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«Quem governa a Junta e a Câmara deve garantir que as prioridades são cumpridas. No caso da Moita, devem-se estabelecer compromissos anuais com a Câmara de transferências de verbas adicionais, refletidos nos Orçamentos da Junta da Moita, para assegurar investimentos e atividades, quer sejam eles executados com meios técnicos da Câmara ou adjudicados a terceiros. Mais, em vez de promessas eleitorais e intemporais, deve ser negociado com a Câmara um plano de investimentos para os próximos anos com resultados práticos e datas de execução, independentemente dos investimentos diretos da Câmara na freguesia  que só a ela dizem respeito. A Junta da Moita precisa de autonomia. Nada disto tem acontecido até agora. Não é com um orçamento que apenas cobre as despesas correntes do dia-a-dia  que a Junta deve ser gerida, onde quase toda a verba que a Câmara transfere anualmente é para despesas de pessoal (75.760 euros). Num mandato de quatro anos, apenas num ano é que se faz algum investimento, graças aos saldos de gerência acumulados de anos anteriores em que os orçamentos não se executaram como o previsto e os gastos com atividades e obras vão sendo empurrados para os anos seguintes. É uma gestão de “faz de conta” que vamos fazer, mas não fazem, já para não falar de outros obstáculos que sempre ocorrem por não se ter a devida avaliação dos factos. É do futuro dos Moitenses que estamos a falar e na cobertura das suas necessidades. Por isso espanta-me que na discussão de um tema tão importante como o orçamento (e último deste mandato) para governar a Junta, as forças políticas da CDU e + Concelho nem sequer se fizeram representar em Assembleia. Apresentado o 4º orçamento da Junta de Freguesia da Moita neste mandato, não posso concordar com esta política de gestão autárquica residual e de sobrevivência. Este e os anteriores orçamentos, nunca votei a favor, não por ser do contra como diz o Sr. Presidente, mas porque ao longo deste mandato, em que aceitei e encabecei como cidadão independente, defender os interesses da Moita na Assembleia de Freguesia, sempre achei que os interesses da Moita nunca foram defendidos como deveriam ser. Fiquei incrédulo quando fiz uma crítica construtiva ao executivo pelo stand “vazio” da representação da Moita na Feira de Gastronomia e me respondem que o objetivo foi alcançado porque era mostrar que a Moita “estava a desaparecer”. Fico preocupado, e espero que apareçam novas dinâmicas para gerir a freguesia e todo o concelho. Apelo aos governantes da Câmara que a Moita existe, e que apesar de dar poucos votos na contagem final, os Moitenses têm muitas necessidades que precisam de ser supridas.»

Autor: Jorge Marques, JMG

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3 comentários

  1. Lamento que alguns dos eleitos não apareçam nem para discutir o orçamento.Como pode uma autarquia estar tranquila e calma com o que se passa na freguesia da Moita? Não consigo entender quando já receberam ou estão para receber cerca de 189.000,oo euros com que não contavam referente a juros de mora dos últimos 12 anos referentes a IMI ou IMT e que o governo com mais um empurrão para as autarquias pedalarem, mas não terem os cofres cheios e obra zero. Aquando da prestação de contas lá vamos ler em Caixa e Bancos mais uns milhões em 31.Dezembro.2016.

  2. O Jorge Marques é a boa surpresa da Moita. Uma pessoa discreta mas que se prepara bem e incomoda o poder instalado que nada tem feito pela Moita.
    Parece que do +C a esposa do Logrado (sim, é estranho, mas era ela a cabeça de lista e foi eleita) não aparece e a tb CDU desapareceu.

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