25 Abril

Mais logo irá ter lugar um debate onde irá ser discutido o sentido das comemorações do 25 de Abril. Na senda do que parece ser a opção do PS, apenas a UGT, no que diz respeito a centrais sindicais, irá estar no debate. É uma opção que volta a colocar algumas dúvidas quanto à escolha dos intervenientes. A UGT aparece no período pós 25 de Abril, em 78, e tem vindo a assumir posições que a posicionam mais à direita e dos interesses defendidos pela ala direita da sociedade. Exemplo disso é o facto do Pedrosa ser um dos seus defensores! Já a CGTP, criada em 70, tem assumido posições que se aproximam mais da esquerda. Independentemente do lugar onde se posicional, não faz sentido discutir-se o 25 de Abril sem a presença dos que, em ditadura, estiveram presentes na defesa dos interesses e direitos de muitos e dos que surgiram após a revolução. Discutir o 25 de Abril sem a presença dos que já defendiam os direitos de trabalhadores quando isso era proibido e ter apenas a presença dos que surgem numa fase posterior é como ir ao médico e esquecer os exames em casa! Não tem lógica. A câmara posiciona-se, uma vez mais, de forma parcial na discussão de um assunto que deveria agregar todas as opiniões. Fica claro que o PS local que se prepara já para as eleições de Outubro é um que está mais ligado à ala direita do partido. O debate, podendo ter interesse, perde por não ir englobar todas as perspectivas que sobre o assunto poderiam ser trazidas à discussão, podendo assim dizer-se que será uma discussão parcial.


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11 comentários

  1. Infelizmente quem organiza estas iniciativas divide os Marinhenses. Creio mesmo que os convidados não foram devidamente informados, pois certamente não participariam numa iniciativa divisionista. Lamentável!
    Aconteceu coisa parecida no 18 de Janeiro.

  2. Concordo plenamente com o anónimo das 14.00h. Conhecendo alguns dos oradores, tenho a certeza que se soubessem a descriminação política do debate jamais aceitariam mas, em como tudo o que é “baixo” o Sr. P.P mete a mão…..está tudo dito

  3. Quando há um debate público referente a um tema que foi o expoente máximo da nossa liberdade, não pode ser feito de ânimo leve, e muito menos organizado por pessoas que talvez nunca deram o verdadeiro sentido , ao que foi o 25 de Abril de 1974.Reconhecer pessoas avalizadas para debater tão grande evento, só pode ser feito por outras que viveram por dentro o drama fascista, e assim darem ênfase ao valor que foi lutar para se conseguir em Portugal uma liberdade muito dura de ser conquistada.. Falar dessa liberdade, qualquer papagaio fala desde que tivesse lido uns livros, umas histórias, e seja fluente no discurso … Mas sentir,,o verdadeiro calor da discussão, não creio que a sintam…Como digo muitas vezes , irá ser conversa mole para adormecer mais alguem, para não dizer outra coisa…

    • Carlos. Presumo que é o Carlos Oliveira que bem conheço.

      Dos oradores conhecidos ambos têm créditos firmados. No campo do Jornalismo e da Ciência. A questão que se põe é o que é que está a fazer ali o logotipo da UGT.

  4. A Revolução dos Cravos hoje tem todo o sentido. Deve ser discutida mas sempre aqui recebemos aqueles que viveram essa revolta. Dos presentes o jornalista Adelino Gomes é uma testemunha viva pois era jornalista em Lisboa e repórter de TV. Quanto ao José Gil penso que é um filosofo de muito respeito. Sendo verdade que ninguém é dono do 25 de Abril ele não aparece por acaso. Morreram muitos milhares de jovens na guerra colonial, muitos milhares vieram estropiados e doentes, mas quanto à UGT não vejo porque é convidada porque nem no 25 de Abril nem hoje nada representam de bom. Nas empresas apareceram para boicotar o trabalho da CGTP e na sociedade encontravam-se no seio do PS e do PPD. Se acrescetam alguma coisa só se foi de ouvir falar, sem demonstrar qualquer intenção contra eles por estarem mal informados e estarem do lado errado. Apenas isso. Particularmente não me fazem qualquer diferença.

  5. Só está a UGT, porque a INTER nunca está. Se fora o PCP a motivar o debate claro que estava presente. Mas só faz falta quem está.

  6. A INTER (como lhe chama o anónimo anterior) não foi convidada! Nem para o 25 de Abril nem para o 18 de Janeiro! Não foi convidada pela Câmara! É óbvio que é intencional! Querem destacar a UGT e desvalorizar a CGTP. Mas o que importa é que a CGTP é dez vezes maior que a UGT. E o que se lamenta é esta postura da Câmara. Parcial! Tinha ficado bem convidar ambas as centrais sindicais tanto no 18 de Janeiro como no 25 de Abril. Mas o PS Marinha Grande está pelas ruas da amargura! Veja-se a mentira que divulgaram no facebook acerca da notificação de uma empresa para pagar taxas e licenças de 200 mil euros, por causa do Programa de Apoio ao Empreendedorismo em que eles não votaram…Mentirosos! O Paulo Vicente, a muito custo, lá admitiu que não existia qualquer ofício, que essa informação do PS era FALSA! Vergonhoso!

  7. Pois é . Queixam se mas recusam tambem debate em campo aberto. Se fosse a cgtp a organizar estava presente a ugt?
    Ninguem é dono da liberdade e na Marinha a liberdade teve dono durante muito tempo. É hora de mudar

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