Mercado?!

CuriosoCMMG, Mercado, PCP5 Comentários


mercado_tendas_mgA proposta de revisão do orçamento ontem tornada pública pelo PCP prevê que se possam gastar este ano mais de dois milhões de euros no mercado e espaço envolvente. É indiscutível que é um assunto que continua na ordem do dia mas há algumas dúvidas que ficam no ar. Não temos dúvidas que a colocação daquela rubrica como sendo a primeira opção visou forçar o Santos a votar favoravelmente uma vez que essa obra tem sido uma que ele tem falado como sendo necessária e aquela que tem permitido o PS conseguir o seu voto com as promessas que tem feito. O Vicente prometeu que iria colocar o tema da localização do mercado em discussão. Não disse em que ano o faria e, como tal, não se pode dizer que esteja a falhar ao prometido mas a discussão parece ser algo que terá sempre que ter lugar. Não há consenso em relação à localização ideal o que leva a que tenha que haver uma discussão, ainda que seja só para ‘inglês ver’. Estamos a iniciar Setembro o que leva a que faltem já poucos meses para que o ano termine. É aqui que temos alguma dificuldade em entender a proposta de revisão que foi apresentada. Prever gastar mais de dois milhões de euros significa que prevêem que as obras tenham início. Só assim se entende tal despesa. E é aqui que surge a dificuldade de entender a proposta! Como prevêem conseguir discutir a localização, fazer o projecto, lançar o concurso, adjudicar a obra, iniciá-la e fazerem obra no valor de mais de dois milhões de euros em 4 meses? Não sendo o PCP conhecido pelas sua convicções religiosas, acreditamos que nesta matéria eles estejam um pouco à espera que um milagre aconteça!


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5 Comentário em “Mercado?!”

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    Talvez algum dos entendidos me possa explicar o seguinte:
    1) O mercado construído no Atrium, seguiu todas as regras na sua construção. Ou seja foi aprovado pelos respectivos órgãos autárquicos (Câmara e Assembleia Municipal). Que saiba a única decisão tomada foi-o pelo então presidente (J.B.Duarte) com base nos relatório do então delegado de saúde e do veterinário Municipais que seriam apresentados no dia seguinte a esta decisão. Como já foi dito, decisão passível de investigação por acção dolosa.

    2) Quando é que os órgãos referidos tomaram como decisão a anulação do que foi legalmente decidido no que respeita à decisão da construção e tudo o que a envolveu?

    Quanto ao que o Curioso escreveu, subscrevo!

    1. Avatar

      Também eu espero que me expliquem. Na verdade, as minhas expectativas de obter respostas, em relação ao Presidente, ao vereador Vítor Pereira e ao vereador António Santos, são muito baixas. Uns porque se enredaram na baixa política, outros porque sonham demolir tudo o que os seus antecessores fizeram e outro, o Santos, porque prometeu ao PSD que só apoiaria o PS se desistisse do Atrium.

      Restam dois independentes, por acaso dois empresários que não pensam com os pés e a questão que se coloca é se, nas suas empresas, quando decidem investir, estudam bem os impactos do investimento e o retorno do capital investido. É claro que o fazem, porque arriscam o SEU DINHEIRO e as decisões são meticulosamente pensadas.

      É fácil decidir desbaratar um equipamento público construído há mais de 11 anos e porem-se a jeito para gastar 3.500.000,00€ de dinheiro público, que é de todos nós. Eles não arriscam nada. O que conta é o seu ego.

      Com este volume de dinheiro, seria possível a Câmara recuperar os imóveis das principais ruas do Centro Tradicional, substituindo-se aos proprietários, mas, de acordo com a Lei, podendo depois recuperá-lo através das receitas que esses imóveis viessem a gerar.

      Estive este sábado no Mercado Municipal da Figueira da Foz. A maioria das bancas de peixe e hortofrutículas desenvolve-se no rés-do-chão, mas tem espaços comerciais no 1.º piso com acesso por escadas rolantes.

      O edifício faz esquina com uma praça ajardinada e NÃO EXISTEM QUAISQUER LUGARES PARA CARGAS E DESCARGAS, os estacionamentos são escassos, mas funciona e bem.

      Por último, talvez o Dr. Vítor Pereira nos possa explicar, como é que se gastam 2.000.000,00€ até Dezembro deste ano a construir um Mercado, que ainda ninguém sabe onde vai ser, não tem projecto aprovado, nem financiamento externo. Para se elaborar um projecto, com todos os pareceres técnicos, pronto a colocar a CONCURSO PÚBLICO, no mínimo, são precisos 3 meses. Lançado o Concurso Público, que dado o valor previsto deveria ser Internacional, desde o prazo para publicação em Diário da República e a recepção das propostas, serão necessários mais dois a três meses. Para análise das propostas, adjudicação e recolha do visto do Tribunal de Contas, se ninguém apresentar reclamações, são mais 3 meses.
      Na melhor das hipóteses, serão necessários OITO MESES para lançar a primeira pedra e no pior cenário, DOZE MESES não chegarão.

      Não sei quem elaborou a proposta de Revisão que a CDU apresentou nem isso me interessa, mas, no mínimo, o (os) iluminados que a redigiram, deveriam explicar, sem recorrer à lenda da Rainha D. Isabel, como é que construíam mais de dois terços do mercado e metade do complexo de piscinas em 4 MESES.

      Parece estarmos a assistir a um filme de terror, em que um vírus desconhecido paralisa o cérebro dos nossos políticos e os transforma em zombies que emitem sons que não conseguimos identificar e muito menos entender.

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    Mais de dois milhões de euros?… mas tirem o cavalinho da chuva, não são para gastar com o mercado, mas provavelmente para desviar para outras obras! Assim fica o problema do rectificativo resolvido!

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    O lirismo do PCP só para “botar figura”, como dizem os brasileiros. Vão enganando o povo com aquilo que o povo gosta de ouvir, para se manterem à tona de água. Criticaram o PS por fazerem alterações ao orçamento no valor de 3,5 milhões e quando lá estiveram fizeram alterações superiores a 8 milhões. É preciso ter “lata”

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