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too_late_2Na Assembleia Municipal da semana passada ficou claro o respeito que os serviços da câmara, e alguns autarcas, têm por aqueles que aqui querem investir. Sabe-se que há um problema com as alterações que têm que ser feitas no PDM para que algumas empresas possam conseguir ser legalizadas. Sabe-se também que há empresas que se não lhes forem facilitados os procedimentos, irão para outros locais onde a burocracia é menor. O que na sexta se ouviu na AM é demonstrativo de como a câmara está de costas voltadas para os que aqui querem meter dinheiro. Os britânicos são conhecidos pela pontualidade e essa deverá ser uma das maiores virtudes que alguém pode ter. Não esperar nem fazer esperar é bonito e mostra respeito. Mas isso são os britânicos! Alguém na câmara agendou uma reunião para as 10 horas com o Vicente tendo-se deslocado aqui à terra um dos principais responsáveis de uma empresa, que tem investimentos em vários países, para poder discutir com quem manda o problema que a empresa tem pela frente. A empresa é uma que, além do que já tem, quer fazer um investimento avultado aqui na terra, com manutenção e criação de postos de trabalho. O esperado seria que à hora marcada o Vicente estivesse ali para poder reunir com ele. Não estava! Ou melhor, não esteve nem à hora marcada nem noutra hora! O director geral de uma empresa que tem mais empregados que a câmara tem funcionários, que gera mais dinheiro do que a câmara tem no orçamento, desloca-se de França para falar com o Vicente e é atendido, uma hora e meia, depois por uma técnica! Claro está que a decisão da empresa de ficar aqui na terra dificilmente será entendida depois da forma como o máximo responsável pela autarquia o tratou e tratou o assunto. Poder-se-ia até dizer que houve erro no agendamento e que àquela hora estava a decorrer a reunião de câmara mas será que uma reunião da qual poderia ter resultado o investimento de milhões aqui na terra não era motivo bastante para que a reunião fosse interrompida? Será que os demais vereadores não iam entender a interrupção? Parece-nos que a resposta é óbvia. Com esta forma de agir, bem que podem criar programas de incentivo ou tornar a terra a capital do design! Se a empresa, como é previsível, sair daqui estamos para ver que justificação irão dar.


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12 comentários

  1. Este executivo mostrou o que vale. ZERO.

    Incentivos? Este ano ainda não decidiram quais os incentivos que vão dar às empresas. Estamos em outubro de 2016… Faltam menos de dois meses para acabar o ano.

    DEMITAM-SE. NÃO TÊM CAPACIDADE NEM COMPETÊNCIA PARA OCUPAR O LUGAR.

  2. Face à notícia lamenta-se esta atitude de quem não tem responsabilide com ninguém, nem mesmo com a autarquia que lhe paga o vencimento. Se não são capazes de pôr à disposição dos investidores novas zonas industriais o que entender esta forma de não estar com o que a autarquia lhe exigia que estivesse. É a democracia que eles querem demonstrar no seu dia a dia. É para se ir fazendo e não para se fazer. Tempo é o que não falta e com cofres cheios está tudo resolvido.

  3. Lastimável.
    Isto foi denunciado na Assembleia Municipal? Quem teve a coragem de denunciar esta pouca vergonha?
    E o que disseram os Presidentes, o da Câmara e o da AM?
    E os senhor deputado João Paulo Pedrosa não atacou quem teve a ousadia de fazer tal cabala?

  4. Esclareçam-se os factos:
    1. A Empresa em causa é a Bourbon;
    2. As Reuniões de Câmara estão marcadas desde Janeiro (quinzenalmente), pelo que a Agenda do Senhor Presidente é gerida em conformidade, e assim sendo para esses dias não são marcados atendimentos;
    3. O Senhor Presidente não controla a Agenda dos Senhores Chefes de Divisão ou Técnicos que, dentro das suas competências próprias, pode também fazer atendimentos a Munícipes que o requeiram a título dos seus processos a decorrer ou a prestação de qualquer outra informação;
    4. O Senhor Presidente não recebeu qualquer pedido de atendimento por parte desta Empresa, sendo que o mesmo foi agendado com a Senhora Chefe de Divisão;
    5. Na referida Reunião de Câmara, efectivamente, a Senhora Chefe de Divisão do Ordenamento do Território foi chamada, em conformidade com o que estabelece o Regulamento próprio, a prestar esclarecimentos ao Executivo o que a impediu de cumprir normalmente com a sua Agenda de trabalho;
    6. Em nenhum momento da Reunião de Câmara o Senhor Presidente foi informado da presença de qualquer Empresário, de nacionalidade portuguesa ou estrangeira, para atendimento;
    7. Todos os Empresários (residentes ou estrangeiros) são sempre bem-vindos à Marinha Grande, como aliás ficou bem patente nas intervenções e na presença do Senhor Presidente na Semana dos Moldes e toda a colaboração prestada à Organização da mesma por parte da Câmara Municipal.

    • O Sr Presidente não pode agendar reuniões para os técnicos e chefes de divisão que estão a trabalhar para ele? Na empresa onde eu trabalho, se o patrão disser que às 16h30 da próxima sexta-feira haverá uma reunião com um cliente e eu tenho de estar presente, eu estarei na reunião, nem que tenha de parar o trabalho que tenho em mãos.
      Aqui se vê o que de pior há no funcionalismo publico, principalmente a nível autárquico.

  5. Uma vergonha por mais que o padre venha aqui justificar como faz no comentário anterior.
    Gerir uma agencia de viagens não é bem a mesma coisa.
    Viver com o dinheiro dos outros é fácil.
    O Vicente, a Tereza e a Cidália toda a vida foram funcionários públicos pelo que necessitavam de passar alguns anos no privado para saberem o que a vida custa.

  6. O ex-padre é um dos cúmplices das asneiras que são feitas por este executivo.
    Quando se vai confessar tem muitos mentiras para dizer.
    É muito ordinário!

  7. Em dia de festejarmos a implantação da República verificámos que o Presidente da República chegou às cerimónias protocolares em Lisboa com cerca de 15 minutos de antecedência. Os negócios possíveis estão sempre em primeiro lugar do que qualquer reunião onde se vai “serrando” apenas presunto. Tretas antigas de que nem a situação do País os obriga a andarem mais rápido. Em tempos qualifiquei este governo local de califado mais precisamente em 17/7/2014. Eleições antecipadas precisam-se. Não viria mal nenhum ao Mundo se devolvessem a palavra aos votantes. Mas o o que assistimos é que eles tem medo de perder o lugar que deve ser de todos. Não existem medos em democracia. Que viva a República e que nos orgulhemos daqueles que lutaram por ela.
    5 de Outubro de 2016.

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