FAG… até quando?

CuriosoCMMG, FAG22 Comentários


Acreditamos que pôr a FAG em funcionamento seja tão complicado como montar um puzzle. Desde há muito que achamos que deveria ser um evento com patrocínio da câmara, fora do que é tradicional ser feito em termos de apoios, tentando que aquele evento se tornasse num dos cartões de vista do concelho e não apenas de uma colectividade. Infelizmente a câmara contenta-se em ter as Festas da Cidade, tendo deixado morrer a bienal ou mesmo a semana do design (que ainda está por perceber porque surgiu). Mercê dessa falta de apoio / patrocínio a FAG está o que se vê. Sem que se ponha em causa o mérito de quem tenta manter aquele evento vivo, os erros são notórios e os expositores são os primeiros a dar disso conta.

Com um cartaz que não se afasta muito do conceito ‘pimba’, quem ali vai tem que pagar 3 euros para entrar. Não que seja muito, se pensarmos num casal que ali vá apenas uma vez, mas começa a não ser barato para quem ali quiser ir mais do que uma vez. Muitos dos que ali vão para ver os espectáculos gastam o dinheiro no bilhete e, com mais uns ‘comes e bebes’ que possam querer fazer, fica sem ter como fazer despesa nos expositores que ali estão. É por isso que muitos não conseguiram ainda ter no caixa o que lhes permita suportar os encargos que suportam para aqui estarem.

Há depois a falta de manutenção que é também notória. Quem ali for poderá ter que levar papel higiénico porque nos sanitários ele falta. Poderá também querer levar galochas para não molhar os pés na água que jorra por sítios de onde não devia jorrar sempre que se puxa o autoclismo. Os cento e poucos euros que os expositores pagam pelo espaço, reembolsado em parte por aqueles que vivem mais longe, não é fácil de recuperar quando se vê que poucos são os que ali param para fazer despesas, e esse deverá ser um dos motivos que leva a que os que ali expõem sejam quase todos novos, porque os outros já não quiseram ir e estes dizem ali não voltar.

Na parte da restauração, os mais de setecentos euros pedidos às colectividades que já ali estiveram fazem com que agora não tenham querido ir. Pagar mais de setecentos euros por uma semana equivale a quase três mil euros de renda mensal, valor que poucos estabelecimentos conseguem fazer face. A opção de isentar os que podem estar ali pela primeira vez em prejuízo dos que já estiveram nos anos anteriores poderá não ter sido a mais ajustada.

Há, para além disso, o que se vê ser o ‘investimento’ que as Juntas fazem no próprio evento. Os ‘stands’ da Moita e da Vieira em nada prestigiam aquelas freguesias. O da Moita nada tem e o de Vieira insiste em manter o panelão de ‘arroz’ e uns carapaus! Os fregueses mereciam melhor representação.

Por tudo isto, é pena que a câmara não assuma aquele evento como sendo seu, apoiando bem mais do que apoia, ajudando a que o que nos parece serem erros graves, que põem em risco o futuro do evento, não tenham que ser cometidos. Vale a pena ir à FAG mas há coisas que poderiam ser corrigidas e, se quiserem manter o evento, haverá que repensar alguns aspectos, tendo a câmara um papel preponderante no que poderá ser o futuro daquele certame que, perdoem-nos os que dão o seu melhor para conseguirem por em funcionamento o que ali está, devia ser abraçado pela câmara como um filho e não apenas como mais um ‘enteado’ de quem nem se gosta muito.


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22 Comentário em “FAG… até quando?”

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    Se o da Moita não tem nada, está a representar com todo o rigor a Junta de freguesia que a representa com o não trabalho que desempenhou. Eu não vi o “stand”, também não vou pagar € 3,00 para nada ver.

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    Olhe caro comentdor hoje e amnha pode ir ver a fag porque a não paga nada. E no dia que o municipio considere este evento de intetesse municipal acompnhado de um investimento principalmente em material de montagem que servia para este e para outros eventos a fag poderia abrir as portas a toda a gente

  3. Ernesto Silva

    Não queiramos o impossível porque quem garante a segurança dos multi bancos no País?
    Todos os dias os rebentam à bomba. Costuma dizer-se que quem vai para o mar havia-se em terra. Aliás existe uma não muito longe na clínica veterinária.

    1. Curioso

      Caro Ernesto Silva. Parece-nos que o comentário sobre o multibanco tem a ver com a impossibilidade de o bilhete ser pago por multibanco. De qualquer modo, um espaço como aquele merecia que existisse uma caixa multibanco no interior. Claro que se nem as casas de banho estão com manutenção, dificilmente se poderá esperar que alguma coisa mais exista.

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    Concordo que a FAG poderia ser mais e melhor… e deveria sê-lo com a intervenção directa da Câmara… que poderia fazer uma espécie de fusão entre o que o foi a FAE e o que é hoje a FAG… teriamos uma FAEG… claro que isso implicaria reformular todo o conceito da actual FAG, desde logo a liderança da Organização que teria de passar para a Câmara, sendo um evento financiado pela Câmara, ainda que pudesse ser gerador de receitas (para fazer face ao investimento do próprio evento ou para outros fins, por exemplo para manutenção e requalificação permanente do próprio espaço…) através, por exemplo, do aluguer de espaços (stans, restauração, etc.) ou de publicidade. As entradas (que podem ser pagas) deveriam ter descontos/isenções para Munícipes, Séniores, Crianças e Grupos organizados…
    Além do cartaz de artistas (que teria de melhorar muito) haveria que também investir em Publicidade a nível nacional… nas televisões, rádios, jornais, e redes sociais… porque este tipo de eventos atraem público de todo o país… basta, por exemplo, ver a quantidade de excursões que nestes fins de semana vão passar pelas inúmeras Cidades e Vilas que organizam algum tipo de evento deste género…
    Quanto ao posto de MB poderia lá estar especificamente nestas datas, houvesse um acordo com algum Banco para isso!

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    Caro curioso o sr. Ernesto silva disse algumas verdades/realidades acerca do multibanco na fag. Está certamente recordado que durante muitos anos a fag teve esse importante serviço. Então o multibanco não está lá porque as coisas mudaram e as verbas exigidas pelos bancos para colocação deste serviço são demasiado elevadas, completamente incomportáveis. Para conhecimento o presidente da Câmara Álvaro Pereira chegou a intervir nisso e nao foi possivel, a organização tentou com outros bancos e nada feito. Mas alguns expositores, incluindo coletividades já possuem umterminal ATM, isso já facilita. Amigos os tempos mudaram, e olhem que emalguns casos não mudaram para melhor

    1. Curioso

      Caro anónimo. Possivelmente não teremos escrito de forma a que transmitíssemos o que pensamos. Deixe-nos esclarecer. Não pomos em causa o que o Ernesto Silva disse. Sabemos dos perigos que existem hoje em dia mas achamos que a câmara, proprietária daquele espaço, deveria ter já conseguido obter forma de ali estar uma caixa multibanco, ainda que tivesse apenas dinheiro em momentos que aquele espaço fosse utilizado (que seria uma ou duas vezes por ano). Se há 13 mil euros para por umas luzes de Natal que envergonham quem aqui vive, não haverá dinheiro para colocar ali uma caixa multibanco? Quando refere que o ex-presidente chegou a intervir nisso, terá sido isso uma ajuda ou um entrave?! Claro que se temos uma câmara que continua a ter um site com uma funcionalidade, a de enviar reclamações ou sugestões, que ainda não funciona, não se pode esperar muito mais em termos de criar condições que facilitem a vida a quem aqui vive.

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        Caro curioso neste contexto concordo plenamente, eu so queria dizer que os bancos não querem arriscar e exigem uma verba muito elevada apenas durante qualquer evento, e a organização não consegue sozinha.

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    Caro anónimo das 11.45 h fala muito bem, mas será conhecefor de toda a realidade da fag desde há 29 anos a ezta parte!? Sim!……..? Agora que a criança cresceu, já podia passar para a Câmara! Isso é, será?bom sinal?!!!??Pois depende de quem está debaixo do anónimo. Depois de tantos anos de voluntariado e carolisse, teimosia! Olhe acredita que os funcionários da Câmara a fariam melhor!? Ideia há muitas e ainda bem! Surgirem ideias significa que as pessoas estão atentas. Se a casal galego custa xx, a Câmara custaria mais de uma ou duas duzias de xx. Acha que o pessoal da Câmara aindaria lá aquele número de horas noturnas à borla!? Como o anonimo andaria ou eu. Os autarcas sabem que esta é também uma forma de subsidiar associação que presta um grande serviço social a esta terra e dá emprego a algumas pessoas. Pois é já está quase tudo inventado, no entanto a sensura acabou, as opiniões são livres.

  7. Ernesto Silva

    A FAE foi um bom exemplo levado a cabo por uma grande colectividade que merece ser sempre lembrada. Casal Galego continua a ser um bom exemplo desta cidade que merecia ser copiado por outras colectividades. Por isso merecia um maior apoio por parte da Câmara Municipal. Mas esta demonstra que ao não devolver IRS que o governo lhe devolve para esse fim prefere guardá-lo. Como pode então distribuir aquilo que lhes dão?
    Falta de solidariedade ou então o presidente da Câmara desconhece o sentido que norteia os marinhenses em todos os actos da vida. SOLIDARIEDADE para com quem precisa. O 1º acto para começar a desenho Orçamento de 2017 foi atirar para cima da mesa a actualização da água e saneamento. è que estamos tão bem servidos destes dois temas que o que há a fazer é actualizar a prestação da água e do saneamento. Não há dúvidas que este homem só sabe olhar numa direcção das taxas e das taxinhas.

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    Ew so palermices.. o que é dito. façam alguma coisa com a vida e nao critiquem sem nexo

  9. Ernesto Silva

    A propósito do recebimento de 5% do IRS cobrado na Marinha Grande ele representou mais de 3 milhões de euros e foi atribuído de mão beijada. Em 2014-1.323 e em 2015-1725. Temos conhecimento que muitos concelhos no País e no distrito de Leiria devolvem uma parte daquela percentagem em alguns casos atingindo 1,5% do valor recebido. Quando uma autarquia não devolve uma parte do que recebe sem trabalho pois quem trabalha são os contribuintes e que ainda tem que preencher a declaração de IRS, são um conjunto de gananciosos que desconhecem a palavra solidariedade em tempos de crise, portanto difíceis de suportar para quem paga e é mal servido pela autarquia local em todos os domínios, incluindo a falta de resposta às preocupações de cada cidadão.

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    Uau….
    Não há papel higiénico nos wc’s e quando puxamos o autoclismo parece que estamos nas cataratas do Niágara … E a malta ui está preocupadíssima com um ATM … Quando precisar de ir ao wc levo uma ATM … Nao sei o que é, mas pela prioridade dada ao debate nas condições primarias a ter na FAG , deve ajudar uma pessoa nas horas aflitinhas , deve dar papel, servir de canoa e impermeável … Estamos lá marinhenses ….

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    FAG até quando? Li comentários de todo o género, mas desculpem que vos diga o seguinte:
    – a câmara municipal não faria melhor certamente;
    – a falta de papel higiénico esporádica pode acontecer, até nas nossas casas, agora que há papel, há;
    – o cartaz é pimba? Pois, há de tudo e foi uma preocupação da organização ser transversal na escolha dos artistas, podem é no agradar a todos, temos pena;
    – multibanco? Existem tpa’s disponíveis nos stands, ou levantem primeiro o dinheiro;
    – algumas coisas ditas, roçam a falta de respeito por aqueles colaboradores da associação de casal galego que muitos tiram férias para estarem disponíveis para a Fag.
    – bilhetes a três euros? E depois? Também pagam para ver futebol, teatro, cinema, etc. Quando a fag é um evento anual e se questiona o valor a pagar, até porque existem dois dias com entradas gratuitas
    – sei do que falo porque pertenci à comissão durante dois anos, e claro, todos sabemos que a Fag tem vindo a melhorar de ano para ano e precisamos de ideias construtivas e não destrutivas, até porque quem fala desta maneira, deveria de defender o que é nosso e não mandar abaixo.

    – Quanto aos stands das freguesias, são pormenores que só às freguesias dizem respeito;

    A Fag, até quando? Sempre com o apoio de todos os marinhenses, irá melhorar.

    Um bem haja a todos os colaboradores da associação, social,, desportiva de casal galego

    1. Avatar

      não podia estar mais de acordo contigo!De facto há malta que se especializa em escrutinar para encontrar algo de menos bem para poder julgar e fazer questão de menosprezar o trabalho dos outros.Adianto o seguinte:quando sou convidado para um jantar de amigos não me preocupo muito com a perfeição da refeição pois o objetivo principal é estar com esses amigos e o repasto é pretexto.Neste caso particular bem haja a quem tem iniciativa!!!Não costumo ir…mas quem está ligado ao associativismo tem muito valor.Deveria ter o suficiente para não ser julgado a cada passo que dá.Acho!!

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      Há papel? Foi ao wc das senhoras? Se na sua falta na minha nunca faltou e isso é uma desculpa que não tem pés nem cabeça.
      Três euros não é muito de fato mas assim eu vou lá só uma vez porque não posso ir todos os dias em que pode haver entrada grátis.
      Fui lá e também não vi ninguém a fazer compras nos artesãos.

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      Mas o Leandro está á espera que aqui se elogie e agradeça alguma coisa? Aqui é só o bota abaixo, é este o modo de vida desta gente.8

      1. Curioso

        Caro anónimo. Aqui não é só o ‘bota abaixo’ como refere. Aqui têm-se opinião que não tem que ser coincidente com os que acham que há desculpa para tudo. Leu alguma coisa que tivéssemos escrito que não fosse baseada em factos? É que o que escrevemos baseou-se não apenas no que pensamos mas essencialmente no que ouvimos dos muitos expositores com quem falámos e em factos. No resto, leu da nossa parte algo que não fosse enaltecedor de quem tem conseguido manter aquele evento? Se os aspectos menos bons que apontámos são entendidos como ‘bota abaixo’ e não como criticas que, podendo ser corrigidas, poderão dar melhor qualidade ao evento, então deixe-se estar porque é por esse tipo de comportamento que temos o país como temos. Ler nas criticas o que delas pode ser aproveitado para melhorar é sinal de inteligência; ler nelas ‘bota abaixo’ é conformismo. Conformados não somos porque queremos sempre melhor do que o que a mediocridade com que alguns se bastam.

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    Continuo sem perceber o querem os marinhenses afinal… Se não há eventos criticam… Se os há não aderem pk acham caro… Apesar de não ser do meu agrado grande parte do cartaz eu fui à FAG porque acho é um evento a manter, tem de se ajudar. O associativismo não pode morrer… Senão a Marinha de pouco… Passa a não ter nada! Não consigo entender porque é que as pessoas não aderem às iniciativas das colectividades.

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    A única coisa que eu criticava era o facto de pagar entrada para ir à restauração, se isso foi corrigido, para mim não há nada que aponte

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    Ao anônimo que referiu a existência da FAG desde ha 29 anos: tudo certo, mas são 26 anos e 27 edições. Também concordo que a câmara não faria melhor. Casal Galego tem trabalhado de forma exímia. Infelizmente nem todos trabalham por amor à camisola (ainda que a maioria o faça, na graça do senhor). Ha quem tenha utilizado a colectividade como rampa de lançamento para a vida política, se é que me faço entender. Ha toda uma dinastia de interesses que tem marcado as sucessivas Direcçoes de Casal Galego desde ha uns 20 anos para Cá, fazendo com que parte das “carolas” ( como a elas se refere a sra presidente da junta no jornal da marinha grande) se tenham de algum modo divorciado da colectividade. A propósito, podemos falar do facto do sr presidente ter entregue o prémio de mérito e excelência da associação à sua própria mãe em Março último? Dizem as más línguas que não foi coincidência, mas tenho a certeza que terá sido.

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