Decisão tomada. E agora?

CuriosoCMMG, MercadoDeixe um comentário


Por maioria, a câmara decidiu que o resultado do ‘inquérito’ que foi feito a 400 pessoas deverá ser respeitado e a localização do mercado, que um dia será construído, foi decidida. Não podendo ser onde está, poderia ir para o espaço que está abandonado, mas que deveria ser entregue ao ex-vereador Artur. Já se sabia que onde estão as tendas não poderia ser e que não fazia sentido estar a decidir-se a construção num espaço que nem sequer é da câmara. A decisão leva a que tudo o que foi dito sobre a localização ir ser amplamente discutida ou de não ir ser tomada sem participação popular tenha sido apenas mais conversa de político. Uma das obras que mais tem dado que falar está assim decidida com base num ‘estudo’ que nos leva a que sejam feitas várias questões. Desde logo, não resulta do estudo uma explicação clara para o facto de a amostragem ter sido a 400 pessoas. Podendo até ser a forma correcta, quem lê o estudo não consegue perceber a metodologia usada. O questionário foi feito a 20 actuais comerciantes do mercado, 20 ‘outros comerciantes’, 150 actuais clientes do mercado e 210 pessoas da população em geral (distribuída pelas 3 freguesias). Não é uma única explicação para ter sido esta a amostragem! Mas há mais! As questões colocadas induzem quem foi inquirido a erro. Desde logo, é colocada a questão de o mercado poder vir a ser feito num espaço que nem sequer é da câmara. Quem respondeu ao questionário e tivesse conhecimento desse impedimento, saberia que a resposta seria para uma solução impossível de ser executada (pelo menos até que um dia seja feita a compra, se o for). Por outro lado, a questão do mercado ser na “proximidade” das tendas deixa em aberto uma área muito grande. Quem respondeu saberia que “proximidade” excluía o local onde as tendas estão? Saberia qual o raio que o termo “proximidade” incluía? Parece assim evidente que as questões colocadas foram feitas no sentido de se obter uma resposta mais ou menos esperada. Curiosamente a câmara decide a localização do mercado sem que tenha dado a conhecer ao munícipes quais os resultados do estudo feito e, pior que isso, decidem tudo numa reunião extraordinária, fechada ao público. A decisão está tomada, e agora?
(Nota: a imagem foi rectificada no post seguinte)

 


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