CMMG

Já se sabe que vai haver alguma polémica em relação à realização das próximas marchas. Já o dissemos antes e reafirmamos, para que não haja dúvidas sobre o que pensamos: achamos que elas devem realizar-se numa qualquer avenida da cidade. Dito isto, o assunto vai a reunião de câmara. Da parte das associações – e duas em especial – o assunto tem sido conduzido no sentido de que a câmara modifique o Parque da Cerca, criando um espaço com piso sem ser relvado, para que uma vez por ano se realizem as marchas. Além de ser algo que nos parece roçar o absurdo, traria custos desproporcionados com as vantagens que poderia trazer. A Cidália, responsável pelo pelouro, em vez de decidir, como era sua obrigação, vai levar o assunto a reunião de câmara. A sua proposta, pelo que ouvimos, poderá passar por criar uma solução temporária no Parque da Cerca. Ainda nos lembramos do tempo em que ela não quis celebrar o dia da criança para não gastar dinheiro! Enfim, outros tempos e não era ano de eleições! Mas, voltando ao tema das marchas, o assunto deverá ir a reunião de câmara e aí é provável que venha a ser decidido autorizarem a realização das marchas no meio do parque, com o risco sério que existe de se estragar o que ali existe. Se por um lado a colectividade da Comeira, principal impulsionadora deste movimento, poderá vir a contar com o voto do Aurélio (dada a proximidade que se sabe existir), do lado do PCP poderá haver também a aceitação de uma solução que passe pela utilização do Parque tendo em conta que um outro impulsionador será o filho da potencial candidata pelo partido à câmara e actual ‘madrinha’ das marchas. Da parte do PS, para que não hostilizem uns potenciais votantes, é provável que aceitem a utilização do parque. Aliás, o facto de a Cidália não tomar a decisão sozinha não apenas mostra a sua incapacidade de assumir uma decisão que poderá ser polémica, como quer ficar de bem com todos. É assim previsível que as marchas venham mesmo a realizar-se no Parque da Cerca, não porque seja o melhor local, mas porque estamos em ano de eleições. Ainda recordamos quando as marchas foram na avenida e de lá foram retiradas apenas porque incomodaram, dizem, um então deputado!


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10 comentários

  1. Nao tem logica as marchas no meio do parque!!
    Fazer um piso definitivo so para as marchas nao é trabalho muito menos fazer provisorio porque será deitar dinheiro fora

  2. Com um “sambodromo” no parque nao é serviço!! Alem do relvado que se vai perder vai-se deixar de realizar as actividades desportivas das escolas que se fazem todos os anos no parque

  3. Avenida da Liberdade tem condições como não há noutro lado dadas as dimensões necessárias para os marchantes executarem as suas marchas. Tão perto da data em que já começam a pensar nos trajes, nas músicas, nos passes, nos ensaios creio que não será bom para as colectividades andarem a procurar soluções alternativas quando tem boas condições para fechar o trânsito, instalar bancadas e darem o seu espectáculo tão desejado por muitos e muitas marinhenses.

  4. Já me começa a ser difícil comentar certas decisões, ou “indecisões” da Câmara.
    Este caso, que nunca deveria ser objecto de qualquer tipo de discussão, é bem o retrato da incompetência e falta de liderança do executivo da Câmara, mas também põe a nu, a suposta e tão propalada ideia de que os Independentes, fora das amarras partidárias e dos jogos de poder, vieram para fazer diferente.
    Na verdade, o que se desenha, é uma deriva populista, no pior sentido do termo, escondida por detrás de uma retórica em que se auto-promovem com o “selo” do rigor, da transparência e da competência.
    Neste caso, como no do Mercado, a racionalidade das decisões, quer sob o ponto de vista económico-financeiro, quer sob o ponto de vista da racionalidade e coerência das decisões, revela uma postura de caga-lumes, cuja aspiração é emitir uns brilhantes mas fugazes focos de luz, para atraír a atenção dos que falam alto e exercem a sua influência na Câmara.
    Nunca, como agora, me senti tão desiludido e defraudado com a forma como se está a gerir a nossa Autarquia e tenho pena que assim seja, porque acreditei que podia tsr sido diferente.

  5. Oh Armando realmente tens razão! Os independentes foram uma desilusão. Creio não te vá ver, desta vez, a apoiares o Logrado . Ele é o Aurelio foram piores que tudo o que se viu até hoje. Farinha do mesmo saco.

  6. Defendo as marchas na Av. Liberdade, mas se este não for o local desejado ainda tem outro com as mesmas condições do que o anterior e apenas mereceria alguma limpeza como aparar as árvores, retirar os carros e camiões que ali pernoitam e aí vai disto. Seria a praceta das Finanças, e subir o parque da Mobil que tem um desordenamento total. Não faltava espaço, precisaria de umas lâmpadas mais e aí está mais um local de diversão sem grandes custos para a autarquia. Já agora acrescento que assim tivesse a autarquia tantos terrenos industriais para aqui se instalarem mais empresas. A preocupação e a obsessão principal desta autarquia deveria ser essa. Preocupar-se em por à disposição dos possíveis investidores que devem ser procurados nos ministérios sobretudo o da Economia e dar-lhes condições para empregarem pessoas sobretudo jovens porque sem emprego chapéu. Não há nada para ninguém.

  7. Esse espaço caro Ernesto também csrece de algum investimento, e a av da liberdade também, porque além de ser a melhor/unica com medida para a coreogragia, faltam -lhe ainda algumas condiçoes mininas altamente imprescindíveis, a energia elétrica bancadas e saneamento para as tasquinhas. Foi deveras oneroso e complicado a comissão das marchas conseguir fazer os desfiles de 2010 e 2011 naquele local, deviam acreditar que as pessoas da comissão das marchas nestes 13 anos ja discutiram muito já trocaram muitas ideias, e que oferecem à CMMG como alternativa é o resultado de um debate de muitos anos.Por muito que me esforce nso consigo compreender porque a proposta de soluçao para este tema, incomoda tanto.

  8. O tema não incomoda nada e deve ser discutido sempre. Dei como alternativa as Finanças e o parque da Mobil que está ao abandono total e dei como exemplo que precisavam de aparar as árvores e ali colocar bancadas e energia eléctrica portátil e também casas de banho para os assistentes e marchantes. Deve saber que existem casas de banho portáteis. Esta despesa de manutenção tem que ser feita em qualquer altura e não precisa de investimento porque é dever da autarquia manter aquele local com condiçoes de salubridade. Investimento seria entendível se ali fossem construir algo que ficasse fixo e que serviço para outros anos. Não é o caso. É um caso de limpeza pública. Mas se prefere a Liberdade também aqui foi ventilada essa hipótese dando como apoio sanitário e de vestuário a escola Guilherme Stephens ou uma parte devidamente bem iluminadas. Montar umas bancadas móveis e umas tasquinhas será assim tão caro para a câmara que pode fazer este serviço com os seus colaboradores? Não me parece. Mas quando aparece tanta dificuldade não reconhecem à autarquia capacidade de o fazer? Isso seria a última coisa que eu gostaria de ouvir. Força aos marchantes e às colectividades para cumprirem uma parte da sua função. Em todo o lado onde existem festejos dos santos populares são sempre as autarquias que em comunhão de ideias com os interessados fazem estas despesas de manutenção.

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