Lido por aí LXXXV

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«VIVA O 18 DE JANEIRO DE 1934
Quando li no Jornal da Marinha Grande da passada semana que a Câmara Municipal tinha convidado Carlos Silva – Secretário Geral da UGT para fazer parte da mesa num colóquio de debate sobre o 18 de Janeiro de 1934, fiquei estupefacto. As pessoas que assim decidiram sabiam bem que iriam criar mal estar entre as gentes da nossa terra. Estou, como não podia deixar de ser em plena discordância. E nem sequer é porque essa figura pertence a este ou àquele partido, a esta ou àquela organização. Nada tenho contra a presença de Edmundo Pedro, antes pelo contrário, trata-se de um resistente anti-fascista que sempre respeitei e continuo a muito respeitar. Nada tenho contra o Hermínio Nunes com o qual nem sempre estive em convergência com os seus escritos mas que reconheço ser um homem que sempre procurou pôr em evidência a luta e os objectivos do Movimento Operário do 18 de Janeiro de 1934. Porém, Carlos Silva, é uma figura que pelas posições conhecidas que tem tomado flagrantemente contra a sua própria classe, não merece minimamente que esteja à frente de uma plateia que pretende debater e ao mesmo tempo homenagear o que foi o grande feito que na Marinha Grande se registou como acção de maior dimensão a nível do país no âmbito do Movimento Operário do 18 de Janeiro de 1934, vai fazer amanhã 83 anos. Lamento, profundamente, que a Câmara Municipal da minha cidade tivesse tomado esta decisão. Quem decidiu, lá sabe porque o fez, sabendo de antemão o ambiente que iria ser criado.
Dou os parabéns ao STIV – Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira que, mais uma vez, com as iniciativas programadas, sabe honrar o acto heróico que amanhã perfaz mais um aniversário e em que tantas mulheres e homens da nossa terra se envolveram.
Viva a luta dos trabalhadores.
VIVA O 18 DE JANEIRO DE 1934»

Autor: Sérgio Moiteiro, ex- presidente STIV

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2 Comentário em “Lido por aí LXXXV”

  1. Ernesto Silva

    Que viva para sempre nos marinhenses este acto heroico do povo marinhense que desafiou a besta fascista. Todos os que amam a democracia não tem que se envergonhar deste acto revolucionário que a todos engrandece porque demonstrou que um pequeno grupo decidiu sem medo enfrentar a força de um Exército que ocupou a Marinha Grande. A história não sendo transmitida aos filhos da Marinha Grande nas escolas acaba por ser esquecida.

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