Os bons e os maus

CuriosoCMMG, Nelson, PSDeixe um comentário


good_bad_2Sabe-se desde há muito que os presidentes da câmara têm ‘usado’ a forma de ser do adjunto para dizerem o que a eles poderia ficar mal. Com a desculpa de que o que ele escreve é apenas da sua responsabilidade, têm aproveitado a sua forma de escrever, às vezes demasiado directa, para darem recados. Tanto é assim que em momento algum ele foi censurado. Hoje pode ler-se o ‘recado’ que não pode ser entendido como seja apenas seu. É mais uma forma do ‘gabinete’ dar um recado aos munícipes sem que o Vicente tenha que assinar. Não podemos dizer que discordamos do que escreveu. Até achamos que está correcto! A forma de por a questão é que nos parece que, convenientemente, foi posta ao contrário. Refere ele que “em Democracia governa quem tem mais votos e deve ter a oportunidade de governar em conformidade com o seu Programa eleitoral” e que é necessário os eleitos “(pré)disporem-se (…) a um diálogo construtivo por forma a alcançar-se o consenso possível sempre tendo em vista o superior interesse do Município e dos Munícipes”. É difícil discordar disto. A questão está no facto de a maioria na câmara não estar nas mãos do PS e o diálogo que é necessário ser algo que parece não existir da parte do partido que governa. Muito à semelhança do que acontece a nível nacional, a maioria dos votos está nas mãos daqueles que hoje ocupam o lugar na oposição e, se é verdade que o programa eleitoral do PS foi o que teve mais votos, não teve a maioria. Ainda assim comportam-se como se a tivessem! Decorre daqui que é impossível discordar do que escreveu mas é necessário que o texto seja visto noutra perspectiva daquela que parece ser o recado que quer ser dado. Sem dúvida que do que acontecer amanhã se irá ver quem são os que querem o bem da terra mas será que a posição dos ‘bons’ e dos ‘maus’ é aquela que resulta do texto que lemos? Serão os que estão na oposição, que representam a maioria dos munícipes, aqueles que estão errados? Tal como numa cesta pode haver ovos bons e ovos maus, parece-nos que nesta questão da aprovação da rectificação só se conseguirá saber quais os bons depois de se conhecer o conteúdo e depois de se saber quais as propostas que cada um tem. O que se tem visto é que do lado de quem manda o conteúdo parece ser quase inexistente e a receptividade para receber os contributos que cada um pode dar é inexistente.

(O boneco tem a imagem do Aurélio apenas porque era, das que temos em arquivo, a que melhor se encaixava)


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