Receitas

CuriosoCasa da Cultura, CMMG11 Comentários


Há coisas que são ‘dinheiro em caixa’. Sempre que há espectáculos com cantores famosos e de renome, é difícil não se ganhar dinheiro com isso. Eles cobram bem, porque são famosos, mas qualquer organizador de eventos sabe que tem o retorno garantido. É casa cheia pela certa. A propósito do espectáculo de terça, fomos dar uma vista de olhos às actas das diversas reuniões de câmara para podermos perceber qual tem sido o retorno em termos de bilheteira dos diferentes espectáculos. Não encontrámos nada! Consegue-se saber quanto se paga, mas não há informação disponibilizada aos munícipes em relação ao que tem sido o que a câmara tem embolsado. É, no mínimo, estranho que os vereadores não tenham até ao momento querido saber, e tornar público, quais têm sido as receitas da Casa da Cultura. Seria interessante que os munícipes pudessem saber se está a dar lucro ou prejuízo. E é a pensar no prejuízo que seria interessante que na próxima reunião de câmara os vereadores pudessem questionar o executivo permanente em relação às receitas do espectáculo de terça. A sala tem 262 lugares o que significa que a receita de bilheteira terá que ser de €5240,00. Como o cachet foi de €8150,00 já se sabe que foi um espectáculo que não deu lucro. Mas há algo que nos intriga. Com algumas pessoas com quem falamos e muitas que dizem disso ter conhecimento, consta que terá havido muitos bilhetes oferecidos. Como os três bilhetes que conseguimos foram pagos, não podemos dizer que tenhamos conhecimento directo do que nos foi contado, daí que seria interessante que na próxima reunião a informação fosse disponibilizada para que se perceba se é verdade que foram oferecidos bilhetes por parte do executivo e, se foram, a que título. É que tudo quanto seja receita de bilheteira inferior ao que referimos deverá ser explicado.


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11 Comentário em “Receitas”

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    O orçamento aprovado para este ano contem rubricas de elevados montantes para acções ditas de promoção e de celebração de eventos que mais não são que verbas para propaganda eleitoral que o PS muito bem sabe fazer.Obras para a população,apoios às colectividades e outras realizações de interesse mais geral nem velas.Os 2O milhões do orçamento camarário dão para tudo menos para o desenvolvimento e progresso do concelho.

  2. Ernesto Silva

    Isto é o exemplo do que não deve ser feito quando o dinheiro é proveniente dos impostos, taxas e taxinhas que os cidadãos vão pagando com tanto sacrifício. Quem esconde estas “mercearias” o que poderá fazer noutras circunstâncias. É mau demais a falta de transparência. Quem assim procede não merece ser escolhido para dirigir uma autarquia.

  3. Ernesto Silva

    A que tipo de contribuintes se está a referir? Comerciantes, industriais ou simples cidadão?
    Claro que existem cidadãos transparentes e sempre cumpridores. Se estava a referir-se ao ánterior 1º ministro do anterior governo PC claro que não encontra transparência porque até hoje anda á procura de saber se os recibos verdes estão sujeitos ou não a segurança social. Também não sabe o que ganhou nos últimos anos porque não guardou as respectivas declarações de impostos. Volto a referir que existem cidadãos transparentes e cumpridores e que tudo o que ganharam trabalhando por conta de outrem passou pela segurança social e pelo fisco. Estes não rebentaram os bancos por dentro.

  4. Ernesto Silva

    Então serão os empresários que foram apanhados na Operação Furacão e que só foram constituidos arguidos os que não tinham dinheiro para pagar? O naipe é grande podemos escolher à vontade. Veja bem que os senhores juízes conselheiros do Tribunal Constitucional que recebem ajudas de custo quando ali se deslocam no dia a dia, lutavam para terem direito a mais 5,00 € para subsídio de refeição. Sabe que o crivo da peneira tantos são os candidatos `já não cabem na mesma. Será que está a falar do Domingues ex Caixa Geral de Depósitos. Por favor dê uma ajudinha.

  5. Ernesto Silva

    Quando referi o anterior governo PC referia-me obviamente a Passos Coelho mais o seu parceiro de aventura Paulo Portas.

  6. Avatar

    O melhor, no meu entender, seria trazer cá os artistas, mas para actuar no pavilhão da Fae, para tal cobrar-se-ia uma quantia simbólica por cada bilhete, de forma a tornar o evento acessível à população. Deste modo as pessoas sentiriam que são parte integrante do concelho, que são importantes, que todas elas contam para esta “engrenagem” que é viver em comunidade. É a inclusão. E, já agora, apropriando-me de uma expressão muito em voga na actualidade: “É a inclusão, estúpido!” Porque assim, como se está a ser feito, parece que se está a fazer da Casa da Cultura uma coutada.

  7. Ernesto Silva

    Tem razão o comentário das 12H41 mas o largo ao comunicar que os bilhetes estavam esgotados propusemos essa solução ou qualquer outra que alguém indicasse onde não faltasse espaço. Até pensamos em jogar um euro milhões na esperança….de alugar uma sala maior. Para a autarquia esta forma de tratar os assuntos são trocos….

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