Concerto sem consento

CuriosoCMMG3 Comentários


Está a começar o concerto que se pode dizer que marca a forma como tem sido gerida a cultura aqui na terra: apenas para alguns. Ainda ontem nos foram ‘oferecidos’ bilhetes que estavam disponíveis para quem fosse ‘amigo’. Não podemos dizer que somos fãs do Abrunhosa ou que ele é o cantor de eleição, mas no dia que assinala a luta da classe operária termos um concerto apenas para alguns é a denegação daquilo por tudo aquilo que os que deram a face em 34 lutaram. O concerto de hoje é, no entanto, apenas a confirmação do que tem sido uma gestão casuística, e sem planos da cultura, no concelho. A Cidália poderá ter que ser a candidata pelo PS, à falta de melhor, mas não consegue levar consigo o carimbo da competência ou da capacidade de fazer algo bem feito. Sentimos que estamos a ser conduzidos por quem não tem planos de futuro e de quem vai fazendo as coisas à medida do que é necessário ser resolvido no momento. A câmara está em auto-gestão e, se duvidas houvessem, hoje era ver a quantidade de decisores na conferência onde o Silva, aquele bancário que veio falar sobre o 18 de Janeiro e dos vidreiros, teve uma assistência composta por muitos que deveriam estar a trabalhar, porque para isso lhes pagamos com os nossos impostos, mas que ali estavam a ‘trabalhar’. Quão bom é ‘trabalhar’ sob a capa de assistir a uma conferência! Curiosamente, alguns dos que ali estavam, empregados que são do estado e da segurança social, conseguem ‘trabalhar’ enquanto se limitam a ficar sentados a ouvir o que alguém para dizer! Quando alguns falam nos subsídios que os que nada fazem recebem, talvez devessem começar a falar nos que, ligados à função pública, são pagos por nós para nada fazerem.


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3 Comentário em “Concerto sem consento”

  1. A base eleitoral do PS?
    Verá em outubro que quase desapareceu com tantos e tantos erros cometidos neste mandato.Só quem não anda na rua não percebe que o desencanto é geral e que as pessoas estão fartas de tanta inércia e de tanta falta de ação. Não basta serem boas pessoas para governarem uma autarquia.

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    Tudo irá mudar… quando o Vicente se converter em reformado na praia, a Cidália voltar aos bordados e a Tereza regressar aos comandos domésticos, com a benção de Deus e de todos os marinhenses!

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