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man_smoking_money_1Na sexta a Cidália falou no facto de a câmara ter dinheiro disponível para poder fazer algumas obras e que isso se devia a uma boa e rigorosa gestão que tem sido feita nos últimos anos. Quando se olha para o dinheiro que está disponível a ideia com que se fica é a de que há mesmo muito dinheiro para fazer muita coisa. Quase que se pode imaginar o Vicente queimar dinheiro, tanta é a quantidade que existe. O problema surge quando se começa a pensar nos problemas que têm vindo a ser empurrados de ano para ano, como que se não existissem. Aquilo a que a Cidália chama de gestão rigorosa alguns poderão chamar de gestão caloteira. É normal que os cofres da câmara estejam a abarrotar se não se paga a quem se deve. Esta semana ficou-se a saber que a câmara vai ter que gastar muito dinheiro para pagar ao ex-vereador Artur; corre o sério risco de ter que pagar muito dinheiro aos donos da obra de S. Pedro que foi licenciada contra o que o PDM previa; tem que pagar pelo mau negócio do ACM; tem que arranjar forma de pagar pelo estacionamento que ocupou de forma, ao que se sabe, contrária à vontade dos donos e tem a dívida ao IHRU que vence juros a cada dia que passa e que deverá já rondar mais de dois milhões e trezentos mil euros (e contínua a somar). A gestão rigorosa de que eles falam faz com que a câmara deva, neste momento, uma quantia que pode ser superior a metade do dinheiro que têm guardado. Feitas as contas, se a câmara pagasse a quem deve, o que restaria não daria para fazer quase nada. E falam em fazer um mercado novo, uma piscina, a adutora, a compra da Mortensen e até o centro escolar. Se pagarem o que poderão ser obrigados a pagar, com que dinheiro farão as obras? E a isto chamam eles ‘gestão rigorosa’!


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10 comentários

  1. A propósito da gestão rigorosa apraz-me registar após leitura da prestação de contas do ano de 2015:
    Relatório e parecer do auditor externo: Reserva ponto 7 – É registada uma reserva ao nível do activo imobilizado “”contudo poderão existir bens imobilizados pertencentes ao municipio não reflectidos nestas contas ou existirem bens que já não estão, por inutilização, sinistro ou obsolescência, em utilização. Decorrente desta situação não é possível confirmar parte do Fundo Patrimonial”.
    Como esta rubrica tem elevado significado nas contas municipais, entendemos chamar a atenção da autarquia para a necessidade de expurgar e ou incluir o que não está dada a importância nas contas da autarquia como é referido. Para mais quem gere temporariamente bens que não são seus devem os autarcas ser mais rigorosos e mais cuidadosos.
    Noutro ponto das Notas ao Balanço e à Demonstração de Resultados ponto 4.2 é referido o seguinte: ” No processo de inventariação inicial dos bens do municipio incluindo bens imóveis que não se encontram registados na conservatória predial a favor do município por se entender que não existem dúvidas quanto à propriedade dos mesmos e o que impede o seu registo são razões de carácter administrativo e legais cuja resolução se reveste de grande complexidade, não tendo sido possível a regularização de todas as situações à data do encerramento de 2015″. Durante décadas o município não procedeu ao registo dos seus bens junto da conservatória predial . Ora para terminar com estes erros constantes esta gestão rigorosa empurra com a barriga para quantas mais décadas…. Verificaram-se em 31.12.2015 que existem bens do domínio privado por regularizar sendo Terrenos 25, escolas 18 e edificios diversos 40. Lamenta-se que não estejam discriminados! Neste sentido propunha à autarquia que existindo alguns jovens marinhenses que foram concluindo o curso de solicitadoria e outros já existem que apresentassem um desafio a estes mediante concurso para que este assunto fosse resolvido de uma vez por todas.
    No que respeita às provisões existentes para riscos e encargos no montante de 654.160,26€ para casos que representam um valor minúsculo. Este valor inclui processos para Asae, Agencia Portuguesa do Ambiente, Rogério Paulo Lourenço e Artur de Oliveira. Se constituem provisões apenas técnicas de acordo com o POCAL não é nada fiável dadas as situações de conflito verificadas nesta autarquia que deveriam ser reforçadas com provisões económicas. Lamenta-se que o processo do INH respeitante aos 52 fogos do Camarnal continue. E quanto ao imobilizado que referi no início tem que apresentar este tema a concurso por jovens licenciados recentemente também com o intuito de o resolver mas também para darem uma ajuda no início de vida destes jovens. Se não o fizerem continuam a praticar uma gestão rigorosa!!!!

    • As questões levantadas pelo Ernesto são absolutamente pertinentes e essa constatação remete-me novamente para a questão do Mercado Atrium.
      Trata-se de um investimento público num imóvel, construído para funcionar como mercado municipal, devidamente registado na Conservatória e que consta, nas contas da Câmara, como fazendo parte do activo imobilizado.
      Qualquer decisão que passe pela desvalorização deste activo, tem que passar por uma deliberação camarária devidamente fundamentada e tem que ser reflectida nas contas da autarquia.

  2. Continuamos a assistir sistematicamente aos comentários do Sr.A.Constâncio na defesa do mercado no Atrium.É tempo de deixar esta questão e de não mais defender a sua dama.Há um velho ditado que diz ” quem muito se baixa mais o traseiro se vê”.Bem ou mal infelizmente a obra foi feita e deitado dinheiro dos contribuintes borda fora.É chegada a hora de uma vez por todas deixarmos a politiquice de lado e pensarmos que esta terra merece bem melhor.

    • Caro anónimo. Independentemente do que cada um possa pensar ou defender – e todos têm direito de defender o que acham ser o mais correcto – há a questão que está por resolver que se prende com as opções que têm vindo a ser tomadas de protelar a resolução de alguns assuntos e que poderão por em causa o futuro da terra. Apesar de a câmara estar ‘financeiramente bem’ como eles nos querem fazer crer, há dividas que se vão acumulando e solução que parecem ter é a de deixar isso para os que se seguirem. Falar no mercado do Atrium ou de outras situações que poderão ter sido más escolhas conduz-nos sempre ao problema de termos autarcas que, por falta de conhecimentos, inexperiência ou mesmo incompetência não têm sabido tomar as decisões que são necessárias. O facto de terem sido eleitos não faz deles pessoas com capacidade de gestão mas apenas pessoas que, por um ou outro motivo, agradaram a quem neles votou e seguramente que não foi pelos seus dotes como gestores já que dos que têm gerido a câmara não se encontra quem tenha dado provas de ser capaz de o fazer na vida privada. A terra merece melhor, sem dúvida, mas não será por se ignorarem alguns assuntos ou más decisões que se consegue cegar onde o caro anónimo gostaria, tal como todos nós.

    • Peço desculpa ao “corajoso” anónimo se o incomodei, mas eu comentei uma opinião de uma pessoa tecnicamente habilitada e com nome, o que, no seu caso, não é uma coisa nem outra. É só a ampliação estupidificada dos que pensam com os pés e nem sequer disfarçam a ausência de neurónios.
      Já disse, repetidas vezes, que ninguém me condicionará, por muito que insultem, que berrem, que esperneiem e que caluniem.
      A questão do Mercado poderá vir a acabar no Tribunal, se isso vier a ser necessário, por muito que isso o incomode.

      • Caro A. Constâncio. Temos dúvidas que o assunto acabe no Tribunal nos próximos anos já que irão continuar sem nada decidir. Verá que o mercado voltará a ser uma das bandeiras de campanha e depois serão mais quatro anos e por aí adiante. Se analisar com atenção o que têm sido os últimos sete anos, que decisões é que eles já tomaram? Tudo o que foi feito vinha já de trás. A incapacidade de tomarem decisões é algo que irá marcar estes sete anos e aqueles que estiveram à frente da autarquia.

      • Na verdade, já decidiram algumas coisas que podem configurar ilícitos e ilegalidades, passíveis de serem sancionadas em sede própria.
        Destruíram património municipal, sem nenhuma justificação, suportada por deliberação dos Órgãos Autárquicos que as pudessem legitimar. Bancas destruídas e roubadas, torneiras flexíveis em aço inox desmontadas e roubadas. Vitrinas em vidro desmontadas e abandonadas no chão sem qualquer protecção.
        Investimentos de mais de 300.000,00€ em tendas, feitos por ajuste directo e mais umas dezenas de milhares em infraestruturas e pavimentos, feitos numa zona sujeita a Plano de Pormenor da Zona Desportiva, configuram ilegalidades graves.
        Manter a funcionar um equipamento municipal, em tendas medievais, sem as mínimas condições de higiene, é mais uma ilegalidade e crime contra a saúde pública.

      • Caro A. Constâncio. Nessa perspectiva poderá ter razão mas, pelos vistos, está tudo bem porque nem a ASAE nem da parte dos serviços de saúde há quem diga algo esteja mal. Nem o pedido que um de nós fez à ASAE se pronunciasse quanto ao estado das instalações teve resposta!

  3. Tantos comentários sobre o mercado, e ninguém ao que parece se lembra de que o mercado que foi mandado encerrar pela ASAE , mercado esse que na altura já estava a ser restaurado , teve origem num célebre telefonema , feito por alguém de uma certa força politica, à esquina da resinagem , e por essa razão o mercado actual está ainda em tendas.
    Pode ser que algum dos anónimos se lembre e coloque por aqui algo mais!
    De qualquer forma , o debate público sobre o futuro mercado, já foi prometido ser feito por 3 vezes, e até agora nada…e por isso é altura de se iniciar o debate público, porque a “música” que se vai tocando, e ao que parece com uns acordes mais duros, já é demais…………AGUARDEM PELO DEBATE PÚBLICO !

    • Caro anónimo. Debate público! Acredita que irá mudar alguma coisa? Ainda que o debate tenha lugar, sem que haja uma consulta popular de que adiantará um debate em relação ao qual cada um tirará as conclusões que lhe forem mais convenientes? Um debate sem que das conclusões objectivamente determinadas saia algo é apenas perda de tempo e mais tempo que irão tentar ganhar até que uma decisão surja.

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