Lido por aí LIII

Categoria Aurélio, Nelson by Curioso6 Comentários


«”Na semana passada tive conhecimento duma comunicação da vereadora Cidalia aos trabalhadores da Camara pedindo urgentemente um esquentador para uma família necessitada.

Não pude deixar de referir que considero este pedido inaceitável no contexto em que ele foi expresso. Não consigo entender como é que, no exercício das suas funções, detendo o pelouro da área social e atendendo às competências materiais da Câmara Municipal no apoio a situações de vulnerabilidade social, o Município ainda não estruturou respostas de apoio na área social que permitam suprir necessidades locais, sem recurso a este tipo de situação/”apelo” (de cariz mais assistencialista), afastado de um modelo de política social municipal efectiva.

Esta situação podia ser aceitável quando promovida por uma instituição social, um movimento voluntário ou até despoletada por um qualquer cidadão. Na minha perspectiva nunca por uma entidade pública com competência na acção social.

Lamentei que ainda tenhamos que estar neste nível num concelho onde os problemas sociais são tão complexos e as respostas locais manifestamente escassas.”

As declarações acima são de um Vereador…
Uma vez mais, declarações falaciosas e demagógicas porque inquinadas pela falta de rigor nos seus pressupostos.

1º O Vereador não «teve conhecimento», como que por acaso, ele recebeu no seu email oficial a mesma comunicação que eu e todos os Funcionários da Autarquia recebemos;

2º A situação de emergência reportada não estava identificada nos Serviços Sociais da Câmara, mas sim na Junta de Freguesia e foi de lá, pela Técnica de Serviço Social, que veio o pedido;

3º O Vereador sabe, ou deverá saber, que a Câmara não tem este tipo de equipamentos em stock… e estamos a falar de uma Mãe com uma filha menor que tinha de ir tomar banho a casa da vizinha;

4º O Vereador sabe, ou deverá saber, que os procedimentos para aquisição de bens por parte da Câmara requerem um conjunto de formalismos que não se compadecem com situações de emergência, como esta;

5º A Vereadora apenas tentou resolver o problema imediato solicitando a alguém que tivesse um equipamento que não estivesse a usar (quantos de nós guardamos coisas nas nossas arrumações que fazem falta a outros?);

6º O acompanhamento social a esta Família, como a tantas outras, é feito pelos Serviços Sociais da Câmara, em articulação com as Entidades competentes e são disso testemunho os inúmeros casos que são acompanhados diariamente;

7º Este caso foi resolvido com uma doação de um particular – que não é funcionário da Câmara (facto que o vereador também teve conhecimento como teve da primeira comunicação) – que voluntariamente quis oferecer o esquentador, tendo sido entregue nesse mesmo dia à Família, tendo a Junta ficado responsável pela instalação (e não, não houve selfies para registar o momento, porque o que moveu quem quis ajudar foi mesmo apenas o sentido de Humanidade!);

8º O Vereador (ou quem quer que tenha sido) despendeu tempo a escrever os seus pensamentos sobre o caso, mas não teve UM MINUTO para responder ao email… e dizer que estava disponível para ajudar, desta ou de outra forma! Fica-lhe mal, muito mal, aproveitar-se assim da miséria alheia para fazer a sua campanha política, além de dar um péssimo testemunho, para quem afinal se diz tão solidário e membro de movimentos humanistas e solidários!!!

Uns são os que falam… e têm muitas teorias sobre tudo e sobre nada, como é o caso do Senhor Vereador!

Outros são os que metem as mãos à obra e fazem, porque realmente se preocupam e se condoem com as misérias alheias, como é o caso da Vereadora!

O Serviço Social não pode ser assistencialista, é verdade, mas também exige respostas concretas às necessidades imediatas e básicas de quem precisa, como era o caso.

Ficamos, pelo menos, a saber que pelo Senhor Vereador, aquela menina de 7 anos bem que podia passar o inverno a tomar banho de água fria…»

Autor: Nelson Araújo


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Comentários

  1. Avatar

    Todos sabemos que esta gente da Câmara e os braços armados l gostam de fazer caridade para que as pessoas lhes fiquem em favor.
    Fazem com as pessoas, séries e com as associações, mas etc. etc., etc.
    Em vez de respostas sociais e de critérios transparentes preferem o livre arbítrio, a pseudocaridade e a provocação.

    Cada vez há mais pessoas já perceberam o truque.

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      Quem fez campanha com a história foi o Aurélio… Não fosse ele e ninguém sabia!!

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    Senhores munícipes, está aberto o precedente para pedirem, via email camarário, todos os electrodomésticos que necessitem, a custo zero!! O espírito natalício pode estar à sua porta mais cedo…

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    Vemos que há aqui um comentador do Largo que gosta particularmente de criar uma espécie de associação mental entre Ourém e Marinha Grande…. Achamos que isso não é mau. Talvez sirva para perceber o que é uma efectiva política social de um Município de excelência social, entenda-se o primeiro, e a percepção das evidências de um que, lamentavelmente, tem uma intervenção praticamente inexistente – o segundo.

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    Só na marinha é que o adjunto ataca os outros vereadores.
    É bem demonstrativo da falta de liderança do Vicente e da Cidália que estão constantemente a ser desautorizados publicamente. Basta ver os post no FB do Araújo.
    Mas eles gostam …

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