Os Presidentes

CuriosoCMMG, PS, Vicente4 Comentários


Nos EUA o dia é histórico não porque está em curso a tomada de posse de um presidente, mas pelo facto de ir tomar posse alguém sem qualquer tipo de preparação para o cargo, com uma visão estranha da realidade. De certo modo, é possível encontrar semelhanças, tendo em conta as devidas proporções, com o que aqui se passou e passa. Nos últimos sete anos temos tido à frente da câmara pessoas sem preparação para o cargo. O ex-presidente foi o que se viu e seguiu-lhe o Vicente que, de Presidente de Junta, passou para vereador e, sem querer nem saber bem como, cai-lhe a presidência da câmara no colo. Seguiram-se vários meses durante os quais não foi capaz de mostrar liderança, açambarcou todos os pelouros e, se é verdade que a oposição não lhe deu muitas tréguas nos últimos tempos, não foi capaz de mostrar ter capacidade para convencer os demais eleitos a seguirem as ideias que poderia apresentar (não que tenha apresentado alguma). Além da incapacidade que mostrou de conseguir negociar, o anúncio da sua não candidatura às próximas eleições levou a que perdesse a pouca autoridade que ainda tinha. Em vez de mostrar querer continuar o trabalho que poderia dar início, fez o oposto e anunciou o abandono do ‘barco’, mesmo antes de ele começar a fundar. A sua decisão de saída, a par do que foi fazendo, criou uma dificuldade acrescida ao partido e a quem está à frente dele. O Vicente agiu de uma forma que, de algum modo, é comparável com o que se tem assistido do outro lado do oceano, com decisões não expectáveis e contrárias ao que seria lógico que, aqui, deixaram o partido à deriva. O resultado vê-se na dificuldade que estão a ter para encontrar quem queira por-se na primeira linha para as autárquicas, linha onde nem a Cidália parece estar interessada em ocupar. Resultado destes sete anos é nada ter sido iniciado e as únicas obras que foram feitas são as que já estavam no papel quando assumiram a presidência. Até mesmo a oficina da música foi iniciada pelo Vítor, como que para calar a choraminguice que durante anos se foi assistindo! Se, tendo em conta as semelhanças que referimos, do outro lado do oceano o que acontecer for como cá, estamos desgraçados!


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4 Comentário em “Os Presidentes”

    1. Curioso

      Caro anónimo. Claro que sim, não pomos isso em causa. Não podemos, no entanto, deixar de recear porque a “nuclear football” vai ser entregue daqui a meia hora a quem não conseguimos confiar.

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    Será mesmo que quis abandonar o barco… Ou foi empurrado? Encurralado entre a sua tacanhez natural e a língua afiada, não conseguiu mobilizar ou cativar, sequer, novo sangue para prosseguir ou estimular qualquer futuro no seio do seu partido. Ninguém se chegou à frente para liderar ou integrar uma sucessão: será sintoma da dissonância partidária entre inúmeros enredos noveleiros e “PEMS” furados com múltiplas consequências nefastas ao bem estar dos munícipes. Uma lástima para todos nós

  2. Ernesto Silva

    Como foi possível os militantes do PS pessoas responsáveis permitirem que uma autarquia com tantas responsabilidades e que esteve na vanguarda do distrito durante tantos anos tenha optado pelo quando pior melhor. É uma falta de respeito pelo eleitorado incluirem pessoas que não estão preparados para dirigir seja o que for. Um só abocanhou mais de 20 pelouros. Isto é obra para festejar a democracia de que eles bem todos embuídos. A boca está sempre cheia desta palavra. Até quando a Marinha pode suportar tanta esperteza maquiavélica.

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