Mercado nas ‘calendas’

CuriosoCMMG, Mercado1 Comentário


A expressão “calendas gregas”, significa “um dia que jamais chegará”, porque os gregos não tinham calendas, ou seja, não tinham aquilo que os romanos usavam e que deu origem ao actual calendário. O mercado está assim agendado para ser construído nas ‘calendas gregas’. Hoje a revisão foi aprovada, mas nem notícias sobre a construção do mercado. O estudo, a promessa de debate e a aprovação do local mais não foi do que algo para empatar os munícipes, criando a ideia de que algo iria ser feito. Hoje encaixaram dez milhões de euros que muito seguramente irão transitar para o ano que vem porque não irão conseguir fazer praticamente nada do que está na revisão. Poderão conseguir vir a comprar a FEIS, previsto nesta revisão, e até é possível que, depois de comprada, venham a dar o dito pelo não dito e decidam colocar lá o mercado, dando o estudo sem efeito. Claro que tudo isto faz sentido se se acreditar que alguma vez alguma coisa será feita! Se em alguns assuntos poderá ver-se uma luz ao fundo do túnel, neste assunto do mercado cada vez mais se vê a ténue luz que existe ficar sem ter o que a alimente.


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Um comentário em “Mercado nas ‘calendas’”

  1. Ernesto Silva

    A propósito do mercado a história deveria ensinar mais algum pensamento ou acrescentar mais qualquer coisa aos tempos que já passaram por nós. Recordo a influência positiva que tinha nos pequenos agricultores da região o mercado. Era ver as vendedeiras montadas em burros trazendo o que de melhor conseguiam nos seus trabalhos agrícolas para acrescentar mais uns tostões ao final do mês. Aparcavam o seu meio de transporte no parque do Barroca. A vida foi correndo muitas dessas trabalhadoras foram falecendo e passaram a vir vender à Marinha alguns grossistas que se foram organizando e especializando em cada produto. Eram as frutas, eram as hortaliças, eram as carnes e os enchidos, eram os queijos, os bolos e os camiões começavam a chegar de madrugada. Seguem-se na cidade a abertura de médias superfícies com parques de estacionamento, já vendiam tudo até altas horas com muita exposição. Passávamos de uma economia de subsistência regional para uma competitividade sem fronteiras e tanto podíamos comer couves de Bruxelas, como carnes do Brasil, frutas de todo o ano. Até que e bem a autarquia marinhense vendo esse caminho decide-se por abrir um mercado no Atrium que iria complementar todo o trajecto porque fomos passando. A mudança qualquer que seja é acompanhada por tudo o que há de pior ao cimo da terra. Porque se misturavam os produtos, carne com queijo, porque as cargas e descargas não poderiam ser efectuadas com segurança, eu sei lá. A Câmara fez um investimento aprovado em todos os seus passos e de repente ergue-se uma onda contra aquilo que os eleitos escolhidos por nós levavam a acabo conforme seu programa eleitoral. Assiste-se ao arrancar de muitos dos seus componentes e num repente descobriu-se que o mercado abarracado era o preferido mesmo que não passem uma vez por lá. A Marinha seguia a ordem natural da vida. Avançar para um mercado mais urbano e menos rural porque esse factor havia morrido. Então que fazer com o dinheiro investido e bem preparado? Esquecer e atacar os seus mentores. Hoje esses que atacaram passaram a ter como mercado as médias superfícies. Não chegámos a experimentar aquilo que nos ofereciam de mais moderno. Ao ler hoje o curioso ainda se pode colocar a ideia do mercado passar para a FEIS pensei o que se passou na nossa cidade? Que interesses andaram e andam escondidos. Isto não é viver em democracia. A palavra que precisamos ainda não foi dada.

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