18 só em Janeiro

Curioso18 Janeiro1 Comentário


18 de Janeiro de 34 é uma data marcante para a terra e para a luta operária. Todos os anos se comemora o dia e todos os anos sentimos que há aproveitamento político do dia. Se por um lado a câmara chama o ‘seu’ dirigente sindical para uma conferência, do lado do sindicato há sempre uma forte ligação à ‘sua’ central sindical e às ideias do partido ao qual não consegue deixar de estar ligado. Mas isso acontece uma vez por ano. Há uma Casa Museu, inaugurada há oito anos, que poucos sabem que existe. Nada ali acontece. É como que se fosse um local esquecido, recordado uma vez por ano. O 18 de Janeiro acontece apenas neste dia, qual Pai Natal cujo ‘trabalho’ se resume a uma vez por ano. De algum modo o STIV tem sido o ‘dono’ do dia e das comemorações. Mas tem sido também quem nada faz durante o ano para manter viva a lembrança dos que em 34 lutaram. A Casa Museu é, ela própria, uma peça de museu, sem que haja qualquer iniciativa durante o ano, e desde de que foi criada, que alimente a vontade de ali se poder ir. É lamentável que este dia seja esquecido durante todo o ano. Ainda assim, todos os anos a câmara contribui para as comemorações. O ano passado foram entregues 500 euros. Não é muito, ainda mais decidido apenas em Setembro, mas é dinheiro. E foi pensando nisso que fomos ver se para a prova de atletismo que no domingo se vai realizar o sindicato tinha pedido isenção de taxas. Não encontrámos nada nos diferentes agendamentos de reuniões o que faz com que a prova se vá realizar sem que haja isenção das taxas que a câmara cobra para qualquer evento desportivo que se realize nos espaços públicos. Conclui-se daqui que a entidade organizadora não necessita de apoio financeiro, já que nem pedido de isenção de taxas fez (que nestes casos é habitual ser concedida isenção). Quando o assunto dos apoios à organização das comemorações do 18 de Janeiro for discutido será interessante ver-se qual a fundamentação que irá ser dada para se conceder um apoio a quem mostra dele não necessitar e organiza uma comemoração à margem da câmara. É, aliás, interessante ver-se que o programa publicitado inclui algumas coisas programas pela câmara e omite outras, o que é também evidenciador do tom partidário que é dado também por parte do sindicato.


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Um comentário em “18 só em Janeiro”

  1. Ernesto Silva

    Um dos maiores actos revolucionários contra os ditadores. A câmara de cor rosa vê este acto como algo que há que esconder. Para deixar um exemplo aos jovens que um dia serão adultos estranho que a CDU nunca tivesse apresentado este local como um destino a visitar. A Marinha Grande deve muito do seu nome grande a esse acto revolucionário. A história não se pode apagar nem ter vergonha dos seus antepassados. Por isso sabemos o mal estar que alguns que passam junto da estátua do 18 de Janeiro sentem sempre que ali passam. A arma às costas do vidreiro provoca muitos enjoos.
    A parte direita do PS não gosta é uma chatice e foi essa parte que nos caíu a dominar a Câmara. O resultado da sua gestão está à vista de todos. Só os que fazem de cegos não vêem.

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