Pirueta

CuriosoCMMG, VicenteDeixe um comentário


É normal esperar-se que os políticos dêem piruetas como se fossem exímios bailarinos. Claro que há os que têm jeito para a ‘dança’ e outros nem tanto. Hoje pode ler-se um texto do Vicente onde se vê tentar fazer uma pirueta que apenas convence aqueles que não sabem. A propósito da FEIS, refere ele que “A Câmara Municipal foi devidamente informada, em 25 de novembro passado, de que existia (e existe) um processo judicial pendente entre o BCP e a sra. Ana Mortensen. A Câmara Municipal foi devidamente informada, em 25 de novembro passado, de que existia uma outra ação registada na Conservatória do Registo Predial, relativamente à qual já existia decisão transitada em julgado, estando apenas em causa o cancelamento da inscrição, requerido pelo BCP, pelo qual se aguardava“. Esta afirmação, como os munícipes ainda não podem ler as actas das reuniões de câmara, leva a que possam até achar que assim é. Quem assistiu às reuniões sabe que assim não é. Na reunião onde foi decidido voltar atrás com a decisão de compra é dito que “Considerando que o BCP ainda não apresentou a certidão do registo predial do prédio a adquirir com o efetivo cancelamento da ação judicial registada em 21/05/2009“. Ora, nesta data, e muito antes da deliberação, já há muito tempo que não havia qualquer registo! A questão é que ainda não tinham consultado uma certidão actualizada e a que estava no processo da câmara era uma antiga. Mas há mais! Se é como agora o Vicente afirma, e o que os restantes vereadores escreverem desmente-o, e já havia decisão na tal acção, para quê avançarem com uma promessa de arrendamento quando sabiam, no dia 25 de Novembro que quem ali estava não tinha qualquer direito? Para perderem tempo? Se a existência da tal acção poderia justificar a promessa de arrendamento, que foi a reunião de câmara e foi aprovada (ao contrário do que hoje se pode ler), pelo que hoje se lê se já sabiam da decisão nada justificava onerar aquele espaço com um arrendamento desnecessário. Mas há mais! Ao contrário do que o Vicente hoje escreve, foi apenas na reunião de câmara em que se decidiu revogar o arrendamento que chegaram à conclusão que não havia já acção à espera de decisão. Ou seja, hoje a pirueta que o Vicente tentou dar saiu-lhe mal. Esta sua justificação, escrita por alguém, apenas vem tentar tapar com a peneira o sol que sai de uma incompetência injustificável.


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