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obras_regeneracao_2Quando há umas semanas foi anunciado que o PEM iria abranger a questão da regeneração urbana do centro tradicional ficámos com alguma expectativa em relação ao que dali iria surgir. Pensámos que o objectivo passava por fazer uma inventariação dos imóveis que necessitam de intervenção urgente; por identificar os proprietários e sensibilizá-los para a necessidade de alguma coisa ser feita com vista a regeneração e que iriam ser encontradas formas diferentes para conseguir o que até hoje não se conseguiu. Quando hoje lemos a proposta que foi feita a sensação com que ficamos é a de que se limitaram a por por escrito o que já há muito está em vigor e pode ser feito. As “ideias” que ali estão expressas, e que revestem a forma de proposta, mais não são do que o que está previsto no PEDU, no RMEU, no EBF e no CIMI, ou seja, a roda estava já inventada mas a câmara, com aquele programa “inovador”, parece querer reinventá-la. Claro que não retiramos o mérito ao Logrado por ter conseguido aproveitar a inércia de quem tem mandado e retirar, do que já existe, as “ideias” que nada de novo trazem, mas que permitem fazer parecer que o que ali está escrito é mérito seu e dos seus grupos de trabalho. A questão é que dali não surgiram ideias novas mas apenas a sistematização do que já existe. Não resulta da proposta que tenha sido feito algum contacto com proprietários ou que se possa avançar com a intervenção forçada por parte da câmara. Pode, por isso, concluir-se que a regeneração urbana do centro tradicional não aconteceu ainda por incapacidade dos que mandaram até agora de porem em prática o que já existe há muito. O tempo dirá, mas, depois de lermos a proposta, acreditamos que pouco ou nada irá ser conseguido resultante da acção do PEM. De que adianta criar um nome e um “logo” do programa se não se soube qual a sensibilidade dos proprietários para fazerem alguma coisa? Como nada é novo, se eles quisessem ter feito alguma coisa por certo que já estava em curso.


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22 comentários

    • O curioso não dia, não se intencionalmente, é que os proprietários estão grande parte deles identificados. O PEM nada tinha a acrescentar a isso. O PEM serve para dizerem mal. Digam o que já mudou. Era um favor que faziam aos marinhenses!

      • Tinha sido bom o Curioso ter participado nesse grupo e ter contribuído com essas ideias geniais. Ficávamos todos a ganhar. Isso é que era obra! Apareça e diga de sua justiça. A cidadania é isso. Participe.

        • Caro anónimo. Temos feito isso ao longo dos anos sem necessidade de fazer parte de grupos ou de aparecermos nas fotos ou em locais de destaque. Basta ler o que temos escrito ao longo dos anos. Claro que também não estamos a querer ganhar votos daí que entendamos que seja estranho entender-se esta nossa forma de cidadania.

        • Caro anónimo. Se escrever é fácil, porque não surgiram escritas coisas novas?

  1. A culpa é dos funcionários da câmara que não obrigam os proprietários dos imóveis degradados à sua reabilitação!.. Ou serão os eleitos por nós a fazer cumprir apenas a lei que existe há anos para o efeito, sr. Anónimo número 1?!

  2. A culpa é de alguns funcionários da câmara cujos actos de planeamento (????) destruíram o centro é puseram as pessoas a fugir (de medo) de lá Sejam homens e assumam as vossas responsabilidades por uma vez que seja !!!

  3. Casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão!
    Há mais vida na Marinha para além do «Centro»… Não se ouvem os Comerciantes de outras zonas da Cidade a queixarem-se tanto quanto os que estão ali instalados… Já pensaram em modernizar as Lojas? Em torná-las mais atractivas? Já pensaram em tirar os toldos que tapam as montras?? E já agora… deixem de fazer da porta da loja o canil… e afins!!!
    Façam promoções… façam festas… façam alguma coisa para além de se queixarem o tempo todo… Olha, aibram as portas «fora de horas» e em dias de descanso… ou são todos como o café do Teatro que está fechado quando há espectáculos?… Sejam criativos!!!
    E os proprietários… se não fossem avarentos, e tivessem algum amor pelo que herdaram dos seus antepassados, prefeririam ver aqueles edifícios reabilitados a vê-los cair na decadência… e assim fariam alguma coisa para os vender… em quantos daqueles edifícios está uma placa a dizer: «vende-se» ou «arrenda-se»??
    E as imobiliárias da Cidade… o que fazem para promover a reabilitação imobiliária? Não é para isso que servem? Para serem mediadores entre Proprietários e Investidores?…
    Alguém ainda acredita que será um despacho político que vai mudar alguma coisa, sem haver o mínimo de esforço de todos para fazer de facto alguma coisa para além de se falar???!!!

  4. Uma desgraça.. Os projectos apresentados pelos técnicos da praça, muitos deles munícipes, aprovados pelos nossos eleitos, originaram verdadeiras aberrações.. Os funcionários não fazem decisões, sr. Anónimo, qd muito indiciam

  5. Então Curioso, tem alguma ideia para acabar com o vandalismo que ocorreu esta madrugada no Parque da Cerca.
    Gostava de ver aqui um post sobre o assunto e, quais as suas sugestões para o resolver, dado que tem ideias para tudo.

  6. Estamos á espera de ver aqui fotografias do miserável acontecimento no Parque da Cerca. Levante o rabinho da cama e vá lá.

  7. Quando vinha de manhã do trabalho, deparei-me com aquele triste espectáculo de vandalismo, não tirei fotografias porque o meu telemóvel não tem camara. Vi o Boicita todo espantado e estupfacto, que foi chamar o pai, para tratar da situação. Ainda há gente que se preocupa.

  8. Face aos comentários, que aqui foram publicados, fui até ao Parque da Cerca, é uma desolação, como é que há criminosos que fazem estes atentados ambientais, e estragam o bem comum, bem pode a Câmara cuidar e arranjar o património colectivo, com gente desta a Marinha Grande não pode progredir. CIVISMO E EDUCAÇÃO é o que mais faz falta Nossa Cidade.
    Agora, arrenjem desculpas e, culpem os serviços camarários, como é costume.

  9. A Marinha Grande está uma tristeza, Quem a viu e quem a vê.
    Lojas fechadas, fachadas sujas, beirais e rebocos a cair, mais parecendo uma terra abandonada. A principal culpa é da Câmara. A partir do momento em fechou a zona do largo do Município, o acesso aos veículos dali até à zona da igreja.limitou e condicionou o estacionamento, acabou por contribuir para que as pessoas deixassem de ir aquela zona (eu e a minha família somos dos que deixaram de lá ir por essa má opção da Câmara).
    Sem pessoas, qualquer comércio está condenado a encerrar portas. Para agravar a situação, a Câmara resolveu pôr estacionamentos pagos, nunca clara falta de visão estratégica, mais própria de acéfalos.
    Agora diz querer revitalizar aquela zona, só não estou a ver como é que o vai conseguir fazer sem antes alterar o que mais contribuiu para aquela degradação (o fecho da tal rua e estacionamentos condicionados e pagos.
    Por outro lado, quem são os donos das casas e lojas que se vão pôr a gastar dinheiro para reabilitar aquela zona sem perspectivas de qualquer retorno financeiro?
    É tudo muito bonito de dizer, uma fantasia desfasada da realidade.
    Como foi a Câmara que criou o problema, se quer aquela zona reabilitada, “abre os cordões à bolsa”e faz ela a reabilitação. De outra forma não estou a ver os particulares a enterrarem ali dinheiro em troca de nada.

  10. Bem vindo ao mundo real onde nao andam ha muito tempo os tecnicos da camara que tomaram ou induziram politicos ignorantes no assunto a fazer,esse monte de disparates!

    • A culpa é sempre dos outros.. Enquanto isso, o que fez o anónimo?! Aguardo as próximas eleições para apoiar as suas válidas ideias que ainda não transmitiu sequer aqui…

  11. Típico do português.a culpa ou e dos políticos do momento ou morre solteira porque aqueles que ocupam (e são pagos) cargos de responsabilidade nunca a sabem assumir quando é preciso

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