passasse definitivamente a certidão de óbito ao Atrium como mercado. Embora reconheça as motivações do Constâncio é estranho ver aquele cartaz onde o vejo a ombrear com um dos mais acérrimos executantes da montagem daquela grande barraca a que chamam mercado provisório e já lá vão 12 anos.
    Não me venham com questões de amizade. Há amizades que se devem manter e nunca ser destruídas por questões de opções politicas. Mas há outra coisa. Que dá pelo nome de coerência!

    1. Curioso Author

      Caro Manuel. O estudo foi decidido fazer por unanimidade. Depois, perante os resultados, o Santos e o Logrado votaram contra o início do procedimento tendente a iniciar a construção.

  3. Avatar

    Se calhar, há uma coisa de que ainda ninguém se lembrou: Se as tendas mercado, funcionam há 17 anos, e atá funcionam. porque não se constrói um edifício á semelhança destas, com as condições devidas, e não se põem a funcionar no mesmo local? Penso que toda a gente ficará satisfeita, ou mais satisfeita que hoje! Eu frequento o mercado actual com alguma assiduidade e penso que o género até funciona, as condições sanitárias é que são deploráveis!

    1. Avatar

      Irra que está difícil de perceber.
      Naquele local só pode ser construído o que está previsto no Plano de Pormenor da Zona Desportiva, aprovado pela Câmara e pela Assembleia Municipal, com os votos do PCP e do PSD, mesmo sabendo que, ao aprovar, estavam a inviabilizar a construção do mercado naquele local.
      Mais, aquele terreno foi comprado ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, por preço baixo, com a condição, lavrada na escritura, de que tinha que ser para integrar na Zona Desportiva. Se lhe for dado outro uso, o IGFSS pode recorrer a uma cláusula de reversão, inscrita na escritura.
      O que é que as pessoas não percebem?

      1. Curioso Author

        Caro A. Constâncio. Temos conhecimento do que refere e foi até já objecto de mais do que um post, mas há uma questão que nos assalta sempre que o assunto vem à baila. Conhecedor do que são os meandros da política, não acha que se a decisão de construção naquele local for para a frente não virá uma ordem superior para que o IGFSS nada faça? Parece-nos que dificilmente o Governo irá permitir que a cláusula de reversão seja executada (claro que também não acreditamos que a obra avance alguma vez nos próximos anos).

  4. Vilas

    À att. do Anónimo das 15:20

    Um mercado funciona em qualquer lugar. Basta ver os mercados em África!
    O problema é mesmo esse que aponta – as condições sanitárias!

    Creio que o mercado deveria ser uma não questão. Quando Leiria equaciona demolir o actual mercado, Santarém tem imensos problemas com o mercado, com a diminuição de visitantes bem como de vendedores, tal como o de Almeirim que prevê colocar ali a Loja do Cidadão para deste modo chamar eventuais clientes, Estes são apenas alguns exemplos, mas haverá muitos mais. b>Para quê a M.G. gastar milhões num novo mercado?

    Esta é a questão!

    1. Avatar

      Esse é um ângulo por onde se pode olhar para o problema.
      Nas últimas décadas, desde o boom dos Centros Comerciais, que os mercados tradicionais têm vindo a perder fregueses e vendedores. Lenta, mas sustentadamente, este movimento descendente da procura acentua-se, de ano para ano.
      Aceito que a população mais idosa e conservadora no seu estilo de vida, olhe com desconfiança para mercados modernos, com elevadores, escadas rolantes, etc., mas não tenho dúvida alguma de que a única forma de revitalizar o mercado passa por atraír mais clientes jovens.
      O edifício Atrium,mesmo que o mercado venha a deixar de ser frequentado, tem todas as condições, tratando-se de património público, para ser reconvertido para outras funções.
      Comércio, serviços, restauração, à semelhança do que aconteceu na Ribeira e Campo de Ourique, em Lisboa, ou no Porto, podem ser dinamizados, não se perdendo o dinheiro investido.

  5. Armando Constancio

    Ao Curioso das 20H24.
    Alterar uma escritura pública, em que os interesses do Estado estão acautelados por uma cláusula de reversão, até pode ser possível, mas pessoalmente, não creio que isso venha a acontecer, porque estou convicto de que, a nível nacional, as estruturas do PS não têm conhecimento das barbaridades que JPP e Teresa Coelho cometeram ao delapidar património público sem fundamentação legal, pretendendo derreter mais de 3 MILHÕES de euros a fazer o que já está feito.
    Acresce que também o Plano de Pormenor teria que ser alterado, quando foi aprovado por todas as forças políticas, particularmente o PCP, que sabia que ao aprovar o PP, inviabilizava a instalação do mercado naquele espaço.
    Parece poder demonstrar-se, através de uma providência cautelar, que o interesse público não está a ser assegurado.

    1. Curioso Author

      Caro Armando Constâncio. Acreditamos no que refere, temos é alguma dificuldade em ver os interesses partidários não se sobreporem aos interesses dos munícipes, daí a questão.

Deixe um comentário

  
Please enter an e-mail address