Assim é fácil

Categoria Escola by Curioso4 Comentários


Na quarta-feira enviámos a todas as escolas que integram os dois agrupamentos de escolas do concelho um email com o seguinte conteúdo: “Temos vindo a receber algumas informações de pais que se queixam de que os filhos estão a ser forçados a levar os trabalhos de casa correctos, sem qualquer erro, sob pena de, não o fazendo, levarem falta. Recebemos informações que indicam que os alunos que têm dúvidas em relação aos trabalhos de casa não são tiradas nas aulas, sendo aconselhados a tirá-las com os pais ou explicadores. Mercê destes factos, temos relatos de que há trabalhos de casa que são feitos pelos pais e não pelos alunos para que estes não levem falta. Temos igualmente recebido informações concretas e identificadas que dão conta de que alguns docentes que prestam apoio fora do horário de aulas não o têm feito de forma a que os alunos obtenham a ajuda que necessitam, designadamente por alguns docentes não terem preparação para leccionar, em regime de apoio, disciplinas como português ou matemática ou auxiliarem os alunos nas dúvidas que têm. Tendo em conta o que nos tem sido relatado, gostaríamos de poder obter o vosso comentário para que não escrevamos nada sem que seja facultado contraditório“. Não tivemos resposta de quem quer que fosse. Enviámos também para a DREC. Lembramos do tempo em que os trabalhos de casa eram corrigidos na aula e até era lá que aprendíamos. Tempos diferentes! Agora parece não ser assim! As queixas que temos recebido, que naturalmente não identificamos pelas razões que se compreenderão, dizem respeito ao que acontece no Agrupamento de Escolas Marinha Grande Nascente. Os pais poderiam fazer queixa pedagógica dos professores em causa mas entende-se que não o queiram fazer para que as crianças não sejam depois vítimas de algo indesejável. Claro que não podemos generalizar, até porque a maioria cumpre a sua função e as queixas que recebemos apontam nomes em concreto, mas esta é uma realidade que está a acontecer com alguns docentes que deviam ensinar. Assim é fácil ser-se professor! Fica a esperança que alguma coisa possa mudar.


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Comentários

  1. Ernesto Silva

    Claro que não se pode generalizar mas ainda recentemente os taxistas generalizaram e levaram uns valentes tiros nos pés. Se assim for é mau para esta corporação porque tem muitas responsabilidades no desenvolvimento futuro de cada jovem. Compreendo que deve ser difícil ser professor mas quando se opta por uma profissão de que se gosta vale sempre a pena o sacrifício e esforço em prol do colectivo. Mas a classe deve discutir seriamente este tema intramuros.

  2. Avatar

    Eu sou mãe de uma criança que estuda na Nery Capucho e tenho sempre que fazer os trabalhos de casa com ela para não lhe marcarem falta. O que está escrito é verdade.

  3. Ernesto Silva

    Cara leitora eu nunca duvidei do que soubemos via Curioso. Lamenta-se apenas.

  4. Curioso Author

    “Pais fazem greve de trabalhos de casa dos filhos
    Os pais de crianças que frequentam a escola pública em Espanha iniciaram esta semana uma greve de um mês aos trabalhos de casa passados aos seus filhos, uma iniciativa que é inédita no país vizinho. A Confederação Espanhola de Associações de Pais e Mães de Alunos (Ceapa), que representa cerca de 12 mil associações, instou as famílias das várias comunidades autonómicas espanholas a recusarem-se a fazer os deveres durante os fins-de-semana de Novembro, noticiou hoje o jornal El Mundo. Os argumentos da Ceapa é que os trabalhos de casa “invadem o tempo das famílias” e “violam o direito ao recreio, à brincadeira e a participar nas atividades artísticas e culturais”, tal como vem descrito no artigo 31 da Convenção dos Direitos da Criança. A confederação distribuiu pelos pais três cartas que estes devem entregar nas escolas: na primeira pede-se ao diretor da escola que ordene aos professores da criança que não lhe passem trabalhos de casa em Novembro, a segunda é o mesmo pedido, mas feito diretamente ao tutor da criança. A terceira é uma carta dirigida ao professor a explicar-lhe que o aluno não fez os trabalhos devido ao “direito constitucional que as famílias têm de tomar as decisões que considerem oportunas no âmbito familiar, que tem caráter privado, e que a escola não pode invadir”. “Em virtude dos direitos que me assistem, dei prioridade às atividades familiares, como não podia deixar de ser, e, portanto, os trabalhos de casa não foram feitos”, acrescenta a carta que, segundo a Ceapa, os pais que aderiram à greve poderão entregar às escolas como forma de livre-trânsito. O presidente da Ceapa, José Luis Pazos, declarou ao El Mundo que os pais querem “recuperar o tempo familiar dos fins-de-semana”. “Também queremos que o modelo mude e que se dê um salto qualitativo no sistema educativo. Escolas de outros países funcionam sem trabalhos de casa, sem livros de texto e sem exames e obtêm resultados magníficos”, realçou. Os estudos científicos demonstram que fazer mais trabalhos de casa não melhora, necessariamente, o rendimento escolar. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) alerta, por outro lado, que os trabalhos de casa “reforçam a disparidade socio-económica entre os estudantes” e “aumentam o intervalo entre os ricos e os pobres”. A Espanha é um dos países em que os professores mais passam trabalhos de casa, ocupando aos alunos uma média de 6,5 horas por semana, faca à média de 4,9 horas.”

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