CidáliaCMMG

woman-the-housewife2_1O Governo anunciou que quer que passe para as câmaras as funções relativas “a análise e a atribuição de todos os programas de apoio social a nível nacional”. Assim à primeira vista parece ser uma medida ajustada já que deveriam ser as câmaras as entidades com maior conhecimento das realidades locais. Também deveriam ser as câmaras a socorrer no imediato aqueles que mais precisam. Na reunião da semana passada o Aurélio trouxe um assunto que deveria levar a que os que mandam enfiassem um capuz na cabeça para tapar a vergonha que deviam sentir. A câmara tem mais de sete milhões de euros parados mas, ainda assim, a Cidália fez circular pelos funcionários da câmara um pedido de um esquentador para uma família em necessidades. Ou seja, a vereadora que faz parte de uma câmara ‘bem gerida’ como ela fez questão de salientar na entrevista que deu, é a mesma que não tem trezentos euros para arranjar um esquentador para uma família! Não admira que tenham tanto dinheiro parado no banco a ganhar mofo! Naturalmente que este assunto pode ser visto na perspectiva humanista que a vereadora possa ter tentado colocar naquele seu pedido mas não deixa de ser vergonhoso, para não se usar outro termo, que um responsável autárquico peça aos funcionários da câmara para se tentar arranjar um esquentador! Claro que poder ter acontecido à família necessitada como hoje aconteceu a nós, ter ligado e ninguém ter atendido, mas será que não caberia à câmara resolver estes assuntos mais urgentes? Também para isto é necessário fazer a revisão ou também aqui usam o argumento que é dado a alguns funcionários de que a câmara não tem dinheiro? Quando lemos a intenção do Governo passar para as câmaras algumas funções sociais e depois temos conhecimento destas situações não podemos dizer que não ficamos assustados com o que possa daí surgir. Temos uma câmara com dinheiro mas que pede aos funcionários para ajudarem a arranjar um simples esquentador! Anedótico, no mínimo! Trata-se de uma família e para isso não há dinheiro mas para fazer publicidade a dar conhecimento que estão a pavimentar a marinha já têm! Prioridades!


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3 comentários

  1. Infelizmente este é o pensamento reinante naqueles que detém os destinos da autarquia. Daqui se conclui que alguém abusivamente se apropriou dos reais objectivos do 25 de Abril que foram ficando pelo caminho e apropriado por aqueles que estavam dentro dos aparelhos partidários. È simplesmente deplorável o facto relatado. Eles são sempre solidários com os que sofrem.
    Em 2014 foi levado a uma daquelas reuniões modelo em que o ex presidente era o controleiro do cronómetro. E o assunto prendia-se com um cidadão marinhense ou não que vivia numa casa no Vale de Picassinos com notórias dificuldades, recentemente havia sofrido um transplante, tinha crianças, mas não tinha aquele líquido que tanto se perde nesta cidade. ÁGUA. Precisava-se nem que fosse temporariamente que aquele cidadão e família fosse socorridos com um tubo de vinil que ali fizesse chegar o precioso líquido. Não, não era possível porque não havia verbas disponíveis nem essa era a função da autarquia. Tentei levar este assunto a outra capelinha desta cidade mas também não resultou. Mas aconteceu, portanto o esquentador não é caso virgem. Desumanidade à solta.

  2. O problema do esquentador não é como afirmam.
    Se conhecem os procedimentos (e o vereador deveria conhecer!) sabem que a Câmara, seja um Vereador ou o Presidente, não pode ir a uma loja e comprar um esquentador… só porque sim!
    1º Tem de haver rubrica aberta em Orçamento para este tipo de despesa;
    2º Mesmo havendo rubrica é necessário que ela tenha fundo disponível, porque não havendo é necessária modificação orçamental (e uma vez que foram retiradas competências ao Presidente essas têm de ser aprovadas em Reunião de Câmara)
    3º Havendo a verba é necessário (para acautelar a transparência) solicitar orçamentos aos fornecedores…
    4º A Entidade a quem for decidido comprar (pelo melhor preço) terá de entregar na Câmara os documentos fiscais que garantem poder fornecer à Câmara os bens (declaração de não dívida às finanças e à segurança social
    Só depois de garantidos estes passos é que se pode fazer a aquisição…
    Ora o caso, era uma EMERGÊNCIA para a qual a Vereadora foi alertada no próprio dia, por o caso estar na CPCJ… uma Mãe com uma filha menor que não tinha esquentador porque o companheiro saiu de casa e levou com ele tudo o que pôde…
    O que a Vereadora tentou foi encontrar alguém que tivesse um equipamento disponível que pudesse dispensar…
    Mas não foi preciso… porque houve um Munícipe (anónimo) que, sabendo da situação, fez a oferta de um esquentador. novo à Família. Assim como foi arranjado o esquentador, outras coisas foram arranjadas para dar alguma qualidade de vida melhor a esta Família, como tem sido feito com outros casos…

    Infelizmente a burocracia a que as Autarquias estão obrigadas não se compagina com as emergências sociais!
    É, no entanto, de lamentar que o Vereador Aurélio Ferreira se tenha aproveitado desta situação para fazer chincana política… porque uma coisa é certa: ELE TAMBÉM RECEBEU O EMAIL… E NÃO SE OFERECEU PARA AJUDAR!!!!!

    • Caro anónimo. Se há possibilidade de a câmara não receber aquilo que lhe devem (veja o caso da ANO II) nem fazerem nada para que isso aconteça, mais facilmente se arranja forma de comprar um esquentador. Para umas coisas há muitas dificuldades, para outras parece que tudo é simples. Será que ter cartão de militante ajuda?

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