Opções

Categoria JFMG by Curioso8 Comentários


Não temos ainda informação sobre o número de pessoas que visitaram a Feira do Livro durante estes dias. Acreditamos que entretanto saia informação aos fregueses sobre esses números. Não nos cansamos de repetir que aquele evento é útil – que faz lembrar uma das promessas do PS que está por cumprir – mas não deixa de ser merecedor de alguns reparos. Chegámos a pensar que a ideia de realizar aquele evento em tendas tinha a ver com alguma dificuldade em poder fazer o mesmo num dos edifícios que são da câmara e que estão subaproveitados. Hoje ficou-se a saber que não! Foi mesmo por opção. Essa opção, podendo ser legítima, não deixa, no entanto, de levar a que se coloquem algumas questões. Havendo espaços públicos onde o evento poderia ter sido realizado, a opção de realizar uma mostra de livros, artes e música nos moldes em que foi não será uma que terá levado a que se efectuassem despesas evitáveis? Não sabemos qual o custo do aluguer das tendas (que presumimos inclua montagem e desmontagem) mas não teriam os fregueses ficado mais bem servidos se o dinheiro que foi gasto naquele aluguer fosse usado noutras coisas com uma mais-valia duradoura para todos? A opção de fazer aquele evento nas tendas teve o apoio do ‘S. Pedro’ que ajudou com o tempo mas teria sido uma boa opção se a chuva e o frio tivessem estado presentes? Acreditamos que a Junta irá revelar quanto custou o aluguer das tendas e aí ficar-se-á a saber o que poderia ter sido feito com esse montante, mas nem por isso deixa de ser estranho que se tomem certas opções. Entende-se que cada órgão autárquico queira marcar pontos junto dos que votam e isso leva a que haja sempre a tentação de não misturar o que uns fazem com o que os outros põem em marcha mas será isso o melhor para o concelho e para os fregueses? Se por um lado a Junta se queixa da falta de dinheiro, por outro opta por realizar despesas que poderiam ser evitadas. No fundo, são opções deste tipo que permitem que se faça uma distinção clara entre o que é a gestão dos diferentes órgãos autárquicos e é isso que permite que se perceba porque razão a câmara tem, neste último ano, uma gestão tão próxima à de uma Junta. Há hábitos que, não fazendo o monge, mostram que ele nunca deixou de está lá.


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Comentários

  1. Avatar

    O espaço de recepção do NAC servia perfeitamente… complementado com Auditório…
    Se nesta terra os eventos não fossem partidarizados e não houvesse uma competição pouco saudável entre a Junta Freguesia e a Câmara as coisas poderiam ser diferentes…

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    Caro curioso e caros anónimos, agora deu-lhes para isto! A Câmara não faz! A Junta faz e os senhores que pensam que sabem tudo, não satisfeitos, insistem que ah que del´rei a Câmara e a Junta e tal e tal! Porventura o Jardim Luis de Camões não merece ser dinamizado! E as tendas e o valor das tendas! E a Junta de Freguesia que se lamenta de falta de dinheiro etc, etc, O valor das Tendas!!??? Nem imaginam foi uma fortuna incalculável!
    A Junta agradece as criticas mas não feitas desta maneira! Mas qual eventos paratidarizados qual quê? Todas as Juntas de Freguesia do País têm direito aos seus eventos! Porque será que esta não tem!? Já agora
    Não invente o que não é inventável! Ou está a fazer uma qualquer politica partidária e/ou independente, ou percebe menos das coisas do que aquilo que eu pensava! Mas não eu sei que percebe, quer apenas desviar as atenções para outro lado, e isso faz minimizando a qualidade dos eventos da Junta!

    1. Curioso Author

      Caro anónimo. A menos que tenhamos que dizem ‘amen’ a tudo o que a Junta ou a Câmara façam, podemos opinar sobre o que é feito e tecer as criticas que achamos que se justificam. Claro que poderá preferir que façamos como em alguns locais onde a opinião é limitada aos detentores do poder, mas parece-nos que nem na câmara nem na junta há defensores desses regimes. Quanto ao que refere, tem razão, não imaginamos o valor e se foi ou não uma fortuna incalculável. É provável que possamos estar errados quanto ao custo e quanto ao que poderia ter sido feito mas isso ficar-se-á a saber quando forem revelados os números. Relativamente a poder fazer, não só pode como deve mas isso não significa que não possa ser encontrada uma forma de melhorar. Não cremos que quem gere a Junta não saiba ler o que possam ser contributos para uma visão diferente do que pode ser feito. A qualidade dos eventos, deste em particular, é, como referimos, de notar mas isso não significa que nos contentemos com o que existe e que não aspiremos por mais e melhor e, em especial, por uma valorização das infra-estruturas existentes no concelho tão votadas ao esquecimento por parte de quem manda.

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    Caro Curioso, desde já os meus parabéns, vejo que aproveitou com astucia as minhas palavras! É a vantagem de saber com quem se fala e de ter a certeza que a informação é fidedigna. No entanto, denoto que de feiras do livro, artes e musica percebe pouco sendo mesmo pouco culto no assunto! Já visitou outras feiras do livro por esse país fora? pela Europa? ou pelo resto do Mundo? Por exemplo a feira do livro de Lisboa é no Centro Cultural de Belém ou em algum espaço fechado? Será que quem faz as feiras do livro por esse mundo fora faz tudo errado? a cultura só é valorizada se for a quatro paredes? Trouxemos ao Jardim de Camões desde fado a teatro, literatura e debate, canto, coros e orquestras. Todas as actuações foram bem recebidas, nenhum artista se recusou por ser numa tenda! quanto aos custos, posso lhe adiantar que a feira do livro faz parte das opções do plano desta Junta de Freguesia, foi devidamente orçamentada e o orçamento foi aprovado por UNANIMIDADE em sede própria. A prestação de contas do ano corrente acontecerá na assembleia de Abril de 2017 e mais uma vez parece-me que quem escreve sobre estes assuntos deveria comparecer ás assembleias, ficava muito mais esclarecido. As nossas assembleias decorrem no nosso edifício, na nossa modesta sala, quase a cair, não sei se é digna o suficiente….
    Outra coisa, o Jardim de Camões é espaço da CMMG, a Feira do Livro teve o apoio e a autorização da autarquia, decorreu em parceria com a mesma, logo se tivéssemos a pretensão do evento ser noutro espaço não vejo que a CMMG se opusesse. Mas o objectivo é que esta seja uma feira e não um espectáculo numa sala como tantos outros. Claro que, sendo nós pessoas que pensamos queremos que os eventos que são organizados pela Junta seja vistos como sendo da junta ou acha que havia alguma vantagem em serem confundidos com a CMMG??? nem mesmo para a população que deve saber o que faz cada um dos órgãos, agora daí achar que é esse o nosso propósito vai uma longa distância.

    Se me permite deixo-lhe um conselho: venha às nossas assembleias, para estar mais bem informado e para o ano visite a nossa Feira do Livro, não vai estar ampliada mas melhorada estará certamente! Não a nível de infraestruturas mas culturalmente, que é esse o nosso objectivo. Vai ver como ela é agradável a todos! A feira continuará no jardim até porque : “cada macaco no seu galho”!

    1. Curioso Author

      Cara Lara Lino. Muito provavelmente percebemos pouco de feiras do livro mas aquelas que frequentamos são todas, tanto quanto a memória nos permite recordar, feitas ao ar livre. A imagem abaixo é disso exemplo. Os expositores têm ‘tendas’ ou ‘barraquinhas’ que são usadas por cada um dos expositores. Cá foi feito num espaço fechado com as ‘paredes’ das tendas. Se for para se fazer comparação entre as realidades que deu como exemplo e o que aqui se fez, a comparação é quase impossível de ser feita.
      No que diz respeito às despesas, não pusemos em causa que não tivesse tudo sido feito de acordo com o que estivesse aprovado nem quisemos atribuir culpas a alguém em concreto. Sabemos que foi aprovado por unanimidade o que leva a concluir que todos os que aprovaram têm uma visão diferente daquela que nos parece ser a correcta. Note que com isto não queremos dizer que somos nós quem está correcto. Temos uma opinião diferente e por isso escrevemos que se trata de opções. A nossa não seria a que foi adoptada.
      Se achamos “que havia alguma vantagem em serem confundidos com a CMMG”? É-nos indiferente. Não vemos os órgãos autárquicos como entidades que devam degladiar-se entre si por protagonismo ou para que reclamem a autoria disto ou daquilo. No programa eleitoral do PS está a promessa de criação de uma feira do livro e não vemos qual o mal de poder ser conciliado tudo de modo a que se faça uma grande feira do livro, com expositores de fora do concelho, que permita que a feira possa passar a ser conhecida fora dos limites da terra em vez de ficarmos com uma pequena feira do livro, feita dentro do que uma Junta de Freguesia pode fazer. Se é uma feira do livro organizada pela freguesia, pelas freguesias, pela câmara ou por todas em conjunto é-nos indiferente conquanto o que possam trazer ao concelho seja melhor. Veja o que acontece com a FAG que, sendo organizada por uma colectividade, tem a participação de todos os órgãos autárquicos e tem sido isso que tem permitido que tenha vindo a ganhar nome e a crescer.
      Agradecemos o conselho mas já fazemos isso há muito. Lamentamos que ache que é “cada macaco no seu galho” porque isso significa que nada do que possa ser dito é entendido como critica construtiva e que a opinião dos fregueses não conta mas tão somente aquilo que os eleitos acham.

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    Caro Curioso, a nossa feira não pode ser feita em “barraquinhas” pois a largura do jardim não permite! Também lamentámos que não fosse possível!
    Quanto à frase “cada macaco no seu ganho”, percebeu-me mal, refiro-me a que feiras devem ser em tendas, ao ar livre, de entrada livre, espectáculos por si só são em casa de cultura, auditórios! Acredito e entendo que temos sempre muito a aprender uns com os outros, que as criticas devem ser construtivas e não apenas para gerar likes, comentários e protagonismo! Como referi também nós elaborámos a feira em parceria com o município! Nunca duvide que o nosso principal objectivo é servir a freguesia, mais e melhor, que ouvimos a população e que estamos sempre junto da mesma, nos lugares, nas colectividades, na rua, no jardim!

    1. Curioso Author

      Cara Lara Lino. Há mais jardins e parques para além daquele.
      Em momento algum duvidámos que o principal interesse é servir a freguesia. Se isso alguma vez nos tivesse passado pela cabeça, acredite que já o teríamos escrito. Parece-nos redutor afirmar-se que as feiras têm que ser feitas em tendas ou ao ar livre até porque, como pudemos constatar nas vezes que ali fomos, em momento algum estivemos ao ar livre. Parece-nos que as feiras devem ser feitas nos locais onde propiciem melhores condições aos que expõem e aos que a visitam. Veja o exemplo de Aveiro na imagem abaixo. Parece-nos menos correcto estabelecer como paradigma o que se faz em Lisboa e tomar isso como única solução ainda mais quando, pelas condições que referiu existir que são impeditivas de colocar as tendas de outro modo, o exemplo não pode ser seguido.

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    Caro curioso não me diga que a camara prevê fazer um feira do livro!? Há quantos anos!? Há quantos mandatos!? Naturalmente que está no direito de emitir a sua opinião, é claro a mesma vale o que vale! Onde foi que não percebeu que Feira do Livro é feita neste jardim por opçao!? Efetivamente os que estão atualmente à frente do município (e olhe que não me refiro a presidente e vereadores) mas sim aqueles que já cheiram a bafio querem à fina força abafar a Junta, sempre que nasce uma ideia para um evento mesmo pequeno dizem: ah a junta não pode fazer isso, porque nós já tinhamos pensado nisso! Depois de dada a minha opinião nao quero deixsr de lhe dizer(ao senhor (a) quem qyer que seja (aqui para nós que ninguém nos ouve.(este poste correu—lhe bem! Ficou a saber mais umas coisitas…..continue !
    E ainda mais uma questão que já me esquecia! Ainda bem que a Junta deu opotunidade a algumas pessoas de todas as idades, desde a idade zero
    até à última idade a oportunidade de durante 9 dias verem ao vivo espetáculos de qualidade alguns já deveriam
    ter ido à casa da cultura há muito tempo. Mas… enfim a responsavel deste departamento só traz grupos a seu gosto
    Até me admiro da raposa velha ainda não lhe ter “apertado os calos”

    Até amanhã!
    Comente sempre!

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