Batota

CuriosoCMMG, Mercado, Tereza, Vicente8 Comentários


batota_2Cada vez mais sentimos que falar no assunto ‘mercado’ é pura perda de tempo uma vez que não acreditamos que uma solução seja encontrada a curto prazo. Ele permite, no entanto, que se vá percebendo o que os que mandam pensam e querem. Se há uns anos a ideia da ocupação do espaço onde hoje estão as tendas era considerado como sendo contrário às regras aprovadas e em vigor no concelho, hoje pensam se modo diferente. Antes o argumento usado para defender a ideia de que ali não podia haver mercado era o de o PP não o permitir. Ainda não o permite mas os que agora têm poder estão na disposição de proceder à alteração do PP de modo a que esse argumento não seja já válido para eles. Poderia dizer-se que se mudam os tempos, mudam as vontades mas a questão vai além disso. Pelo que já ouvimos, um dos argumentos que pode estar a levar a esta mudança de pensamento tem a ver com o facto de o marido de quem manda até gostar de ali ir às compras. Não é a primeira vez que ouvimos o argumento de que a “mulher” agora já quer ali o mercado porque ele gosta! Este argumento, se não fosse triste, daria um bom início de anedota mas, infelizmente é com o que vivemos! A ideia de alterar as regras para que as vontades de uns prevaleçam soa a batota. Com os interesses pessoais a parecerem falar mais alto, acreditamos até que, com o PS no Governo, mexam o que for necessário para que o documento que entregou à câmara aquele espaço fique a não valer nada e a condição que foi colocada seja cancelada. Basta umas quantas chamadas para os locais certos.


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8 Comentário em “Batota”

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    “Com os interesses pessoais a parecerem falar mais alto” Esta frase parece-me adequada a uma série de situações no panorama politico concelhio actual, e ainda por cima, sobre o mesmo tema. Curioso, não?

    1. Curioso

      Caro Lá tem dias… É provável que tenha razão. Não temos informação suficiente para que possamos escrever sobre isso porque quando o fazemos temos sempre a certeza do que é afirmado. Claro que sobre este temos como em relação a muitos há muita coisa que se poderia dizer e muitos interesses que parecem sobrepor-se ao interesse colectivo mas disso falaremos quando tivermos os dados todos que temos andado a recolher ao longo do tempo.

  2. Avatar

    O melodrama, já no seu trigésimo sexto episódio, vai desenrolar-se agora, se estes cenários se concretizarem, em dois tabuleiros:
    1 – Tráfico de influência junto de membros do Governo para o IGFSS prescindir da cláusula de reversão inscrita no contrato de compra do terreno da Feira dos Porcos, coisa que não se me afigura fácil. Digamos que, para que a “coisa” seja bem feita, sem muitas ondas, precisamos de um anos de conversas de família.
    2 – Se viesse a ser possível que o IGFSS recuasse nos direitos contratuais de que goza, seria necessário proceder a uma alteração do Plano de Pormenor da Zona Desportiva. Para isso ser possível, terão que ser dados os seguintes espaços;
    a) Redesenhar todas as peças publicadas em Diário da República.
    b) Recolher todos os pareceres externos, entre os quais o da CCDRCentro, o que se afigura muito demorado.
    c) Submeter o novo PP à aprovação da Câmara.
    d) Se for aprovado na Câmara, terá que ser ratificado pela Assembleia Municipal.
    e) Se for aprovado pela AM, terá que ir para publicação no Diário da República e só depois da publicação se considera aprovado.
    Ora, diz-me a experiência, que esta tramitação “golpista” iria demorar perto de 2 anos.
    Tanto quanto julgo saber, os bonecos de um mercado, desenhados por técnicos camarários, por encomenda do executivo, seriam para a sua construção nos estaleiros, ou seja, não existe projecto.
    Abrir concurso público para o projecto, prazos de tramitação, vistos e adjudicação, são 6 meses.
    Desenvolver o projecto de arquitectura e todos os projectos complementares, até à sua aprovação, depois de sujeitos a discussão pública (suponho), demorará cerca de 1 ano.
    Abrir concurso público para a construção, até à adjudicação, teremos mais 6 meses.
    Executar a obra e arranjos exteriores, nunca menos de 1 ano.
    A andar bem, cerca de 4 anos até abrir portas. Se houver contratempos, poderá chegar aos 5 anos.
    Teríamos assim as Tendas Precárias a funcionar mais 4 a 5 anos.
    Isto não é sério. Tenham vergonha.

  3. Avatar

    Caro Constâncio, confesso que não percebo a razão de, ao fim de tanto tempo, você voltar a falar, com tanta insistência, no mercado do Atrium.
    Confesso ainda que não percebo porque é que ao fim deste tempo todo de afastamento você decide voltar.
    Quer varias razões para o mercado não ir para o Atrium? Consigo pensar em 3 ou 4 que são do senso comum e que foram apontadas quando a câmara da qual você fazia parte decidiu colocar ali o mercado:
    .1 – Localização e acessos – Se por vezes, sem haver ali mercado já há ali confusão de transito, agora imagine ao Sábado de manhã, com o movimento das camionetes, carrinhas e viaturas particulares, a confusão que não será.
    .2 – Onde é que já se viu um mercado situado exclusivamente num piso subterraneo? Qual o sentido que isso tem? sim, vai-me falar no caso de Leiria, mas, olhe bem para o mercado de Leiria e diga-me se tem alguma coisa a ver com o que está no Atrium.
    .3 – Falta de estacionamentos – Você esquece-se que quem vai ao mercado não leva um carrinho de compras como num supermercado? Quem quiser ir ao mercado, onde vai estacionar? em frente às finanças onde o estacionamento é pago? mais à frente e depois tem de ir com as compras às costas aquele caminho todo?
    Estes 3 exemplos que são do senso comum, são suficientes para inviabilizar o mercado no Atrium.
    E se se insistir em levar o mercado para o Atrium, sabe o que vai acontecer?
    .1 – Os comerciantes deixarão de ir vender no mercado da marinha Grande, ficando o espaço para meia dúzia de vendedores, baixando assim a qualidade do serviço prestado e correndo o risco de aumentar os custos.
    .2 – Os clientes deixam de ir ao mercado, resumindo-se a clientela àqueles que não podem ir a mercados melhores, como o de Pataias ou o de Leiria (a propósito do mercado de Pataias, acha que tem mais condições que o mercado actual? Tem menos condições, no entanto, fora o de Leiria, é o mercado mais frequentado da região)
    .3 – Os hipermercados passarão a ter muito mais clientes, que não estão para se ir enfiar dentro de um buraco.
    Agora diga-me se vale mesmo a pena insistir na ideia do Atrium.

    1. Avatar

      Caro Manuel Santos

      Primeiro quero dizer-lhe que aprecio as pessoas que, discordando, se identificam e dizem de sua razão.
      Nos dois primeiros parágrafos, não lhe respondo, não iria entender, porque nunca passou por aquilo que eu passei. Mas vamos às sua razões, começando a responder por ordem inversa. Perceba que eu não pretendo impor as minhas posições, não abdico é de as defender, como defende as suas, tanto mais que as ideias que me atribuem, são ideias que foram defendidas por unanimidade e em bloco, por TODO o Partido Socialista (quando havia um PS na Marinha Grande) e deixadas passar pelo PCP e PSD, quando estavam em maioria na Câmara de 1994 a 1997.

      PONTO 3 – Onde é que se estacionava na Resinagem? Onde é que se estaciona na Feira dos Porcos? Onde se estacionará se construírem nos Estaleiros?
      Eu ainda sou do tempo de ir com a minha mãe à Praça, para a ajudar a levar uns sacos com couves, meia dúzia de peças de fruta, umas cebolas, 2 barras de sabão azul, às vezes uns chispes, uns enchidos e pouco mais. Vivíamos no Bairro Júlio Brito na Ordem e fazíamos o percurso de ida e volta a pé. Como nós, mais de 95% dos marinhenses fazia o mesmo, ou a pé ou de bicicleta.

      Agora, junto ao Atrium, porque o automóvel é o transporte de eleição, temos 800 lugares disponíveis a menos de 200 metros da entrada do Novo Mercado.

      O parque das Finanças, ao sábado, é grátis.

      O que é que é mau? É ter que andar 100 ou 200 metros, ou a atitude irrealista e irracional de querer levar o carro para dentro dos equipamentos que temos que utilizar?

      PONTO 2 – Onde é que foi buscar essa ideia de “um mercado situado exclusivamente num piso subterrâneo”?

      A cave com mais de 2500 m2 e pé direito de 6 metros, só serve para descargas e cargas de viaturas ligeiras até 3500 KGS, sendo que, actualmente, mais de 90% destas viaturas são furgons tipo Ford Transit. Entra, descarrega, controlado pelo funcionário municipal, arruma as suas caixas no espaço que lhe está reservado, vai estacionar a carrinha no Parque da Mobil e volta para as transportar para o local de venda, através de um elevador monta-cargas, entre as 5H00 e as 7H00 da manhã.

      Parece-lhe difícil? Então teste-se, para ver quem tem razão.

      PONTO 1 – Dificuldades de acessos. Essa dá para dizer tudo e o seu contrário. No Atrium, tem um triângulo formado por três rotundas ( Vidreiro, Rotários (junto aos bombeiros) e rotunda do Atrium.
      Pode chegar ao Atrium e aos estacionamento circundantes, vindo de qualquer lado e podendo saír directamente para qualquer lado.

      O maior movimento a que se refere, ocorre com as cargas e descargas, ao sábado, e esse é a horas mortas, entre as 5H00 e as 7H00 e entre as 12H30 e as 14H00. A estas hora, aos sábados, o movimento é nulo.

      O grande problema dos que se atiram ao Atrium como gato a bofe, não reside nas questões técnicas de funcionamento. O problema é que fulanizaram o assunto, inquinaram-no com suspeições, com insinuações, ligaram-no a negociatas e isso foi o estrume em que germinou uma argumentação pobre, cheia de frases feitas e de lugares comuns. Talvez aqui chegados perceba porque é que insisto (agora mais, não voltei) na questão do Atrium, Estou disposto a tomar a iniciativa, sozinho, se necessário, para que o Ministério Público investigue se está para ser cometido um crime de gestão danosa com responsabilidade financeira ao deitaram para o lixo um equipamento público, o que também dará oportunidade ao Ministério Publico para investigar se este investimento está envolvido em qualquer actividade ilícita. Quem não deve, não teme. Percebe agora.

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    Caro Constâncio, se me permite, acho que não compreendeu bem algumas das minhas criticas.
    Quanto ao facto de ser subterrâneo, sim, o mercado está situado abaixo do nível da rua, necessitando permanentemente de luz artificial e necessitando de acesso recorrendo a escadas ou elevadores. Não me parece a melhor solução. Aliás, questiono-me porque é não foi projectado de inicio ao nível do piso térreo ficando as lojas num 1º e 2º pisos.
    Quanto à falta de estacionamento, irrealista é tentar comparar a situação de há 60 ou 70 anos atrás com a situação actual, sendo também irrealista comparar o que era a Marinha Grande há 30 anos com o que é hoje. Há 30 anos ainda a bicicleta era o principal meio de transporte e hoje sabe muito bem que só se anda de bicicleta nos tempos livres, salvo raras excepções. Dou-lhe o exemplo de Leiria, que tem o parque do Maringá pago e que as pessoas utilizam, não se importando de pagar para o utilizar porque dá directamente para o mercado.
    Em relação às dificuldades de acesso, se o mercado tiver o sucesso que tem o das barracas, ao fim de pouco tempo dar-me-há razão.
    Para finalizar, quanto à fulanização do assunto, acho que é mais pela imposição da vontade da vereação socialista da altura em querer o mercado alí não prestando atenção à opinião dos marinhenses. Quanto a dizer que a oposição não chumbou, permita-me lembra-lo de que, a câmara era mais PS-PSD que a oposição PCP-PSD, uma vez que deram ao Sr Matias uma vereação para segurar ao vosso lado. Tanto que recordo que o PSD até lhe chegou a tirar a confiança politica, portanto, nesse sentido, o PS fazia o que queria.

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    Tenho que o desmentir.

    O Mercado desenvolve-se no rés-do-chão e 1.º andar.

    O que está construído em cave é para descargas e cargas, antes e depois do funcionamento do mercado, ou seja, funciona 2 horas das 5H00 às 7H00 no período da manhã e cerca de 2H00 no período pós encerramento.

    O acesso ao público, na cave, é vedado.

    Lembro-o que a Resinagem não funcionou só quando eu tinha 8 ou 10 anos, ou seja a 30, 40 ou 60 anos. Funcionou até 2006, já toda a gente andava de carro e eu, que morei a 10 metros do portão de entrada do lado do Largo Ilídio de Carvalho, bem me lembro de como, quer os comerciantes transportavam as suas caixas com mercadoria, quer como os clientes carregavam as suas até aos carros que ficavam estacionados junto à antiga Crisal.

    Não me conta histórias, porque todas as decisões sobre o Atrium, depois de aprovadas na Câmara, tiveram que ser aprovadas na Assembleia Municipal onde tinham acento 11 deputados do PCP e 3 do PSD, os mesmos que retiraram a confiança ao Sr. Matias e aí também passou.

    Explicar o inexplicável é difícil.

    Também não explicou como se farão os estacionamentos nos estaleiros e na Feira dos Porcos (esqueça esta porque é impossível), explique só a opção estaleiros, porque é a única que resta.

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    Sr. Constâncio, quando é que a Marinha tem uma lavagem automática para lavar a cabeça a burros sem perda de tempo nem gasto de sabão? É urgente. Ainda não perdi a esperança de ver esses simpáticos animais, mudarem!

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