Do outro lado

CuriosoJFMG8 Comentários


jfmg2_1Muitas são as vezes em que sentimos que a câmara e as juntas estão isoladas do resto do mundo que as rodeia. Tantas são as vezes em que se nota não existir uma interacção entre os diferentes órgãos autárquicos. Está a decorrer a Feira do Livro. É um evento interessante que merece ter continuidade mas há coisas que são difíceis de entender. É nesta parte que sentimos que quem manda fica do outro lado do muro. A feira está instalada em tendas (que esperamos não sejam como as do mercado que vieram para ficar) o que é normal. Outras opções poderiam ter sido encontradas que não dessem aquele aspecto mas entende-se que possa ter sido uma das opções. Além dos livros, tem existido alguns espectáculos. De entre a diferente programação há aquela que se entende que possa ali ter lugar mas há espectáculos que mereciam mais do que uma tenda e um punhado de cadeiras para receber uma dezena de pessoas. Não se consegue entender porque motivo, tendo a terra sala de espectáculos, anfiteatros e salas com maior dignidade se opta por fazer ali o que merecia estar a ser realizado noutros locais com maior dignidade. Naturalmente que poderá haver explicações que podem ser encontradas e mesmo dadas mas nenhuma delas consegue explicar porque motivo se colocam fadistas a cantar numa tenda quando se poderia ter aproveitado a oportunidade para encher uma sala com pessoas interessadas em ouvir! Os que estão do lado de lá do muro, onde se tomam as decisões, parecem às vezes tomar decisões que não se compreendem.


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8 Comentário em “Do outro lado”

  1. Ernesto Silva

    A diferença está que os marinhenses antes do 25/4 faziam-nas com o seu sacrificio pessoal e as visitas a essas feiras sobretudo no Operário por cima do Benjamim eram um êxito. Havia a necessidade de lutar e a feira do livro era uma das formas. Na comunidade marinhense assiste-se à abertura de muitos espaços com esse fim mas passado o foguetório elas encerram as portas e passam e ser um sinal de investimento apenas. Não acrescentam nada à cultura porque não existe quem a anime, quem a divulgue. Os edifícios são construídos, alterados porque é chique dizer-se que tem uma casa disto ou daquilo, museu, seja o que for. Resultados desse investimento nunca são pesados ou analisados. Na prática alguém teve um pensamento, um click, e vamos a isto, mas pergunta-se o que é isto este desejo súbito? A quietude pousa novamente sobre o pó levantado e tudo como continua como dantes. Parabéns pela realização da feira à Junta de Freguesia independentemente do local.

    1. Curioso

      Caro Ernesto Silva. Tal como referimos, é um evento que achamos dever continuar mas parece-nos que poderia ser-lhe dada mais dignidade do que umas tendas no meio de um jardim, tão à moda do mercado.

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    Embora, tenha sempre evitado fazer comentários acerca de muita coisa que se faz e passa na nossa (minha) terra e porque a feira do livro é uma iniciativa de cariz popular, não posso deixar de tecer alguns comentários sobre a mesma. Primeiro acho justo realçar que esta manifestação cultural, salvo erro ou omissão foi iniciada e continuada por duas pessoas que não sendo licenciadas, não precisaram de tal, para fazer algo válido no campo cultural, pois para isso como em tudo na vida basta ter capacidade e ser capaz. Por isso os “simples” CHICO e ISABEL FREITAS estão de parabéns. Quanto á dignidade, ou até á envergadura que esta iniciativa poderia e deveria ter em termos físicos e logísticos, isto é um pequeno grande exemplo, de como funcionam e têm funcionado os órgãos “mandantes” desta terra. Com tanta sala e salinha, museus de homenagem duvidosa e até um cubo de vidro , que mais se assemelha a um cubo de gelo, porque é que não se disponibiliza outra estrutura para tal evento? No dia em que todos os “mandantes”, fazendo jus ao que dizem em períodos eleitorais, assumirem que ao ser eleitos, se entregam á causa pública e se entregam ao serviço da comunidade, tudo será diferente……….. até as pessoas! CRISTIANO CHANOCA

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    Realmente…. Com o edificio da resinagem às moscas, com um jardim interior e um auditório… Enfim podiam aproveitar para a feira do livro ser naquele sítio….

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      Ora, ora. Não acha que isso seria pedir demais? Qualquer dia, até se começa a aproveitar adequadamente os recursos existentes na terra.

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    Subscrevo em 200% a sugestão da Sussu Almeida… O jardim interior é um espaço adequado a uma feira do livro, assim como a recepção do NAC é o auditorio serviria para os espectáculos… podendo haver um de destaque na CC.
    Mas para isso era preciso que houvesse diálogo entre Junta e CM.

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    Senhor anónimo, sr curioso, que bom que é criticar! quando ainda por cima se esta do “outro lado do muro” ou devo mesmo dizer “atrás do muro”! que confortável que é escrever tudo o que lhe vai na alma sem dar a cara! Sem saber quem tece estes bravos artigos e comentários, e respeitando a opinião gostaria de dizer que: a Junta de freguesia faz a feira do livro no jardim de Camões porque assim entende, é uma opção não uma solução de ultimo recurso, gostamos que a feira seja neste espaço, junto a população ! Não é uma tenda que tira ou dá prestigio a um evento assim como “não é o hábito que faz o monge”. Melhores cumprimentos

    1. Curioso

      Cara Lara Lino. Parece-nos que não adiantará voltarmos à questão de quem escreve. Numa terra como aquela em que vivemos, em que a informação parece incomodar a muitos, a opção de não ‘dar a cara’ parece-nos mais do que explicada.
      No que diz respeito ao que escreveu, naturalmente que gostos não se discutem e não temos senão que respeitar o gosto de quem decidiu fazer a feira (que, como referimos, é meritória e deverá ser mantida) nos moldes em que fez. Não é o hábito que faz o monge mas se o monge vai nú é passível de poder ser alvo de reparos. Gostaríamos que a opção de fazer uma feira do livro em tendas, agora a serem desmontadas, fosse por ‘último recurso’ porque isso significaria que iriam tentar escolher um modelo que pudesse levar mais gente, tivesse mais divulgação e, quiçá, pudesse ser integrada numa feira do livro não da freguesia mas do próprio concelho, com mais participantes e mais actividades.
      Respeitamos a opinião de que não é uma tenda que tira ou dá prestigio mas não pode esperar que concordemos com ela! Será que o facto do mercado estar em tendas é irrelevante?
      Podendo nós não concordar com o modelo, achamos que a iniciativa merece ser mantida, infelizmente ficámos a saber que não será melhorada nem ampliada.

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