… cada minhoca!

CuriosoAurélio, CMMG, PS10 Comentários


Esta é a imagem da actual zona industrial. É a mesma desde há muitos anos. Nunca mais se expandiu! Esta semana (num daqueles artigos que termina quase sempre da mesma forma) o Aurélio escreveu que parte do terreno que foi entregue à câmara não pode ser usado por não ser apropriado. Fomos ler o que à data foi decidido (em 4.10.2012): “O Estado entrega ao Município da Marinha Grande uma parcela de terreno, sita na Mata Nacional do Casal de Lebre, com área de 13,69 ha, avaliada em 528.000,00 euros (quinhentos e vinte e oito mil euros), bem como, conjuntamente com o Instituto de Emprego e Formação Profissional, IP, os imóveis onde funcionava a antiga Fábrica de Vidros J. Ferreira Custódio, avaliados em 445.000,00 euros (quatrocentos e quarenta e cinco mil euros), perfazendo o valor global de 973.000,00 euros (novecentos e setenta e três mil euros); b) O Município da Marinha Grande entrega ao Estado as parcelas de terreno, sitas no Pinhal do Concelho/Pinhal da Boa Esperança, com 53,48 ha, avaliadas em 634.000,00 euros (seiscentos e trinta e quatro mil euros); c) A diferença, no valor de 339.000,00 euros (trezentos e trinta e nove mil euros), é entregue, em dinheiro, pelo Município da Marinha Grande“. À data a deliberação foi unânime apesar dos vereadores do PCP terem discordado dos valores atribuídos. Não temos ainda informação sobre o que realmente se passa com aqueles terrenos e com o que ali pode ou não ser feito mas, a confirmar-se o que esta semana lemos, aquele terá sido mais um dos negócios exemplares do ex-presidente e do hoje presidente. À medida que se vão conhecendo mais e mais coisas sobre a gestão dos últimos sete anos fica-se com a sensação de que pouco ou nada correu bem. Enquanto isso, a zona industrial continua igual e nem uma palavra é dada aos munícipes que lhes permita saberem o que na realidade se passa. Quando se fala de negócios em que a câmara está envolvida, é cada cavadela, cada minhoca!


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10 Comentário em “… cada minhoca!”

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    É simples de explicar (e o Aurélio não o explica): o Património do Estado (ICNF) não vende terrenos, apenas aceita permutas… pelo que a CM sempre que queira adquirir uma parcela de terreno que seja do ICNF tem de dar em permuta um terreno de valor equivalente…

    O Vereador Aurélio Ferreira ao que parece MENTIU no seu artigo no JMG porque diz claramente que a CM pagou os 13,69ha da ZI com a entrega de 53,48ha de Pinhal e mais uma parcela de dinheiro, omitindo que afinal (e como o Curioso demonstra) estes serviram também para pagar os terrenos da antiga JFC.

    Se fosse honesto o Vereador Aurélio Ferreira corrigia as suas declarações…

  2. Curioso

    Para que se possa perceber tudo, transcrevemos aqui o texto que ontem lemos:

    «Em Maio de 2013,o Sr. Presidente da Câmara Municipal anunciou, com pompa e circunstância, que o Estado tinha entregue uma área de 13,69 ha a sul da ZI. Em troca a câmara entregou uma parcela de 53,48 ha (!!!) e uma quantia em dinheiro. Este terreno situa-se num triângulo entre o final da ZI (a sul) e a variante de acesso à A8. A aquisição tinha por objectivo criar 24 novos lotes os quais se juntariam aos 59 lotes existentes. Só agora fomos informados que este terreno é argiloso, NÃO É APROPRIADO para construção, permitindo apenas que a mesma ocorra numa pequena faixa dos 13,69 ha dado que a maior parte da área é classificada como zona florestal. A Câmara propôs-se fazer 8 lotes nesse espaço (em vez dos 24 previstos), nalguns deles APENAS se pode construir 165 m2 (não dá nem para os escritórios de uma empresa). Para além disso os custos das infra-estruturas são elevadíssimos e, em consequência, o preço/m2 para aquisição de cada lote ficará incomportável. Para construir no restante terreno, teremos de fazer a revisão ao PDM, que, na melhor das hipóteses, estará aprovada lá para 2019. Até lá… Na reunião de Câmara de 13/08/2015, o Sr. Presidente informou que “estava em andamento o possível negócio dos 52 hectares de terreno situado do outro lado”. Até à data não temos mais nenhuma informação mas, a confirmar-se, será com certeza também zona florestal, ou seja, não será possível construir, a não ser que se faça uma segunda revisão ao PDM (!?). As actuais empresas necessitam de crescer e outras pretendem estabelecer-se na Marinha Grande mas, perante este cenário de inoperância deste executivo permanente, que futuro nos espera? Estão a sair empresas do nosso concelho por falta de espaço para construir. Se a dificuldade de crescimento da ZI é do Estado central, nomeadamente do ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas), então que se encete um diálogo estruturado, se elabore uma proposta concreta, se chegue a um entendimento com o governo. Se não houver entendimento, sugiro que relembremos que a Marinha Grande é uma terra de gente lutadora, que precisa de crescer, que não quer voltar à década de 90 com as empresas a fecharem, e, se for preciso, unir-nos-emos em torno desta causa, não teremos medo. Haverá ainda que reflectir sobre o facto de 2/3 do nosso território pertencer ao ICNF e esta situação estar a ser condicionadora do nosso desenvolvimento. É incompreensível que o executivo tenha feito mais um negócio ruinoso. Connosco nunca será assim!»

  3. Avatar

    Quando se fizerem bem as contas restam apenas 4 lotes para construir empresas que apenas podem fazer um escritório..

    Um executivo à altura de governar e contribuir para o desenvolvimento da Marinha Grande..

    DEMITAM-SE

  4. Ernesto Silva

    Como foi possível manter-se tantos anos este gato escondido com o rabo de fora. Não é possível aceitarem-se eleitos que escondem a sua incompetência. E o resto da vereação não tem que tomar conhecimento de decisões que põe em causa o futuro imediato da Marinha Grande. Não sabiam, não foram avisados do negócio. Ainda vem aqui os carreiristas, seguidistas tentá-los defender, quando o que está em causa é um acto supremo de gestão que pode implicar aumento de desemprego para os próximos anos. Quantas vezes este tema tem sido tratado igualmente nos jornais e ninguém abriu a boca nem que fosse de espanto. Existe neste procedimento desonestidade para os marinhenses. Francamente é deplorável uma autarquia proceder de forma tão estranha. Parecem negócios feitos em algumas zonas de Itália. Quem vota tem que abrir a pestana e não aceitar a palavra que não é honrada. Existe sempre alternativa. Mas a cacicagem tudo controla. Rua com eles, como disse deveria ter sido quando abandonou o cargo o ex-prtesidente. Há por aqui muitos irresponsáveis, que governam com intenção diferente daquelas palavras moles que alguns apelidam de que são muito esforçados. Uma ova para esse esforço.

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    Já podem construir empresas em S. Pedro!! Aliás, parece que se pode tudo por lá, senhores arquitetos

  6. Ernesto Silva

    Até São Pedro de Moel está a sofrer as passas do Algarve com a autarquia. Não tem bandeiras azuis, porque é caro, não tem qualquer diversão porque perturba alguns. Enfim então para que serve? Avançaram para o negócio da zona da Piscina e a Câmara deveria ter acautelado que obras sim mas enquanto não as iniciarem deixem estar tudo como está. Pois foi exactamente ao contrário. Primeiro abandalha-se o sistema e deixa-se assaltar, partir, destruir e aqueles que ali poderiam aproveitar a piscina não o podem fazer há vários verões. Fazer uma rampa para deficientes teve que ter apoio de uma associação, pergunta-se então para que servem os saldos elevados de caixa e Bancos nos finais de cada exercício. Foi assim em 2014 e 2015 existe dinheiro mas não se sabe o que fazer com ele.

  7. Avatar

    Este talvez tenha sido, apesar da boa fé do Presidente da altura, um dos negócios mais ruinosos para o desenvolvimento do Concelho.
    Com que critérios foi possível avaliar 13,69 ha de uma ponta de pinhal pantanosa, que sob o ponto de vista de exploração florestal deixou de ter valor, em 528.000€ e, ao mesmo tempo, numa área de pinhal com 53,48 ha, QUATRO VEZES MAIS DE TERRENO, contígua e contínua com a mata nacional, atribuírem um valor de 634.000€?
    Estes 53,48 ha foram comprados a privados para trocar com igual área do lado Sul do acesso à auto-estrada e é por isso que lá foi construído um viaduto em betão armado para fazer a ligação à actual Zona Industrial.
    Agora, nem conseguem fazer quaisquer infraestruturas, como já não têm pinhal para trocar. Na verdade, perderam o dinheiro que a Câmara deu pela compra dos 53,48 ha, mais 339.000€, para fazer um parque de estacionamento.
    Assim vai a Marinha.

    1. Curioso

      Caro A. Constâncio. É provável que se possa chamar isso de ‘boa fé’, mas se a isso juntarmos o negócio com o UDL ou a Resinagem será que ‘boa fé’ será o termo mais ajustado? Não será ‘incompetência’ o que melhor se ajusta?

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    Dizer que foi por boa fé, significa a negação do contrário.
    Não foi por má fé.
    Pode ter sido por muitas outras razões, entre elas a que sugere. Incompetência e uma certa arrogância, porque ficava bem a um qualquer autarca, sabendo que um anterior Presidente do seu partido tinha este assunto encaminhado, chamá-lo e ouvir o que ele tinha para dizer. Isso nunca aconteceu, quer neste caso, como não aconteceu em mais nenhum.
    Parece até que o objectivo passou a ser “demolir” os projectos e ideias que vinham desde 2001/2005.
    É o que temos, mas não é o que merecemos.

    1. Curioso

      Caro A. Constâncio. Pode efectivamente chamar-se o que se quiser que os factos estão aos olhos de todos os que os queiram ver. Este é, aliás, mais um dos assuntos em que os que são eleitos fazem o que querem e saem impunes enquanto a terra não consegue resolver os problemas que continuam a estar sempre presentes, seja a zona industrial, o mercado ou o centro tradicional. Erros sucessivos que afectam o concelho sem que os que os cometem sejam de algum modo chamados a assumir as responsabilidades que têm.

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