AurélioConstâncio

«”alocando a componente de financiamento própria a estas obras que, por vezes, condicionam investimentos prioritários (não financiados) para o concelho, como sejam o mercado”.

Acabo de ler isto numa declaração de voto do vereador Aurélio Ferreira, produzida para justificar o voto CONTRA o orçamento Rectificativo. Estando, na generalidade, de acordo com a substância das razões invocadas, fico PERPLEXO, quando verifico que o gestor de méritos reconhecidos, episodicamente investido de um mandato político, considera PRIORITÁRIO gastar 2 milhões de euros a construir um equipamento já construído e disponível para ser testado há mais de 10 anos. Todos nós gostaríamos de saber, de forma fundamentada e sistematizada, que um bom gestor não terá dificuldade em apresentar, porque razão não se testa o Atrium, antes de esbulhar os cofres do município em MILHÕES DE EUROS e não são só dois. Qual o valor atribuído ao terreno onde o vão implantar? Na Feira dos Porcos, onde alguns vendedores, entre os quais o seu pai, manifestam preferência, É IMPOSSÍVEL. Na parte sobrante dos Estaleiros, para onde havia um estudo prévio de expansão urbana, desde a Rua da Várzea até à José Gregório, procurando fixar residentes na zona central da Marinha, até seria possível. Mas diga-nos:- Qual é a área total do terreno que está disponível? – Sendo classificada área urbana para construção, qual é o valor que atribui ao Terreno? – Sabendo a área bruta do terreno, qual é a que vai ficar ocupada com a construção do edifício?.- Na que sobra, depois dos arranjos exteriores, como é que garante lugares para cargas e descargas e para estacionamento dos utentes? : – Quem morar para o lado do Engenho, Garcia, Trutas, Escoura, Casal Galego, Amieira e Pilado, como é que sai dali com o carro? Terá que vir à Rotunda do Atrium, à Rotunda do Vidreiro e a partir daí é que distribui, ou tem qualquer outra solução que queira partilhar connosco? Como sabe, solicitei à CMMG um conjunto de documentos sobre os quais se construiu uma monstruosa mentira, para ser usada na arena da luta política mais abjecta. Valeu tudo. Encomendar e pagar estudos que não serviram para nada e fabricar vistorias, em que a da Câmara que serviu para que João Barros Duarte exarasse o despacho com a sentença de morte do Atrium, se baseou na dos veterinários, que só foi realizada e datada do dia seguinte. Se, sem razões imperativas, de inquestionável violação da lei, se delapidar património público, neste caso municipal, os responsáveis actuais responderão pelo crime de responsabilidade financeira. Espero que o sr. vereador reconsidere as suas prioridades e faça um esforço para ajudar a geria a Câmara, da forma competente como gere as suas empresas.
Sinceramente seu amigo. Armando Constâncio»


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16 comentários

  1. Oh Constancio, mas não chega já a porcaria que foi feita? A serio, homem, pare! Pare de continuar a impingir uma obra que torta nasceu e torta tem vivido, só porque foi você que entendeu que o pior sitio possivel era mesmo o melhor.
    Pare, homem, admita que perdeu e que errou quan do decidiu que o mercsdo iria para ali.
    E se não parar, tenha a hombridade de dizer quais os verdadeiros motivos desta sua demanda, e não apenas o de defender os mais altos interesses do municipio, que foi algo que você não fez quando decidiu que seria alí que o mercado se iria situar.

  2. O Constâncio está cheio de razão.
    Quem tem medo de testar o mercado do Atrium e porquê?
    Quem vai ganhar e o que vai ganhar com uma nova construção com custos de milhões?
    Volto a perguntar o que se perde por testar o mercado do Atrium, quem tem medo, porque tem medo?
    É no mínimo estranho!

    • Quem vai ganhar e quem vai perder? Se o mercado não tem condições, se não há estacionamentos, se não há nada de positivo, sabe quem é que perde? a população da Marinha Grande, os vendedores, toda a gente, pois se se verificar que o mercado não tem condições, os utentes deixam de lá ir e o mercado morre de uma vez por todas. Se calhar até é mesmo isso que o sr constancio quer.

  3. É engraçado “Lá Tem Dias”. Algum dia há-de haver em que os seus neurónio funcionem. Se 7 dias por semana, durante 52 semanas e decorridos 365 dias só der para isto, é um caso perdido.
    Só um programa intensivo de educação de adultos ou a passagem pelas “Novas Oportunidades” poderão acrescentar um nível de inteligência mínima, que lhe permita pensar, sem ser com o recurso ao intestino grosso. Tem que racionar usando a cabeça, se ela tiver cérebro, evidentemente.
    Eu sei que dá trabalho, mas consulte o programa eleitoral do PS, apresentado em finais de 1993 e redigido por ilustres figuras do PS, como Álvaro Órfão, Telmo Ferraz, Telmo Neto, Henrique Neto, Osvaldo de Castro, Curto Ribeiro, Álvaro Pereira, Rui Rodrigues e outras menos ilustres como Paulo Vicente, João Paulo Pedrosa, Teresa Coelho e quejandos e verificará que a decisão de construir na Abrigada é unânime.
    De 1994 a 1997, o PCP (se não me engano o seu partido) e o PSD, estavam em MAIORIA e permitiram que tudo fosse aprovado para que o Mercado fosse no Atrium. Lá tem dias, mas pode ser que em algum, essa cabecinha pensadora não ofenda a nossa inteligência com comentarinhos de merda.

  4. Não deixa de ser interessante que, a primeira coisa que você faz é partir para o insulto gratuito e reles, o que demonstra bem o seu nível.
    Para alem disso, não deixo de notar a distinção que faz nos elementos do PS entre figuras ilustres e não ilustres, desconsiderando figuras como o último deputado que o PS teve à Assembleia da Republica (talvez por ele ter ficado com o seu lugar na camara?)
    Verifico ainda que a unanimidade a que se refere é apenas dos membros do partido socialista (propositadamente escrito com letras minusculas) e não de toda a camara.
    Não deixo de achar curioso que você diga que de 1994 a 1997 a maioria era do PCP e do PSD, quando o vereador do PSD (o falecido Sr António Matias, paz à sua alma) foi comprado pelo PS com uma vereação a tempo inteiro, como garante de que todas as propostad do PS iriam ter a sua aprovação ou pelo menos a sua abstenção e nunca o seu chumbo, portanto, não me venha dizer que nessa altura o PCP e o PSD tinham a maioria, porque não tinham.
    E por acaso você recorda-se de quais eram as outras localizações possíveis para o mercado, em vez de ser aquela porcaria pela qual você embirrou que haveria de levar em frente?
    Agora a sério, diga-nos quais são os seus verdadeiros interesses nesta situação, pois dizer que é apenas pelo interesse do municipio não chega.

  5. Penso que o Senhor Constâncio está a ser impreciso na apreciação à declaração de voto do vereador Aurélio. Retirou apenas uma parte e coloco-a fora do contexto porquanto acrescenta apreciações que não vislumbrei nessa mesma declaração.

    Possivelmente não leu o texto todo porque mais baixo está escrito que:
    “Em relação ao mercado, a acção é referida na proposta de deliberação, mas não se encontra nos restantes documentos que integram a proposta de revisão.
    Também não percebemos como esta acção pode estar inscrita sem que haja a localização clara da localização e como aparece no documento desintegrada do PEDU.”

    Talvez depois de ler melhor possa clarificar as suas afirmações.

    Tanto quanto sei o vereador Aurélio não partilha da opinião do Senhor Constâncio quanto à localização do mercado no Atrium. Também penso que o Senhor Constâncio não lhe levará a mal que tenha uma opinião diferente da sua.

    • Lamento, mas li todo o documento com a máxima atenção e tenho pelo Eng.ª Aurélio Ferreira, estima e consideração.
      O facto de mencionar que a acção não se encontra nos restantes documentos e que nem sequer sabe a localização só agrava a análise produzida e não é uma questão de opinião. O vereador Aurélio Ferreira tem todo o direito de discordar, o que é legítimo, mas tem que fazer um esforço para perceber que não se pode atirar para o caixote do lixo uma infraestrutura construída para mercado, sucessivamente aprovada pela Câmara e pela Assembleia Municipal, com projectos de arquitectura e especialidades todos aprovados com pareceres técnicos favoráveis, com visto do Tribunal de contas, só porque “EU NÃO GOSTO DO LUGAR”.
      A lei, quando se dedica a apreciar os crimes contra o património tipifica isto muito bem. Ou o equipamento legalmente construído, inscrito nas contas do Município como Património, viola preceitos contidos na legislação aplicável, cuja sanação é impossível e por isso se inviabiliza a sua utilização, ou o dinheiro investido em construir novos equipamentos, “só porque sim”, prefigura um CRIME de responsabilidade financeira. Eu também não gostei do Centro Cultural de Belém, ou do Museu dos coches, ou agora da nova mesquita em Alfama, mas depois das decisões políticas tomadas e das obras construídas, nada a fazer. Opiniões pessoais, neste caso, não são argumento e o vereador Aurélio deverá saber isto muito bem.

  6. Peço desculpa Senhor Constâncio.

    Já agora, mas tinha curiosidade em ler o texto que o Senhor refere o Engº Aurélio “EU NÃO GOSTO DO LUGAR”.

    Já percebi que para si só pode ser no ATRIUM. Quem pensar diferente está contra a lei. Tá bem…

    • Não tem que pedir desculpa, ora essa.
      Quando se toma uma decisão política de REJEITAR um equipamento público, sem explicar as razões claras, objectivas e legalmente fundamentadas, concluo eu que a razão é “não gostar” da localização do Atrium, ou “porque sim”.
      Até agora, mas posso estar enganado, só ouvi o Sr. vereador argumentar com inquéritos feitos a vendedores e fregueses, que, segundo o vereador, manifestaram maioritariamente a sua preferência pela Feira dos Porcos.
      Ora, como sabe, são fracos argumentos. Em primeiro lugar porque o espaço de eleição do MpM, no local das tendas é legalmente IMPOSSÍVEL e, em segundo lugar, porque delapidar património público é crime.
      Provavelmente a culpa é minha, porque não consegui passar a mensagem. Não é crime por ser uma proposta contrária à minha, é crime, porque num estado de direito existem leis que teem que ser cumpridas.
      Já agora, reitero o meu apelo e também desafio, ao Sr. Vereador Aurélio Ferreira, para explicitar as razões juridicamente válidas para não abrir o Atrium e se propor aprovar um rombo de mais de QUATRO MILHÕES DE EUROS, que terão que ser financiados com os nossos impostos.
      Tudo o que andar às voltas sobre esta questão são rodriguilhos que não acrescentam nada.
      No Atrium NÃO, porquê?

  7. Então se o vereador Aurélio não disse aquilo porque é que colocou entre ” ” e até em maiúsculas?
    É uma citação!

    Se alguém o fizesse consigo o que diria?

  8. Pronto, já que insistem, peço desculpa. Mas se não disse aquilo, disse o quê?
    No Atrium não porque………………..????????????

    • Pronto. Lamentavelmente, acabou a conversa.
      Já pedi desculpa, já reconheci que tirei uma conclusão precipitada.
      Gostava era de saber, como muitas outras pessoas, porque é que o MpM insiste em delapidar património público e MUITO dinheiro dos contribuintes.
      Claro que não explicar opções que envolvem gastos de muitos milhões é legítima, mas convenhamos que, no exercício da acção política, o mínimo que se exige é transparência.
      Continuarei atento, a aguardar uma explicação.

      • E eu continuarei atento, a tentar perceber quais as suas verdadeiras motivações para voltar a insistir na utilização do Atrium como mercado, mesmo sabendo que a sua obstinação, muito provavelmente, vai fazer com que o mercado acabe de uma vez por todas na Marinha Grande.

  9. O Armando Constâncio não deve ter grande coisa que fazer e parece obstinado em “comprar guerras” com que lhe der trela.
    Formula opiniões de forma prepotente que inibem qualquer um de poder ter uma discussão sã. Quem dele discordar corre o risco de ser enxovalhado.

    Não percebeu ainda que mesmo em temas em que as suas ideias sejam pertinentes e até interessantes, esta forma inflamada de se expressar retira-lhe toda e qualquer credibilidade e desvaloriza as suas propostas.

    • O Armando Constancio já teve o tempo dele, assim como o Barros Duarte, o Alvaro Orfão e outros que tais. Só a “Patroa” é que ainda resiste e o Constancio a tentar voltar ao de cima.

  10. Tem dias que não há paciência para aturar os escribas de serviço, porque chamados a pronunciar-se, “aos autos dizem NADA” porque nada teem para dizer. Eu mostro documentos, deliberações, factos. A isso chamam argumentação prepotente.
    Opiniões…..

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