O que é barato é bom!

CuriosoCMMG, Mercado12 Comentários


Os dias vão passando e vai-se sabendo mais sobre o que aconteceu com o estudo realizado para definir o local onde, dizem, irão gastar três milhões de euros. Há uma expressão popular que diz que “o barato sai caro”. Tem alguma razão de ser pelos motivos que mais ou menos todos já viveram. Tem-se dito que o estudo foi feito por uma empresa especializada e que as criticas que têm sido feitas ao número de entrevistados é desprovida de fundamento uma vez que a tal empresa é que sabe o que deveria ser feito. Em certa medida não temos como por isso em causa, não fosse o que aconteceu! Inicialmente foram consultadas seis empresas. As propostas vieram e a escolha recaiu sobre a que “tem o melhor preço”. Depois passou-se à fase seguinte: o que fazer? Aí decidiram “pedir à GFK os itens do trabalho que estão esquematizados na proposta da Cemase” para que o estudo fosse feito. Ou seja, a empresa que realizou o ‘estudo’ trabalhou com os itens de trabalho de outra empresa! E, para terminar, trabalhou com perguntas que foram feitas em conjunto com os vereadores nas reuniões de trabalho que tiveram. Aqui vem-nos uma questão à mente. Se a empresa é a especialista em estudos deste tipo, porque teve que trabalhar com os “items” que foram esquematizados por outra (por sinal mais cara e, por ‘mera coincidência’, com melhores “itens”)? Por outro lado, não tendo os vereadores preparação académica ou de outro tipo que lhes permita saber como fazer ou orientar um estudo de mercado, porque foi o estudo realizado com perguntas colocadas por eles? Tornaram-se de repente especialistas em estudos e ficaram, do dia para a noite, habilitados a saber que perguntas fazer para um estudo deste tipo? E, por fim, sabendo-se que ‘o barato sai caro‘ e sabendo-se que uma das empresas apresentou uma proposta cerca de 20.000 euros acima da que foi contratada, fica claro que o factor preço influenciou a escolha (que em parte explica o porquê de uma empresa aceitar trabalhar com os “itens” propostos por outra) e aí fica a dúvida se os resultados, que pelos vistos vincularam os eleitos, permitem evitar “correr o risco de termos um novo ATRIUM”, como o Vicente referiu!


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12 Comentário em “O que é barato é bom!”

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    e como a comida nas cantinas escolares..como só conta o preço mais barato e nunca qualidade, depois as crianças não a comem..e vai para o lixo..mas assim é mais barato

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    A decisão foi tomada por 5 vereadores. Era a única opção viável a partir do momento que os estaleiros não foram uma das preferências. Onde decidiram já existem estacionamentos, o que reduz grandemente o investimento e aumenta o conforto dos utilizadores e vendedores.

    1. Curioso

      Caro anónimo. Não pomos em causa a decisão dos vereadores. Tinham legitimidade para a tomar. O que questionamos é o facto de terem andado a prometer debate público, falarem no estudo sem descartar o debate e virem depois dizer que foi feita consulta pública. Isso é que nos parece ter sido a forma menos correcta de agir. Mas claro que o erro é nosso por, por vezes, acharmos que se pode confiar em promessas de políticos. Por vezes sentimos a vontade de não sermos enganados.

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    Oxalá me engane…mas é uma obra para o “lixo”! Mas, creio que nunca verá a luz do dia…!

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    Mercado no centro, não na periferia entre hipermercados… Estudo de merda, revitalização urgente, aguardam o quê?

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    Há nisto tudo uma total apatia da Associação Comercial que me deixa perplexo.
    Como é que se entende que a Direcção da Associação que representa maioritariamente os comerciantes, nomeadamente aqueles que resistem no Centro Tradicional e aqueles que investiram todas as suas economias em lojas no Centro Comercial Atrium, porque ao lado ia abrir o Novo Mercado Municipal, como estava descrito na Conservatória do Registo Predial e lhes foi prometido pela Câmara da altura.
    Não tem nada a dizer? Não tem opinião? Os seus directores estão amarrados a alguma facção política que defende um novo mercado onde não há nada a não ser habitação social, rodeado por grandes e médias superfícies. (Modelo, Lidle, Mini Preço)?
    No tempo da decisão sobre a localização do novo Mercado, a Direcção presidida pelo Amílcar, ouviu os comerciantes, fez uma sondagem e as opiniões dividiram-se. Ou continuar na Resinagem e se não fosse possível, teria que ficar muito perto do Centro.
    E agora? O que dizem os comerciantes?

  6. Manuel Santos

    E se por acaso, até por acaso, por uma questão de espaço, localização e possibilidade de expansão, a localização actual for a melhor?

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      Isto não é uma questão de crença, ou de fesada, não pode uma opção baseada no “se por acaso”.
      A situação é a seguinte:
      a) No terreno onde está não pode ser, porque a escritura com o IGFSS, que vendeu o terreno, fê-lo com uma cláusula de reversão se ele for utilizado para outros fins que não seja a instalação de equipamentos desportivos.
      b) O Plano de Pormenor da Zona Desportiva, que foi aprovado pela Câmara em 1996 por unanimidade e pela AM com 18 votos a favor e três abstenções, não permite que se desvie para o lado. Só poderá acontecer e isso seria um crime contra o ordenamento da nossa Zona Desportiva, se o PDM for alterado e depois disso também o PP for alterado.
      c) Não existe nada com importância económica que a instalação do mercado ali pudesse alavancar. NADA. ZERO.
      d) Construir um outro mercado ali, ou noutro sítio, significa mandar DOIS MILHÕES DE EUROS DO ATRIUM PARA O CAIXOTE DO LIXO E GASTAR MAIS CERCA DE TRÊS MILHÕES, que daqui a uns anos, não muitos, vai ser um elefante branco, por falta de frequentadores.

  7. Manuel Santos

    Compreendo que o Sr Armando Constancio queira defender a sua “dama”, dado que o mercado foi feito à imagem daquilo que você achou melhor. Mas, e aqui reside um grande “mas”, deixe-me perguntar-lhe algums coisas. Você já foi ao mercado onde está instalado agora? Já viu a quantidade de população que lá vai? Você acha que, se fosse no espaço de Atrium, com um, estacionamento tão distante como está (e sim, o estacionamento está longe), o mercado teria tanta freguesia como tem? E a sério, porque é que lhe custa tanto a admitir que o mercado que você quis construir está errado? Se os comerciantes não o querem noutrro sitio porque ali tem uma boa acessibilidade, tem estacionamentos, tem tudo excepto condições (que se calhar não seriam assim tão caras), se quem o utiliza não o quer noutro sitio, pelas mesmas razões, porque não se hão-de melhorar as condições naquela zona e fazer alí um mercado mais condigno?
    Você fala na clausula de reversão da venda pela IGFSS, mas, não se está a retirar dali a zona desportiva, está-se a manter tudo o resto e a acrescentar um mercado. Se calhar, se se mantiver tudo o resto que estava previsto, até seria possível que a IGFSS não accionasse a clausula de reversão.
    Quanto ao plano de pormenor, será que ele não pode mesmo ser alterado pela vereação e pela A. M? Será que é assim tão imutável? Será que os beneficios não compensariam?
    Falando da alavancagem que o mercado faria ao Atrium, aí sim, concordo consigo que seria fundamental, mas, mas uma vez, devemos nós sujeitar a população a ficar mal servida em termos de mercado por causa de meia duzia de lojas?
    Quanto a colocar o mercado no Atrium para ver o que dá, você sabe tão bem quanto eu que, se fosse lá colocado, as pessoas não deixariam de ir ao mercado, mesmo que tivessem de fazer mais esforço e mesmo que os vendedores tivessem mais dificuldade em montar e desmontar as suas bancas. Mas ficariam descontentes como ficaram inicialmente quando o mercado foi para onde foi. Mas assim, você ficaria bem, pois a sua “dama” finalmente seria utilizada, mesmo que contra a vontade dos utilizadores.

  8. Avatar

    Sr. Manuel dos Santos. Pode insistir as vezes que quiser na afirmação de que é o “meu” mercado, a “minha dama”, etc. Não é por uma mentira ser muitas vezes repetida, que se torna verdade. Já publiquei todas as deliberações de Câmara e da Assembleia, sobre o Mercado. Já expliquei, quando o PS ganhou as eleições em Dezembro de 1993, tinha no seu programa a construção de um novo mercado, mas que teria que ser na Zona Central da cidade para atraír as pessoas ao Centro Tradicional. Isto foi discutido e aprovado por personalidades como o Henrique Neto, Telmo Ferraz, Telmo Neto, Jorge Martins, Osvaldo de Castro, Álvaro Pereira, Aníbal Curto, Teresa Coelho, Paulo Vicente, João Paulo Pedrosa e muitos outros, onde teve um papel de especial destaque Álvaro Órfão que é um defensor do Átrium, sem margem para dúvidas.
    A Abrigada foi comprada para instalar o Atrium e a compra foi aprovada por UNANIMIDADE, quer na Câmara, quer na Assembleia Municipal.
    Tirando o Director do Jornal da Marinha (eu tenho cópias de todos eles), ninguém se manifestou no espaço público contra o Atrium. Já lhe perguntei por onde andaram as vozes do PSD nesses anos e não me respondeu.
    Nas eleições de 1997, o Programa do PS tinha como principal bandeira a construção do Atrium, já com fotos da maqueta, que foi também capa de um Forum Municipal distribuído pelas casas de todos os marinhenses e espalhado pelos vendedores da Resinagem, nos sábados da campanha eleitoral e o PS ganhou as eleições com MAIORIA ABSOLUTA.
    Os melhores mercados do País estão encravados na malha urbana. Coimbra, Lisboa, o Bolhão no Porto e dos Fundadores no Funchal, são exemplos de mercados emblemáticos, sem estacionamentos, sem espaços para cargas e descargas e não há nenhum comerciante que queira saír de lá.
    Ao contrário do que diz, se o mercado viesse a ser construído onde está, teriam que ser suprimidos dois poli-desportivos e um complexo de desportos radicais e a Zona Desportiva ficaria completamente descaracterizada.
    Para além do mais, estamos a falar em gastar MILHÕES DE EUROS para fazer o que já está feito e com um prazo de validade de mais uma ou duas dezenas de anos, porque estes mercados estão, segundo recentes estudos publicados, a perder clientes.

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