Vitor

«A HORA É AGORA

No passado fim de semana teve lugar a quarta edição das Festas da Cidade, acontecimento que de ano para ano vai ganhando projecção, prestígio e reconhecimento como evento cultural e de entretenimento de cariz profundamente popular, muito pela participação massiva das colectividades concelhias mas igualmente pela característica essencial da gratuitidade dos espectáculos que faz com que as Festas da Cidade sejam de todos, independentemente da sua capacidade económica.
Mais uma vez o Parque da Cerca acolheu a visita de milhares de pessoas. Foi a festa do povo.
A festa foi bonita, foi participada. Só foi pena o tempo não ter ajudado completamente embora não tenha impedido o êxito da iniciativa.
Permitam-me pois que puxe um pouco dos “galões” por ter sido, enquanto vereador, o impulsionador das duas primeiras edições, dizendo que é altura de se equacionarem algumas alterações ao actual modelo das Festas da Cidade.
Em primeiro lugar entendo que estas quatro edições são elucidativas que o evento tem sucesso e pernas para andar mas, é chegada a altura de se alterar a estrutura que vem gerindo e operacionalizando a iniciativa.
Não está em causa o empenho, a dedicação, o brio profissional de todos aqueles que têm participado e colaborado com o seu saber e o seu trabalho. A estes funcionários da Câmara e outros só temos de agradecer a sua ajuda e dedicação pois têm sido de um brio dignos de registo.
O que está em causa, na minha opinião, é que chegados a este nível não poderemos sossegar e adormecer face ao sucesso alcançado.
Urge agora preparar o futuro e o futuro das Festas da Cidade passa pela constituição duma pequena equipa que estude, pense e trabalhe o evento durante todo o ano.
É urgente e necessário que a Câmara Municipal da Marinha Grande crie essa estrutura que trará inevitavelmente enormes mais valias e retirará o carácter, quer queiramos quer não, muito voluntarista e com algumas deficiências que já se começa a evidenciar.
No meio de tudo isto o já célebre espírito crítico dos marinhenses que, felizmente no meu entender, nunca se contentam com o que está. Anseiam sempre mais e melhor e eu acho que é assim mesmo.
Esta estrutura mais profissional, dedicada a tempo inteiro à tarefa, pequena para conter os custos e simultaneamente aumentar a sua operacionalidade, deverá desde logo começar por abordar questões tão importantes como saber o que queremos no futuro, como o vamos conseguir e com que meios.
Existem questões fundamentais que exigem uma abordagem exaustiva. Só a título de exemplo e sem qualquer preocupação sistemática:
1 – Determinar a abrangência do evento, isto é, até onde poderemos ir em termos de exposições temáticas, correspondendo aos anseios manifestados por diversos sectores económicos que pretendem participar;
2 – Determinar se é importante e possível o alargamento dos dias de funcionamento integrando as Marchas Populares;
3 – Determinar se é possível a integração ou não de alguns divertimentos próprios e característicos destes eventos, tipo roda gigante;
4 – Determinar se é possível a integração de algumas iniciativas de cariz mais cultural, completando os grandes acontecimentos a nível do entretenimento;
5 – Determinar a requalificação do Parque da cerca a nível de infraestruturas de apoio, nomeadamente a rede de águas, esgotos e reforço da electrificação, com a instalação de um posto de transformação de forma a evitar os elevadíssimos custos com geradores;
6 – Determinar a requalificação do Parque da Cerca, preparando-o e dotando-o de todas as condições para este grande tipo de eventos;
7 – Determinar uma política comercial que nos permita angariar patrocinadores mais poderosos que ajudem a maximizar a iniciativa, gerando mais apoios e consequentemente a possibilidade de realizar maiores investimentos;
8 – Determinar a possibilidade de intercâmbios com grandes festivais e outros eventos musicais, alguns deles de importância internacional, de forma a conseguirmos a participação de grandes nomes a custos inferiores aos custos normais de mercado.
Creio ser este o caminho certo e a hora é agora.

Marinha Grande, 05 de Junho de 2017

Vítor Pereira»


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