CMMGVicente

man-chicken-and-eggs_2Se para alguns a derrota que o Vicente sofreu quinta-feira na intenção que tinha de remover uma esplanada em S. Pedro pode soar a vitória, acreditamos que para ele seja a confirmação de que está prestes a encontrar a galinha que lhe encherá a cesta de ovos, ou melhor, de votos. Referimos isso porque quinta ia a votação a intenção da câmara de remover uma esplanada bem no centro da localidade, que por certo iria ser mais uma machadada para a vida nocturna daquele lugar, que teve apenas os votos favoráveis dos vereadores do PS e a abstenção do Aurélio. A aparente falta de bom senso levou a que a proposta fosse levada a votação sem que tivessem tentado encontrar uma solução que pudesse ser tomada por meio de consenso. Mas onde é que esta derrota pode ser algo que até convenha ao Vicente? Se por um lado ele vai conseguir ter tempo para que o assunto ande enrolado e até possa deixar que o verão passe com as reclamações que têm existido mas com a esplanada a funcionar – sem que se possa dizer que uma qualquer decisão, num ou noutro sentido, foram da sua responsabilidade -, por outro o facto de o Logrado ter sido um dos que votou contra, ou seja, em sentido contrário ao do PS, poderá ser algo que lhe convenha uma vez que vem acentuar as diferenças entre ambos. Essa divergência vem evidenciar o que é cada dia que passa mais evidente: a ruptura da ‘coligação’ com o Logrado e das negociações para que se consiga o orçamento rectificativo. É aqui que vem a parte que poderá ser a que acreditamos que o Vicente espera que possa acontecer com a não aprovação do rectificativo: vitimizar-se e tirar dividendos políticos do facto de a oposição não lhe aprovar o orçamento. A propaganda que tem andado a ser feita de obras e mais obras até ao final do mandato não deixará de ser útil. Por certo as obras virão à baila quando elas não ‘puderem’ ser realizadas com o argumento de que o orçamento não foi aprovado. Apesar de se perceber há muito que aqueles anúncios mais não são do que propaganda cuja execução ninguém acredita que aconteça, o Vicente não deixará de tentar alicerçar essa incapacidade de cumprir o que tem prometido numa qualquer afirmação do género de que ‘só não há obras porque a oposição não deixou’. Resta saber se a oposição lhe vai dar o gosto de ele poder usar esse argumento ou se lhe vão dar todos os meios para que ele possa fazer o que tem prometido e no final se possa concluir que não foi capaz.


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