AD

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Depois da ‘polémica’ que surgiu com a coligação da AD, a saída do CDS e as declarações do cabeça-de-lista, contraditórias com o que se veio a confirmar, enviámos um convite para que o responsável de campanha da AD, Romeira, respondesse a algumas questões. O convite foi aceite e publicamos a entrevista que conseguimos fazer.

Têm existido algumas polémicas com a candidatura da AD, como tem vindo a ser relatado na comunicação social local e nacional. A que as atribui?

Em primeiro lugar, obrigado pelo interesse nesta entrevista.

Respondendo à questão, não estou a ver onde reside tal polémica. Infelizmente, a política portuguesa já tem inerente à sua natureza um carácter polémico que se intensifica por alturas de eleições. Por isso, casos polémicos, historietas, episódios, são uma constante. Quanto a mim, essa é uma das causas pelas quais as pessoas deixaram infelizmente de se identificar com a política. Temos que nos convencer que ao eleitorado pouco lhes interessa as tricas entre os Partidos ou as lutas internas por lugares e tachos. Apenas querem saber que soluções os Partidos e os políticos avançam para os seus problemas e necessidades, e muito bem, pois essa é a verdadeira essência da política. Faz então parte da minha responsabilidade enquanto político, não alimentar polémicas que apenas descredibilizam a actividade.

Porém, observo que algumas pessoas se interroga sobre o que se passou em relação ao episódio que levou o CDS a abandonar a Coligação AD, o que de facto merece uma explicação, mas tendo em linha de conta aquilo que referi mais acima, vou tentar ser o mais pragmático possível, afirmando que este tipo de decisões são normais nesta altura do calendário eleitoral. Ou seja, PSD, CDS, MPT e PPM são os Partidos que possuem mais coligações entre si, mas nem todas as que foram inicialmente faladas acabaram por vingar. Outras porém, não esperadas, até foram constituídas à última hora. Tudo dependeu das expectativas dos quadros locais e algumas vicissitudes das cúpulas nacionais.

Foi o que aconteceu em relação ao CDS e à AD na Marinha Grande. Nunca o CDS foi convidado a abandonar a Coligação. Isso é mentira. Antes pelo contrário, fez-se tudo para que se mantivessem mas algumas pessoas do CDS (poucas, nem todas) entenderam que o caminho não coincidia com as suas expectativas e decidiram seguir outro rumo. Uma decisão que se deve respeitar e saudar democraticamente.

Considera que a escolha do candidato para cabeça-de-lista deverá manter-se inalterada ou, face ao que tem surgido, considera que poderá justificar-se uma reapreciação da escolha?

Nunca entendi a razão de tanta celeuma para com o candidato Ricardo Galo! Esta AD na Marinha Grande só peca por não ter mais uns três Ricardos Galo iguais a ele… Mas eu compreendo que especialmente a “concorrência” comece a ficar incomodada porque as coisas estão a correr bem e que por isso não o queiram ver enquanto líder. Se Ricardo Galo fosse um líder “fraco”, certamente que aqueles que se lhe opõem desejariam que ele se mantivesse, não é?!

Também não é verdade que tenham pedido a sua demissão ou alguém tenha manifestado insatisfação. Pergunto se existem militantes e simpatizantes que assim pensam, onde estão eles? As portas estão abertas para todos aqueles que julgam saber fazer melhor e até agora, todos os que têm tido a coragem de aparecer ficam agradados com o que viram e vestiram a camisola…

Não nos esqueçamos das difíceis circunstâncias em que Ricardo Galo foi eleito Presidente da Concelhia do PSD (e aqui meto um pouco a colherada em ceara alheia). A situação partidária com que ele se deparou, com eleições à porta, foi das mais difíceis que o PSD da Marinha Grande conheceu nas últimas décadas. E Ricardo Galo soube geri-la rodeando-se das pessoas certas, ao mesmo tempo que abraçou um projecto credível, sério e exequível. E mesmo quando o CDS se retirou, e muita gente pensava que seria o fim, a estrutura aguentou-se e praticamente nem se nota a diferença entre o “antes” e o “depois” do CDS, excepto no feddback publicado no Largo das Calhandrices pelas manhãs das Quintas, em relação às nossas reuniões das Quartas à noite!! (risos).

É triste de ler a marcação cerrada que o Ricardo Galo tem sido alvo, especialmente por parte de uma edição local. Roça a ofensa pessoal ao mesmo tempo que denota uma mais que evidente pirraça pessoal. Algo que não credibiliza a imprensa séria (ou que pretende ser séria). Aliás… a Marinha Grande é o único município que conheço, em que lemos na imprensa artigos de opinião política com ataques direccionados mas que nem sequer são assinados! Ou que no seu website oficial, na primeira dúzia de publicações, 25% são a propagandear uma específica candidatura… Isto sem falar na capa da última edição que foi de um tremendo mau gosto! Ofensiva e nada digna, nem para o CDS nem para os leitores!

As mentiras e as calúnias publicadas na semana passada são uma aberração que não se deveriam repetir, para bem do jornalismo! Em todo este processo de retirada do CDS Ricardo Galo nunca foi mal-educado ou inconveniente, seja com quem for. Se disso alguém se queixou então teremos que admitir que afinal temos 10 mentirosos que estiveram presentes nessa dita reunião onde ocorreram os “factos” alegados, em oposição a apenas um elemento “puro” e “verdadeiro”!! Será assim?! Aliás, na minha opinião, Ricardo Galo foi até muito cordial perante uma situação que caso tivesse ocorrido com um militante do MPT, eu seria o primeiro a propor um processo disciplinar. Mas isso é apenas como eu vejo as coisas.

Inicialmente entrou na coligação sem mostrar interesse em ocupar um lugar. Hoje é o número dois à Assembleia Municipal. Não tendo o MPT grande expressão local, essa ascensão deve-se a quê?

Em primeiro lugar, não ocuparei o segundo lugar na AM mas antes o segundo lugar na lista para a CM, como número 2 do Ricardo Galo. Em segundo, não considero isso uma ascensão. Considero antes um aumento de responsabilidades, pelo que aceitei o convite que o Dr. Ricardo Galo me fez, com um misto de surpresa, entusiasmo e elevado sentido do dever.

Como sabe, tenho grandes responsabilidades a nível nacional dentro do Partido da Terra MPT e tal facto não me permite abdicar de uma boa parte do meu tempo. Vale-me apenas a minha capacidade de trabalho e de organização. Porém fui ficando cada vez mais apaixonado por este projecto AD aqui na Marinha Grande, e também pela forma genuína e pragmática com que o Ricardo Galo foi conduzindo a dinâmica de todo o grupo. Foi ele que me convenceu a abraçar a candidatura na Marinha Grande de alma a coração e se hoje sou candidato na Marinha Grande a ele o devo. Acredito mesmo que este é um projecto para 4 anos e não apenas para as próximas eleições.

Em tempo algum demonstrei ambição para ocupar qualquer lugar e hoje compreendo mais do que nunca que este projecto de AD valoriza o trabalho de quem está presente com genuíno instinto cívico, mas não consegue satisfazer as expectativas de quem possui uma agenda pessoal ambiciosa. 

A actual Direcção do Partido da Terra MPT tem sabido colocar o Partido à parte da intriga da política baixa e sabido desmarcar-se das figuras que se aproveitam das máquinas partidárias para satisfazer egos próprios. Essa é uma postura que honra a nossa matriz ideológica vincadamente ecologista mas igualmente humanista. Nunca os assuntos de carácter ecológico e humanista estiveram tanto na ordem do dia como hoje e talvez por isso não seja difícil para aos grandes projectos regionais reconhecerem valor no trabalho do MPT e das sua fileiras, a exemplo do que tem acontecido em Santa Maria da Feira, Figueira da Foz, Pombal, Leiria, Valongo, Porto, e por aí fora. Estou convencido que seremos uma das forças políticas mais relevantes no país, durante os próximos anos.

Como tem sido afirmado pelo cabeça-de-lista da coligação, ele assume que não é político. Não vê nisso um reconhecimento de “falta de jeito” que poderá não ser apreciado pelos que são simpatizantes da coligação?

Pessoalmente eu confesso que acho uma certa piada ao cliché da “falta de jeito” para a política. Afinal… o que é isso de jeito para a política? O que significa ao certo ter jeito para a política? Quer dizer que para se assumir um cargo político tem que se possuir um discurso polido, capacidade para a teatralidade e habilidade para contornar perguntas inconvenientes? É isso?! Eu sei que a opinião publicada convencionou que um certo perfil refinado é o único aceite nos políticos… mas será que esse critério não se deveria basear antes na capacidade de gestão da coisa pública durante os 4 anos de um mandato?!

Essa equação de “políticos com jeito” é contra tudo aquilo em que eu acredito, pois deixa de fora da participação pública uma grande parte da população com altas capacidades mas que não possui capacidade de retórica. Para mim, a política deve estar acessível e susceptível de participação a todas as pessoas. Ouvi falar de donas de casa que entendem melhor a dinâmica da economia nacional que muitos Ministros das Finanças com folhas de Excel na mão. Sei de desempregados que conhecem melhor o mercado de trabalho que muitos secretários de Estado cuja única entidade patronal que conheceram foi a Direcção do seu Partido… e exemplos destes “políticos sem jeito” não faltam…

Eu acredito nas virtudes e na capacidade das pessoas. Quem se concentra nos aspectos menos favoráveis deixa passar ao lado aquilo que as pessoas têm de melhor para dar. Às vezes votar na Estrela da Companhia pode dar naquilo que deu os EUA, que hoje têm um Presidente anedótico, que julgava que lá por ter muito sucesso com as suas empresas, iria ser um sabichão da gestão da coisa pública. Enganou-se e enganou muitos americanos.

Por isso, ainda bem que Ricardo Galo assume que “não é político”, e obviamente que se está a referir ao facto de não ter essa tal postura “Pepsodente” e corta-fitas. Face à sua actividade profissional, pois é advogado, o Dr. Ricardo Galo já possui a postura suficiente para honrar a representação da uma Câmara Municipal, mas conhecendo-o como conheço hoje, duvido que alguma vez deixe de se manter a pessoa simples, acessível e de fácil trato que é. Eu sei que muito boa gente que deixa de ser igual ao seu original para passar a ser uma fotocópia do que vê na televisão, mal sonham que poderão vir a ser candidatos! Acredito que não é o caso.

Em Portugal andamos há mais de 40 anos a ser governados por políticos com esse cliché e olhem lá no que isto deu! Se calhar o que precisamos é de políticos mais genuínos. Pessoas normais que conhecem a realidade. Que têm sentimentos e sensibilidades e que não têm tabus em manifestá-las. Que saibam descer à terra e que os possamos tratar por iguais. Políticos sem jeito… políticos como o Ricardo Galo…

Admitiria poder vir a ocupar um outro lugar na coligação?

Não só admito como vou ter. Vou ocupar o lugar de colador de cartazes e andar nas ruas a falar com as pessoas. Vamos todos ocupar essas funções na AD. Sem excepções. Nenhum de nós tem peneiras, por isso…

Há dias o cabeça-de-lista pela coligação afirmou à Lusa que o PPM iria integrar a coligação. É já público que o PPM se irá juntar ao CDS. Como explica a afirmação do cabeça-de-lista? 

Da AD original fazia parte também o PPM, na figura do Arq. Ribeiro Telles, que é o fundador do MPT. Por essa razão o PPM já estava a ser contactado para ocupar legitimamente esse lugar e se juntar à Coligação. Chegou-nos essa informação em tempo oportuno do Ricardo Galo o anunciar. O que não sabíamos era que o CDS também já andava a falar com eles antes mesmo de termos conhecimento e segundo me parece, antes até de nos informar da decisão que iria abandonar a Coligação. Como tudo se passou em algumas horas, daí o equívoco e a ambiguidade nas declarações prestadas, algo que não é grave.

Obviamente que o PPM acabou por usar uma certa verticalidade pois desconhecia que o CDS estaria prestes a romper e manteve-se junto com quem já se tinha comprometido (nós também só soubemos da decisão definitiva apenas umas horas antes da apresentação dos candidatos, como referi). São coisas normais e ninguém ficou chateado. Acredito que existam muitas pessoas no CDS e no PPM que gostariam de ter mantido o modelo inicial desta Coligação mas não foi possível e nem por isso estes 4 Partidos deixam de se manter próximos no espectro político nacional. Temos várias Coligações no país que poder-se-iam ter chamado AD, com toda a naturalidade.

Que projectos tem para o concelho?

Essa é uma questão que deveria ser feita à Coligação AD e não especificamente a mim (pelo menos para já). A seu tempo os projectos da AD Marinha Grande serão apresentados à população do Concelho e se eu revelasse planos não estaria a respeitar o trabalho das pessoas envolvidas nesta tarefa que está a ser elaborada desde a primeira hora de criação da Coligação sob a orientação do João Couto, um jovem do JSD com imenso valor.

O que poderei referir, e como opinião pessoal, é que sectores como a Saúde, a Educação, a pequena economia local (comércio e serviços), a mobilidade, as iniciativas de empreendedorismo, o turismo e a preservação do património natural e cultural, serão pilares prioritários para o nosso Concelho.

Em tom de crítica permitam-me porém apontar a incapacidade do debate político no Concelho por não se estar a referir a estes sectores sob uma perspectiva estratégica. O prisma pelo qual se abordam estas questões é muito minimalista e redutor. Eu sei que é importante o alcatroamento da rua X e o destino do edifício Y, mas nada fará sentido se não for enquadrado num plano estratégico que determine a reaqualificação das vias públicas ou o modelo de gestão e aquisição do património público imobiliário.

É tudo equacionado de uma forma avulsa e talvez por isso é que temos ruas que são alcatroadas numa semana e na semana seguinte estão a ser rebentadas para se meter o saneamento, ficando no final cheias de emendas, piores do que quando tinham buracos!

Em Portugal governa-se por jurisdição de “quintas” e apenas num plano a 4 anos. Por vezes nem 4 anos de governabilidade temos, como foi o caso destes últimos na Marinha Grande! Está na hora de se mudar a atitude e criar planos consensuais, estratégicos e a longo prazo, elaborados com a participação das várias forças políticas e chamando-se também a população a participar. A Marinha Grande (ainda) não os tem mas faço votos para que venham a ter. E não… não falo daqueles que são virtuais e servem apenas para serem anunciados ao eleitorado, perto do tempo de eleições.

Eu tenho assistido a apresentações de candidaturas um pouco por todo o país e ouço candidatos com poucas habilitações académicas ou modestos cargos profissionais a falar de forma tão assertiva sobre esquemas de economia circular, de promoção na agricultura biológica ou de implementação e divulgação de marcas dos produtos regionais, de fazer inveja a muita gente! Por isso, não é preciso ser letrado para saber que caminho certo seguir. Basta deixar o que é acessório e prestar atenção ao que é essencial.

Também é necessário que a Marinha Grande se abra mais ao país e à Europa. Esta Coligação AD na Marinha Grande revela uma capacidade ímpar para conseguir essa abertura. Mais nenhuma outra candidatura possui deputados nas suas listas e a presença da deputada Margarida Balseiro Lopes como cabeça de lista para a AM será inequivocamente uma mais valia para o Concelho, independentemente de quem venha a ganhar as eleições. Outro sinal, é que mais nenhuma outra candidatura na sua apresentação trouxe à Marinha Grande um líder parlamentar ou um Eurodeputado! A AD da Marinha Grande trouxe o Luís Montenegro do PSD e o José Inácio Faria do MPT. Nós temos esta facilidade para chegar às mais altas instâncias da política nacional e europeia e isso não pode passar despercebido a todos aqueles que desejam que se apresentem bons projectos para o Concelho.

Temos que decidir o que para nós é mais importante. Se é o amor pelo nosso Concelho e pelo futuro dos nossos filhos, ou o ódio que temos a uma certa cor partidária ou a personalidades políticas com as quais não engraçamos…

Como vê a solução encontrada, pelo actual executivo, para o mercado?

Lá está! A insistência nas medidas antes de se reflectir sobre a estratégia… Antes de se avançar uma solução para o Mercado, não acha que deveríamos em primeiro lugar questionarmo-nos sobre que Mercado(s) queremos e como o(s) queremos? Toda a gente ousa avançar soluções, que não passam apenas de um contributo pessoal (não quer dizer que estes também não sejam válidos, obviamente). Mas ninguém sabe ao certo o que querem os marinhenses no seu conjunto…

Eu sou cliente regular do Mercado. Pessoalmente, preferia que a Marinha Grande apostasse numa oferta de produtos dentro desta linha, mas com dignas condições de trabalho para que os comerciantes e clientes pudessem melhorar as suas trocas. Eu até sou adepto do conceito de Feiras Francas, que associam este modelo mais tradicional à atribuição de benefícios fiscais com um melhor acesso aos produtores “caseiros” (o que em tempos de crise vem bem a calhar para muita gente). Portanto, para mim mudava-o de sítio ou melhorava as estruturas que existem neste momento.

Porém, isso sou eu. É a opinião de um. E os restantes?! Já pensaram que se retirou o Mercado da zona histórica porque não se teve a veleidade de questionar os marinhenses sobre o que eles queriam? O poder político está a ser autista pois o Mercado não deveria ser usado apenas para preencher os programas políticos. O Mercado existe para servir as pessoas e são os seus utentes que se devem pronunciar sobre esta questão.

Eu já ouvi uma sugestão do Ricardo Galo que me parece ser bastante interessante, e que acredito que que venha a ser avançada a seu tempo. Porém, todas as sugestões, mesmo esta, deverão estar desnudadas de dogmas partidários e/ou económico pessoais e terem em conta aquilo que melhor serve as pessoas.

Tendo a câmara capacidade de endividamento, admitiria aprovar em Assembleia Municipal que fosse contraído um empréstimo para a realização de obras essenciais para o concelho e que estão nos programas eleitorais há anos?

Obviamente que sim! Endividamento não significa comprometimento das finanças, desde que os planos de investimento sejam comprovadamente sustentáveis e que tenham um propósito com vista a obter retorno. Mas é aqui que a coisa por vezes se complica. Não há quem quantifique esse retorno em benefícios sociais e estratégico/económicos. Por isso não se tem a noção de quanto nos tem sido cara a estagnação do Concelho.

Não nos esqueçamos também que existem várias possibilidades de co-financiamento que nos iriam libertar de boa parte dessa despesa, pelo que é incompreensível que de deixe de fazer muita obra de grande valia. Outros municípios optam por seguir a aposta no desenvolvimento e só por isso acabam por nos ultrapassar. Não há segredos! Estagnação na gestão da coisa pública significa regressão e a Marinha Grande ficou obsoleta, o que tem sido uma catástrofe nesta sociedade tão competitiva.

Tanto a economia como a sociedade apenas poderão evoluir se tiverem boas infraestruturas que as sirvam. Não é aceitável que se demore mais tempo a sair da Marinha Grande do que a chegar a Leiria, porque não temos vias de acesso como deve ser. Não é aceitável que não tenhamos a tão badalada piscina quando temos nadadores de alta-competição que nos representam. Não posso aceitar que na nossa cidade (com tanta indústria à volta) não tenhamos um Centro de Saúde ao nível dos melhores! Será que é mais importante ter uma estatística financeira toda arranjadinha do que proporcionar condições dignas na assistência à saúde e ao trabalho?!

E não falo apenas no investimento em infraestruturas. Há investimento invisível, que também produz grandes benefícios para o Concelho, como o apoio à investigação, às iniciativas de empreendedorismo e por aí fora. Durante as visitas que a AD da Marinha Grande tem feito a algumas instituições, temo-nos apercebido o quanto esta vertente de investimento público é importante.

Que solução daria para as instalações da antiga Mortensen quando vierem a ser adquiridas pela autarquia?

É claro para mim que havendo este tipo de investimento público, que o mesmo deva funcionar em proveito da população em geral, evitando-se projectos fechados e amorfos. Senão teríamos mais um elefante branco para cuidar. Na AD temos uma ideia, aliás já avançada nas redes sociais, que passa pela a sugestão da construção de um Centro de Dia. Mas como expliquei acima, reservarei este tipo de considerações mais específicas para a apresentação do nosso programa.

Depois de tudo que já se passou nestes meses em que está na coligação, não se arrepende de nada? Que faria diferente?

Não tenho remorsos das minhas acções, mas reconheço que posso sempre melhorar. Sou perfeccionista e claro que se pudesse repetir uma tarefa, tentaria sempre fazê-la melhor. Em relação à Coligação AD está tudo a correr tão bem que apenas me “arrependo” de não termos começado há mais tempo.

(nota: respostas redigidas sem seguir as disposições do novo Acordo Ortográfico por opção do entrevistado)

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4 Comentários

  1. O Romeira ainda vai fazer o pino todo nu só para aparecer.
    O objectivo é só eleições. Se resto é um vazio …
    Essa do centro de dia nas antigas instalações da Stephens fica sempre bem.

    • Caro anónimo das 6:28, respeito a sua opinião mas já que me viu “aparecer” nesta entrevista, diga-me lá qual sou eu. O da direita ou da esquerda da figura? 🙂 Não me lembro e gostaria de mostrar a foto à minha mãe… 🙂

      Devo porém esclarecer duas coisas importantes:

      1 – Não foi uma entrevista sobre as linhas programáticas da AD nem sobre a estratégia eleitoral. Fui desafiado para falar sobre o momento político da AD e sobre o que se tem passado ultimamente em relação à birra que alguma comunicação social tem tido para com o candidato e a candidatura;

      2 – A sugestão do Centro Dia na antiga Mortensen não é nova e apesar de já a termos debatido internamente na AD, a primeira força política a sugerir isso publicamente no âmbito destas eleições, foi o BE. Duas forças quase antagonistas dizerem a mesma coisa só prova que possivelmente é a opção certa.

  2. 5 estrelas para a entrevista. Obrigado, Carlos Romeiras! Pela sinceridade.
    Um exemplo de como se pode fazer politica sem dizer mal de ninguém! Força AD!
    A mudança está na coligação AD.

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